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curvas, retas e esquinas

domingo, 14 de janeiro de 2018

Revérberos .© Copyright

Sou o velho, sou o antigo e, sou moço desse momento.  Sou Maria, mãe e filhos. Sou tudo na faceta do espelhamento. E existem os outros nomes, outras faces, outros lares, outras terras e outros ares. Sou o pássaro, sou o anfíbio ou, o peixe, nas águas refletidas dos mares. O que aqui mesmo existe, na verdade é tênue. Sou criança de todos os lares e sou, avós, de todos os pesares. Sou reflexo de muitas imagens. Sou espelho que se repete nas superfícies dos existentes e insistentes olhares. Sou o sorriso e sou o choro nos revérberos das ruas alagadas. Sou o voo diurno das inocentes vaidades amanhecidas.  Sou o espelho lunar no véu escuro das vaidades emplumadas. Sou o novo ou o  velho e trincado abrigo que mostra as expressões tão sonhadas. E sou os rostos esquecidos sob as peles envelhecidas e enrugadas. Sou areia aquecida e espelhada. O que se  mostra suspenso nas paredes, nas poças, ou nos ares.  Às vezes, sou o esquecido opaco, livre das imagens das vaidades populares. Sou eu quem te lembra que nesse tempo existe uma verdade nunca escondida. Sou céu ou precipício, porém, sou sempre a verdade amanhecida. Sou espelho das águas, das areias. e dos prateados lunares. Sou a vida amanhecida ou anoitecida, de muitos outros lugares.
by betonicou arte:  Inspiration - stained glass design - DidierDelamonica