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curvas, retas e esquinas

domingo, 12 de setembro de 2021

Natural Brasis © Copyright

 


Esfregue-se em mim, flor de orquídea.
Recatada, mas assanhada em minhas danças.
Tens o sorriso da mulher indígena, emoldurado
por teus cabelos de tranças.
Tal beleza me fascina, morena linda de
largas ancas.
 
Cheiro doce de canela marrom.
Teu corpo é todo um poema!
Podias ser chamada de Iracema,
mas guarda em si: o lindo nome de Jurema.
 
Sensual e alegre filha dos seres mágicos:
tupis-guaranis.
Criada nas matas, és linda, das mais
formosas ninfas tupiniquins.
Formosa mulher, suave e serena.
Doce Jurema, esfregue-se em mim!
 
Dispa-me com teus olhos e brilha-me
com tua luz estonteante.
Você, sinuosa canoa, enfeitada
de lírios e, eu, teu tripulante.
 
Em tuas curvas de canela morena e
em teu sorriso branco marfim,
nasce um beijo de teus lábios vermelhos,
macios, como pétalas de rosa carmim.
 
Ando em tuas trilhas e estremeço em
tuas linhas, em teus delirantes caminhos.
Teu corpo exala cheiros exuberantes.
És, formosa flor sem espinhos.
 
Teus cabelos pretos, feito cor anoitecida,
sem medidas, cobrem toda tua linda
nudez esculpida.
Cobrem-te e protegem-te.
Faço-me desbravador de tua
linda riqueza escondida
 
Percorro os teus caminhos de
matas nativas. Nas trilhas de belezas,
nunca por mim imaginadas.
Em teu paraíso de deusa morena,
escondo-me, na maravilha de terras,
esperando por mim, serem desbravadas.
 
Esfregue-se em mim!
Impregna-me com teu cheiro canela e
forte odor de amor.
Deusa marrom canela, cubra-me
com teu corpo de mulher e,
faça deste tempo,
infindável prazer de amor.
Com tua pele de veludo de flor,
nos tornamos um só
momento de cor. 


Beto nicou

Arte: Julianna Brion