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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Ensaio .© Copyright




Cada palavra pode se tornar um choro, um riso, um verso Feliz ou uma blasfêmia contra aquilo que sentimos. Às vezes, o amor pode ser como se atirar no vazio, Feito um Quasímodo, que ama às escondidas.

Cada passo pode ser uma escolha, entre ser ou não ser, Entre sentir, ou carregar o peso dos desejos. A cada momento podemos nos ver nas mãos das carícias falsas, podemos ter um sorriso alegre, mas, no fundo, descontente.

Podemos ter amores inconsequentes, podemos ter um coração vazio que se deixa encher de paixão, podemos ter momentos de desilusão. E sabemos que não há ar onde existe o vácuo E ficar sem ar no vácuo da decepção. De veneno nada dei, nada ofereci.

Sinto que meu reflexo reflete A imagem errada, num espelho distorcido por uma carente imprudência. Às vezes, nos sentimos assim, sem teto. Mas, por outro lado, seria bom não esperarmos nada. Com apenas um cão como companhia, e um travesseiro velho.

Um dia sair de debaixo da marquise para ganharmos o mundo. Às vezes, nos refugiamos num mundo onde a realidade é um sonho. E o sonho vaga pelos caminhos impossíveis. E nos refugiamos nas ilustrações da vida onde as imagens são forjadas pelos desejos. E acordamos nas ruínas de um pesadelo. E o pesadelo termina num sonho de realidade. E a realidade é um sonho, o de almejar a felicidade.

Temos um céu para voar, mas alçamos voo em asas de cera. O que precisamos mesmo é um teto de marquise para nos esconder da chuva e assobiar uma canção. Dormir, e um cão como ouvinte, para ouvir os aplausos do teatro de nossas vidas.

 

 
.

By betonicou

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Descompasso© Copyright



Meus sonhos e pensamentos voam,
e minhas mãos e pés se equilibram entre o céu e o chão,
como asas e chumbo, libertas e enraizadas...
Minhas lembranças e memórias navegam e vagam
num maravilhoso e assombroso interno de esperança e tolerância
ao amor e desejo renovado e estancado.
 
A alma sorri e clama um alívio e um consolo,
enquanto os olhos brilham e chovem o encanto e o desconsolo...
O coração canta e grita a alegria e o desespero,
do som e silêncio harmonizado e desfigurado...
Na certeza e incerteza toca e bate um ritmo e acorde
compassado e descompassado.
 
Porém, a minha alma será banhada e lavada
pelas águas de um abraço e um sossego.
É o infinito que acolhe e rege este lindo e súdito momento
de afeto e aconchego.
São minhas fases e etapas da vida,
são meus momentos claros e escuros, retos e tortos.
São meus risos e choros às claras e escondidas,
são minhas tristezas e alegrias, onde
supero e faço, e ressurjo e refaço todos os meus muros e portos.
 
A vida pede atenção e proteção,
e aos meus olhos uma bela e simples visão
de um sorriso e um abraço, um olhar e um beijo.
Desses de deixar sem medo e fôlego, contente e aflito,
mas que nos deixa com a visão concreta e abstrata,
de um sonho e surto de realidade e delírio...
Neste pleno e vago momento eu existo e habito...
São emoções e situações de uma vida,
de meus sonhos e pensamentos vibrantes e divagantes
revelados e escondidos.
 
E quero levar e deixar para frente e para trás
esses momentos felizes e tolos,
no presente e passado construídos e diluídos.
A tristeza e alegria pedem compaixão e proteção,
e todos os desejos e sonhos mostram
a beleza e nudez de uma missão e visão...
O de voar pelos ares de meus planos e sonhos,
como um anjo decidido e destemido,
e não ficar paralisado e esparramado num canto e chão
de esquecimento e abandono como um pássaro perdido e ferido...
O espaço do infinito chama e clama para mim
um lado apego e desapego...
A minha alma será abraçada e lavada,
pelas águas por onde eu chego.

 


Betonicou©

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Olhos de céu. © Copyright

                                                                                                                                                            Tento seguir o caminho de nossas flores,  sem

as cores do medo. Tento seguir este trilho de dois
 Amores.... Quero ouvir a canção dos namorados
No tempo de um segredo e cantar bem forte os
Nossos clamores, neste vazio do relento...
Tento seguir junto, mesmo que separados por
 Um contratempo . Tento ser este amor dos enamorados,
Para o bem do relacionamento. Tento ser nos dois,
Mesmo que seja deixado pra depois... Encontrei-te,
E foi bem antes do que pensava, e nos tornamos dois sois...
E meu coração, ouviu que forte o teu pulsava, no calor de
Nossos lençóis... Tento seguir, mesmo que ocupado,
Ate o alcance do infinito... Tento aos seus ouvidos
Um sussurro... Tento um apelo num grito! Viajo pelas
Luzes do céu, que e’ pra ver, ate aonde vai tua confiança...
Com este teu brilho incomparável, com teus olhos de céu,
Com teus olhares de doçura criança. Encontrei-te, nos
Versos que eu mesmo declamava...  Estava tão perto
A poesia, que eu tanto procurava! Nunca imaginei, que
Do outro lado estava a dança ! Vejo teu rosto estampado
Em todos os sorrisos de infância, que este meu olhar, agora
 Atento, alcança... Viajei por todos os lados desesperados... Ate
Onde pude estar... E você estava bem á frente , deste meu
Jeito vago enamorado de amar... Pois aqui do outro lado da
Cerca, fácil esta o meu olhar sem jeito... E teus olhos de céu, e
O teu semblante de anjo criança, eu não pude recusar a tempo...
Se disser ao mundo este meu amor... Diga que sou amorosamente
Suspeito... Diga que me encontrou no passar de um vento...
By betonicou


