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curvas, retas e esquinas

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Fragmentos © Copyright


Eu acordei com pensamentos sutis e refiz os teus cabelos de tranças, com tantos fios de seda cetins. Eu acordei com saudades, ao lembrar-me das aventuras juvenis, e revi numa canção a natureza de amar, e aventurei-me nas    proezas de saltar todos os abismos não gentis. Pendurei-me na torre da capela e, pintei de todas as cores as mazelas, os cinzas que manchavam as minhas aquarelas. Cuidei-me de resguardar aqueles momentos de subir pelas limeiras com esses pés de subir pelas cancelas. Eu sepultei todos os sentimentos hostis, e mergulhei nas águas; me levantei com pensamentos não febris. Eu refiz toda a saudade, com os pensamentos férteis das emoções puramente civis;   chorei de saudade de cantar sonetos. Refiz meus caminhos que antes andavam pelos escuros guetos. Eu tirei das lembranças momentos bons de contentamentos e refiz todos os caminhos do meu tempo, que hoje, são uma terna lembrança. Lembranças leves, de asas de pura inocência, de juvenil esperança. Como a libélula tem seu tempo nos ares, ao sabor dos ventos segurei-me nas asas transparentes dos puros e brancos discernimentos; memórias doces ao saltar de cima do leito. Brinquei com teus cabelos de tranças que navegavam nas ondas dos meus vagantes pensamentos. Eu tirei da saudade, brinquedos singelos de crianças e rodopiando por entre teus laços atei-me às tuas teias de puras e belas lembranças. Senti as gotas de tempo a refrescar minhas memórias a tempo. Tempo de sarar todas as feridas e retroceder aos belos momentos. Tempo de sorrir e não chorar o que vaga agora no tolo esquecimento; quero alento! Eu relembrei com saudade esse pouquinho terno do tempo. by betonicou






 Arte: Anna Magruder &Anna Silivonchik