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curvas, retas e esquinas

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Espelhos horizontais © Copyright


Fui visitar a lua fria, nos longínquos estelares. Anjos voaram ante minha face, no meu viajar lisérgico pelos mares desses ares. Vi os que vivem fora do mundo e quase sempre, os abaixo das nuvens repletas de suas singelas chuvas ou tempestades. E vi subirem o revoar saudável ou insano, das afiadas e, não menos, belas plumagens. Voejavam ao senhor das sublimidades.

Toquei o orvalho bem antes de cair sobre mim! Voei nas chuvas, rumo as flores de todos os lares.  Subi com as preces que diziam tudo sobre mim, e ai de mim, sem meus ombros;  poleiros das asas claras, dos seres espetaculares. O mundo abaixo brilhava suas luzes ao redor de suas estradas do acaso. Acaso seria eu, um dos ventos a tocar as coisas infinitas ou seculares?!

Ai de mim nesse chão de espelhos, por onde vejo a lua e a noite com seus pingos de claridade. Por onde os caminhos da face encontram os joelhos, num tino de sossego, todo revestido de prece da humildade. Nas poças d'águas entrei e viajei para o além daquele refletido caminho imaginado. A lua deitada sob mim vigiava aquele meu sonho; eu delirante e acordado.





by betonicou


Arte:Marina Czajkowska