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curvas, retas e esquinas

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Horizonte na catedral © Copyright

Lá daquela porta, eu pude sentir entre os acenos mórbidos de um final tão trágico. Entre as flores mortas eu vi um broto válido, e entre um cair tão sórdido me vi num chão não sólido, e entre risos loucos me vi num espaço de fluir. Sensações não materiais! Tão longe de tudo, e tão livre das coisas vãs e acidentais! Uma janela para um mundo fantástico, uma porta para um mundo calmo e plácido, pipas no ar e um coração não gélido. É tudo que sonhei, nesse meu tempo de pensar e refletir. Sou passageiro, às vezes ocasional, e sou navegante das gerais. Tenho as montanhas como berço sólido. Tenho um horizonte que me dá o berço plácido, e tenho as manhãs calmas, tão dominicais!  Tão perto de tudo e das coisas naturais.... A lembrança de um amor que voou tão pássaro, uma flor que brotou nesse chão antes árido, e esse vento calmo que é o meu sinal e o meu jeito de existir. Novo horizonte das manhãs! Uma vida nova tem os seus mistérios, e todos os mistérios tem as causas lógicas! Eu queria apenas o ar puro, longe das coisas sádicas, e as músicas das esquinas poder ouvir. E eu quero apenas o santo ar da catedral!  Na sala da José, um espaço de dormir.




By betonicou