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curvas, retas e esquinas

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Lençóis © Copyright



Então são todas as mulheres, rosas perfumadas, lírios, ou flores de jasmins. Também são paixões loucas dos fogos ocasionados, ou são os ramos amorosos que crescem em todos os jardins. São sonhos de valsas e musas; inspiradoras dos meus afins. São também tudo o que sou. É a mãe e outras mulheres, de todos os beijos carmesins. 

São todos os sentidos que fazem os vícios, de todos os costumes em mim. Acaso são versos tolos e os brincados amorosos, por debaixo dos lençóis de cetim. E vagueio no vicio, desse meu cio sobre a tua luz.  E tu aveludada beleza de flor, me cobres de um verso sem fim, e toda assim me seduz. São todos meus sentidos, os juízos que me fazem assim.

Ser teu passeio e´ vicio, igual aos teus caminhos que teimo sempre ir. São as manhãs tão boas, após as noitadas atoas, que deixamos sem poder sentir.  Aquele sono de precipício, onde caímos ruindo, sem poder fluir. Parece que somos objetos sem cor, mas ai de mim se teus lábios não viessem em paz, no pesadelo tolo, não vier me acudir.

Se tu passeias eu grito, e aquele meu gemido e’ também o juiz. E tu fogosa é formosura de flor, e sou jardineiro, ou o poeta quem diz. Se ali tu estiveres, entre todas as mulheres, o que faço de mim?! Eu lhe darei mil rosas de amor, e do meu cheiro o adocicado de anis. Se me esquecer eu grito que estou aqui, e que perto, é que sou tão feliz. 
  

by betonicou

Arte: Gustav Klimt

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Fascinação © Copyright



Os passarinhos ainda se emudecem, pelo beijo que tanto quis e não senti. Não há gorjeios que me lembrem, ou de sonhar as coisas que ainda não vi.   São testemunhos de meus beijos os outros colibris, e de minha nudez a sereia, ante o cantar tão natural, dos curiosos e convincentes bem- ti- vis.

Ainda me vejo no que me alegra: as mudas de amor que tanto irriguei, o terno olhar que sempre vi, quando passei diante dos olhos, e não parei. Às vezes as canções me alucinam, pois são as lembranças que tanto cantei. Também são promessas não cumpridas, até o   beijo de amor que não roubei.

Nada mais me surpreende, ou me compreende, ante este amor que é a minha luz. São eternos, os luares dos românticos lugares que tanto esse amor me conduz. Ainda me aquece o que me entende: As frestas por onde vejo estrelas, o jardim ardente de flor, e ainda, os portais por onde vejo o amor.


As aves que trazem em seus bicos as estrelas, são as canções que tanto desse amor entendi. São os cantares, todas as promessas cumpridas, até o ardente beijo que senti. E são as palavras carregadas dos cálidos desejos, as letras poéticas que te envolvi. São orvalhos, os doces cantares que sempre ouvi.
 by betonicou Arte: Ronnie Biccard

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Orvalho © Copyright

Seja como for! Seja a luz dos teus olhos que clareou meu destino. Os teus cabelos loiros ou negros, são fios que entrelaçam os meus carinhos, e as estrelas caindo, são de manhã os teus beijos de orvalho, com o cheiro, e frescor doce das hortelãs. Seja o que for! Se e´ o tempo do meu destino, então me abrace todo, pois a alma pede... e que não seja fraco, e que seja bem devagar. Clareia mais os meus olhos, nos teus olhos azuis das borboletas que voam acima do meu leito. A minha cama é o nosso divã.... Na sua pele macia, os meus beijos pousam e acariciam, e tudo basta para sentir, sem ser preciso entender. É esse amor, a luz que sinto, e que nem o tempo apaga, ou apagou o destino. Aquele, em que se dão as mãos e caminham felizes.  Lutar, talvez seja preciso, e mudar e florescer, para acontecer se preciso for. As estrelas não caem! Apenas são nossos fogos que estouram no noturno céu, e essas nos cobrem com as mãos macias, como aveludadas pétalas. O céu tão nublado, de nuvens de amor deságua enfim! Os céus tão estrelados de flor consagro a ti! Isso é amor e não se escolhe.... Apenas acolhe e colha, o que você  plantou em mim. 
 by betonicou        Arte: Sergio Lopez
               

domingo, 15 de abril de 2018

Ciranda, flor e mel © Copyright


Ontem eu vi, e fiz o que sempre quis: Um pássaro beijando a flor, um beijo declarando amor, e olhos deitados contemplando o céu. Vi fugaz a nave voando no ar azul, e contemplei o que os lábios sentiram muito bem; um beijo que durava mais, o rodopiar do voar de uma flor, e o gosto que durava muito além!

Tudo eu quis, do que sempre vi: Um jardim para plantar amor, o beijo delicado do beija-flor, na flor que guardava mel.  Vi chegando as saias que rodopiavam muito mais, e vi estrelas nesse mar de céu, e senti também: O gosto do que quero até demais, no embalar no barco do amor, da flor que chamo de meu bem. 

