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curvas, retas e esquinas

domingo, 13 de outubro de 2019

Horizonte na catedral © Copyright



Lá daquela porta eu pude sentir entre os acenos mórbidos de um final tão trágico. Entre as flores mortas eu vi um broto válido e, entre um cair tão sórdido me vi num chão não sólido e, entre risos loucos, me vi num espaço de fluir. Sensações não materiais! Tão longe de tudo e tão livre das coisas vãs e acidentais! Uma janela para um mundo fantástico, uma porta para um mundo calmo e plácido, pipas no ar e um coração não gélido; é tudo que sonhei, nesse meu tempo de pensar e refletir. Sou passageiro, às vezes ocasional e, sou navegante das gerais. Tenho as montanhas como berço sólido, tenho um horizonte que me dá o berço plácido e tenho as manhãs calmas, tão dominicais;  tão perto de tudo e das coisas tão naturais: a lembrança de um amor que voou tão pássaro, uma flor que brotou nesse chão antes árido e esse vento calmo, que é o meu sinal e o meu jeito de existir. Novo horizonte das manhãs! Uma vida nova tem os seus mistérios e todos os mistérios tem as causas lógicas! Eu queria apenas o ar puro, longe das coisas sádicas e as músicas das esquinas poder ouvir. Eu quero apenas o santo ar da catedral;  na sala da José, um espaço de dormir.
By betonicou

Arte: David Hale- Luciana Pupo
Nota: Aqui faço uma pequena e carinhosa alusão à igreja São José; localizada no centro de Belo Horizonte . Minha cidade natal é cercada pelas imponentes montanhas das Gerais. (tomara  que continuem....)