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curvas, retas e esquinas

domingo, 6 de maio de 2012

Olhar noturno © Copyright




Meus olhos brincam no escuro e, são vagos os meus sentidos de olhar.  Vislumbro meus ares noturnos e, são singelas as minhas janelas de sonhar. Espalho-me nos sonhos dos meus segredos e distraio-me no universo dos meus medos. Olhos me fitam e, retorno sem medo o fitar. Espelho as cenas na ilusão de ótica e, faço voar as minhas asas na surreal caótica.... Meus olhos brincam de entrever e, também vasculham todo o espaço, esse meu ser. Voam pelos ares do meu quarto seres mágicos, que são o meu descortinar a divagar nos vazios.  Distraio-me nas fantasias dos meus portos seguros, o vislumbrar pelas janelas do olhar e, perceber o mundo dos espaços sombrios; aclaro-me dos medos de olhar no escuro. É esse, o universo inseguro de ver meus olhos espelhos; os olhos que enxergo brilhantes, são meus olhos refletidos nos escuros anseios. Apego-me nos sentidos escondidos que são os olhares para o vazio, a fim de preenche-lo dos divagantes confortos de minha cama; fitando o negro espaço do meu ar.  Vislumbro os seres que voam, na ilusão do meu suposto sonhado céu, brincando um voo alto, na noite que visitou o meu brilho. Meus olhos são janelas espelhos que refretem minhas sensações. Meus olhos brilham no escuro, percebendo o espaço escondido, ainda sombrio e tênue de minhas emoções. Meus olhos refletem a luz que no escuro teimo em enxergar. No breu, em volta do meu leito, meus olhos claros teimam em descortinar meu misterioso mundo de estrelas e borboletas óticas.

 Por betonicou