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curvas, retas e esquinas

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Solitate © Copyright

Sorrindo caminhei. Na valsa nova flutuei e levei de balsa o carinho. De menino travesso a rei, um rei sem reino, eu sei; minha estrada bamba de corda de linho.
  Escadas para o céu subi e das nuvens fracas despenquei. Quando para a esplanada olhei uma certeza sempre terei: de lá nunca fazer meu ninho.
Eu refleti quando na areia branca desenhei; onda de mar lavou meus sentidos. Eu santo caminhei, junto aos pecados que descobri: rosa, sempre, será a lança em meus conflitos.
 Tanto faz a saudade do que senti e passei, a liberdade, que tanto guerreei e fiquei iludido se não terei direito a prosas: versos que, enfim, escreverei sobre amar e prantos.
Bem sei que menino da inocência é rei, reino que se traz sem ruir, parque de sonhos que se desenha em sorrisos de criança; esses, sempre serão as joias mais preciosas.
 Imaginárias asas da infância que sempre traçaram os caminhos, canteiros que sempre escondi meus mimos. Hoje, flores de uma saudade intensa. 


By betonicou
Arte: Sam Hyuen Kim & Lucy Campbell