Powered By Blogger

Páginas

curvas, retas e esquinas

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Curumim...© Copyright



Ah! - curumins, filhos das
matas brasileiras, das terras,
sob o singular céu azul de anil.
Sorrisos largos, rostos de marcas
Vermelhas, tinta do glorioso
pau Brasil.
 
Brotos da terra fértil;
a natureza sorriu!
Ao nascerem, meninos,
nas lindas selvas:
o que é belo, do singelo
 floriu.
 
Correm pelas trilhas das matas.
Brincam com os saguins.
Enfeitam – se com plumagens das
araras e imitam o chamativo
canto dos bem- te- vis.
 
Caçam desde crianças,
montam nos lombos das pacas.
Jovens guerreiros que perpetuam
a nobreza e a pureza
dos homens que sonham
  dentro das ocas.  
 
 
Curumins, meninos por nós
tão vislumbrados, caçando e
 brincando com os
 jacamins!
Sob as árvores centenárias,
brincando todo o tempo.
Divertindo e sorrindo com os
bichos guaxinins.
 
Espalham-se pelos matos,
pelas selvas e correm
como vento ligeiro.
Desbravam o verde mar,
rios, lagos e cascatas.
Vivem a vida por inteiro.
 
Acima nos troncos das árvores,
brincam com os saimiris.
Mergulham nas cristalinas
águas, desse imenso jardim dos
 tupis-guaranis.
Boiam nas grandes flores
das vitorias- regias.
belas musas:
vitorias- floris
 
Inocência sagrada de
grandiosa pureza.
Andam descalços pelas trilhas
com seus pés de asas ligeiras.
Alegria simples, da inocência,
primária juvenil:
Curumim, representa a plena
beleza, das matas do nosso
imenso Brasil!
 

 by - betonicou
Arte: Jaime Trindade

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Flor tupiniquim...© Copyright



Esfregue-se em mim, flor de orquídea.
Recatada, mas assanhada em minhas danças.
Teu sorriso de mulher menina emoldurado
por teus cabelos de tranças.
Tal beleza me fascina, morena linda de
largas ancas.
 
Cheiro doce de canela marrom.
Teu corpo é todo um poema!
Podias ser chamada de Iracema,
mas guarda em si: o lindo nome de Jurema.
 
Sensual e alegre filha dos seres mágicos:
tupis-guaranis.
Criada nas matas, és linda, das mais
formosas ninfas tupiniquins.
Fez-se mulher, suave e serena.
Doce Jurema, esfregue-se em mim!
 
Dispa-me com teus olhos e brilha-me
com tua luz tão brilhante.
Você estonteante canoa enfeitada
de lírios e, eu, teu tripulante.
 
Em tuas curvas de canela morena e
em teu sorriso branco marfim,
nasce um beijo de teus lábios vermelhos,
macios, como pétalas de rosa carmim.
 
Ando em tuas trilhas e estremeço em
tuas linhas, em teus delirantes caminhos.
Teu corpo exala cheiros exuberantes:
formosa flor sem espinhos.
 
Teus cabelos pretos, feito cor anoitecida,
sem medidas, cobrem, toda tua linda
nudez esculpida.
Cobrem-te e protegem-te.
Faço-me desbravador de tua
linda riqueza escondida
 
Percorro os teus caminhos de
matas nativas. Nas trilhas de belezas,
nunca por mim imaginadas.
Em teu paraíso de deusa índia morena,
Escondo- me, na inocência das terras,
esperando por mim serem desbravadas.
 
Esfregue-se em mim!
Impregna-me com teu cheiro canela e
forte odor de amor.
Linda índia, morena, cubra-me
com teu corpo de mulher e,
faça deste tempo,
infindável prazer de amor.
Com tua pele de veludo marrom,
nos tornamos um só momento de cor.
 
 by betonicou

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Filho mineiro© Copyright





O vento que vem do azul rasteia
o chão debaixo do céu.
 O ar que serpenteia por entre as
  montanhas de minas preenchem
os espaços vazios, nos cobrindo
com um sagrado véu.
 
A vida do novo e belo horizonte,
que ilumina a noite com brilhantes
 pedras de tiaras, brilha por todos
 os montes e, nos riachos o
  lindo canto das Iaras.
 
Retumbam os tambores nativos.
Cantam seus filhos os hinos que
 exaltam a terra mineira.
Somos frutos da liberdade e
o orgulho de nossa bandeira
 
Somos os ventos que serpenteiam
em todo lugar, somos a fúria dos rios,
 das águas que desembocam no mar.
 
Sangue que verte do coração da nação
Somos filhos dos montes minérios
Mineiros da força que ergue o pendão
 
Somos a magia das cataratas tranquilas
que descem do corpo engenheiro.
Somos água, vento, terra, fogo e tempero
 do povo brasileiro
 
E nas matas, por onde nascem o líquido
 da vida, vertem riquezas materiais.
Somos montes, rios, a força dos ventos, mas
 somos, também, a calmaria das águas
diáfanas espirituais.
 
Há serras, por onde vislumbramos
as montanhas, rios, campos,
vilarejos e arraiais.
Somos filhos da majestosa
terra das fontes termais.
 
Água em teu leito, broto e flor,
que no teu jardim vivemos.
Ninho em que nos acolhemos;
gloriosa mãe:
 Minas Gerais.

By betonicou