Sempre quis:  Nessa doce ciranda  poder   brincar, mesmo nos dias que a chuva pingava fel. Sempre quis a flor de todos os roseirais, e como orvalho quis  refrescar mais e mais, e depois voar nos lábios que guardavam mel.   sempre quis ir  um pouco mais além, às vezes  seduzir sem pudor perguntando; o que é que tem?


by betonicou
Arte:Svetlana Modorova

terça-feira, 10 de abril de 2018

Elementos © Copyright

Céu, céu de brilhos intensos sobre a cama de meu saudoso relento.  Escuro véu de brilhantes, anjos a pulsar no firmamento. Céu que na paz do instante me acarinhou no divino sossego. É esse mar de ar dos seres celestes, que quando mais olho, mais avido e´ o meu navegar, e onde todo, ainda mais  me achego.

São essas águas do riacho, onde escoa a minha prece, e é também meu céu de amar, pois nele me batizo, e ali minha alma acontece. São as águas desse espelho que refletem o verdadeiro eu que conheço. Estrelas, sol e lua aos meus olhos expostos, no meu viver mais intenso.   É ali que   de novo, todo eu amanheço. 

Terra que aos meus pés acarinha, no meu ondular de andar. Sobre as montanhas trafego e vivo a tocar o sol e o luar.  São as verdes relvas, o manto da majestade terrena. São meus ossos e carne, feitos dessa matéria, no universo construída. Sou o pó das estrelas, de alma guardada nessa dimensão toda escondida.

Há esse calor na alma. Tenho esse sol que todo o meu ser declama. Sou água, terra, fogo e ar, e do fogo a vida inflama. Sou fonte que verte águas de singulares rios, e sou a terra para a semente que preenche o espaço obtido. Sou o sopro  alimentado pelo espirito desta chama. De elementos, castelo todo construído.




by betonicou

Arte:Ivan Kupala &;Larisa Lukash



segunda-feira, 19 de março de 2018

Ruas © Copyright





Saia às tardes, e era apenas mais um vulto. Saia entre os alegres, ou entre as pranteadeiras de um sossegado morto.  E era o sol poente, a luz daqueles versos que nos preparam para a noite e sua chegada.  A lua que aponta, com suas estrelas de festas de rojões no céu celebrando a boemia da frequentada madrugada. Saia no bloco dos ausentes, e a chuva que chegou junto fazia dançar um pouco mais, os sempre mais contentes. Saia sobre as marquises, e ao lado das propagandas convincentes andava sobre as calçadas, entre o sufoco de todas as gentes. Lá estava a dama de um convento, e era a estrela tão procurada para o meu sufoco.  Saia na vida, feito   alma desgastada, e fugia do que ressentia; fugia de tudo um pouco. Passeie sob nuvens, e um sol todo descontente que evaporava, de luto pelo findar do dia. Eu vi a esperança no cometa, que de tão servil levou Clarisse e Maria. Levou e arrastou nas celestes enxurradas, todos os gritos que o silencio ouviu e assistiu. Pensei num passeio, não tão comumente, e não apenas sair tão dissidente, à espera de topar com quem não me viu.  Dançar na chuva com o chapéu molhado e torto, e me encharcar de tudo um pouco, de tudo que a tarde, do escuro se vestiu.  Sentei, e no mata borrão desenhei as vias tão torturadas. Escrevi sob as estrelas as letras tão procuradas, e desenhei lembranças. Moram nas ruas, todas as coisas mil! O medicante enclausurado em seu estado civil, com um cão que é seu conforto. O sabe tudo, que de tudo é um pouco, até um simpático louco! Saia as tardes querendo noite, longe das as saias da mãe gentil. Saia, de olhar tão torto, que nem vi quem se foi, ou quem de mim se despediu.


by beto nicou
Arte: le Giorgini


quarta-feira, 7 de março de 2018

Inocente juventude © Copyright

Roupas vermelhas, brancas, quentes ou frias, são minhas fantasias. Pele clara ou pele escura, são às vezes, coleiras para as almas coloridas. Ao adentrar de novo nessa estrada com minhas roupas desbotadas e sujas desse vermelho das ruas cruas, por onde teimei andar. Cada estrada é um destino de fantasias. Em cada fantasia um desatino. Estes, são os fantásticos contos de menino! Até voar voei com asas de aquarelas, por entre as coloridas cenas dos varais, com roupas, avistadas de minhas janelas. Eu mereço as fantasias das minhas visões, todas figuradas!  Eu destaco os voos nas costas da minha amiga ave magica; visões imaginadas. Num tempo magico de juventude inocência, ainda se vê em clarividência. Nos meus sonhos, as ficções são realçadas, e minha pele clara com pele escura, são minhas misturas de vidas sortidas.  Nesta vida, de vida ou morte sou uma janela de vidas, muitas vezes refletidas! Até vi minha alma embarcada nas águas imaginarias, e a esperança, era a vela que segurava os ventos e conduzia às praias desejadas. Eu nasci das águas claras, feito peixe de rios. Transbordei da paciência, que de tanto amor chorei, mas depois me descansei  nas mãos macias dos lírios. Eu sonhei tudo imaginado, com a Inocência resgatada,  e tudo o que a alma pôde segurar....  Tudo que pude respirar e aspirar.




by betonicou 

 arte:вода рисунки e moebius fumetti