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Pele de margarida © Copyright


Eu acordei meio diferente, com pressentimentos
ruins... Acordado pela injustiça de meu juízo.
Senti a violência e senti o transtorno, das coisas
ditas pela inocente injustiça do prejuízo...
Dissecam-me e desnudam-me no mundo...
Tiram-me do singelo e  puro conforto... Estou atônito!
Deste meu eu mais belo deslocam-me...
Deste meu eu atômico tiro força das delicadas
flores margaridas. Mergulhei-me, neste espaço
branco eterno. Eu acordei com sentimentos
singelos e fui jogado aos ventos... Acordado, num
abismo profundo sentindo o frio gélido das caras
frias, dos corações de descontentamentos.
Queria poder tocar a pele branca, das pétalas.
benditas dos exaltados... E fui jogado no deserto
pelas mãos iludidas... Por corações desesperados.
Eu acordei num pesadelo, por querer o calor deste
teu eu sincero. Porém  jogado estou ás lagrimas, de
um acordar flagelo... Eu acordei num cata-vento, onde
deixei de respirar o momento. Eu ouvi uma voz dizendo:
Fique atento! Morri por um breve instante, e revivi e venci...
 Nossos momentos embalados ao vento eu senti . Quero voltar
 à tona das águas puras e benditas... Quero acordar
na tua pele branca , de pétalas de veludo, das brancas
 e puras margaridas...
By betonicou

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Poema de lápide © Copyright




Escrevo no sol, com raios de lua.
Quero pagar minhas dívidas.
Quero cumprir minhas promessas.
Quero curar todas as minhas feridas…
Eu quero purificar minha alma e
Sentir o toque suave da brisa.
Eu quero um beijo molhado, com toda a doçura permitida.
 
Escrevo numa lápide feita de um
Coração de mármore frio…
Escrevo na lápide que eu mesmo fiz,
Para os versos de um coração diluído…
E estes são versos que transcendem
O que para mim foi escrito…
Escrevo, com um pincel feito dos gelos glaciais,
No sol das paixões, dos sentimentos lacrimais.
 
Escrevo no sol, versos de letras frias;
Estes, que congelam as lágrimas das romarias.
Escrevo no deserto das plantações de hipocrisia;
Estas, dos espinhos e das ervas daninhas.
Escrevo versos em ramos de primavera.
Escrevo nos gestos que transcrevem toda a minha longa e cansada espera.
 
Escrevo os versos em forma de flora,
Com odores cítricos e cores da aurora.
Escrevo nos gases brancos deste espaço, antes vazio.
Escrevo no ar todas as ternuras livres do cio.
Escrevo no sol de minha alma,
A singeleza fria do meu inverno.
Recolho a poesia das lindas folhas vermelhas deste meu outono eterno.
 


Betonicou©

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Corda bamba© Copyright

Vivo a sonhar pelos cantos do planeta
E a sorrir as alegrias das piruetas.
Soltando gritos de loucura e de paixão,
Cantando a música dos tolos sem razão.
 
Sob a marca da ilusão, aceno as mãos,
Mas o adeus é um gesto de esquecimento.
Vivo a sonhar pelos ares desta esfera,
Onde me embriago na estratosfera.
 
Onde meus pensamentos são tolos e inconsequentes,
E meu ser se rasga todo bobo e contente.
Iludido pelos gestos das ruas e dos transeuntes,
Vivo a sorver as bebedices e asneiras que o mundo verte.
 
Vivo a colher os frutos que o meu mundo carece.
São tantas idas e vindas, e o meu ser se afoga em ruídos.
São asas fracas para o meu voo desastrado aos ninhos.
Vivo a divagar pelas questões múltiplas de minhas dimensões.
 
Meu mundo esvai-se pelos poros, e minha alma passeia
Pelos caminhos de minhas emoções.
Vivo a vagar pela oficina de meus pensamentos.
Vivo a reviver cenas que divagam no mundo dos esquecimentos.
 
Vivo a pular de salto em salto, sob os céus desta esfera.
Vivo a colher todos os sabores e cores da primavera.
Vivo a sorrir sorrisos de esperança
E vivo a fazer das idas e vindas uma dança.
 
Vivo a viver as situações que a vida grita em minha alma.
Vivo a quebrar num grito os cristais frágeis de minha calma.
Vivo a consertar as mazelas da vida, os atos intransigentes.
Vivo a sorrir de todas as tolas quimeras, deste mundo demente.
 
Vivo a soltar todos os pássaros presos e descontentes
E a cantar com eles a canção da liberdade.
Vivo a sonhar pelos cantos do planeta
E a sorrir a vida que me abraça e me completa.


Betonicou©

sábado, 31 de agosto de 2013

Entrega .© Copyright

E’ inverno, e os ventos choram seus ares gelados.
E essas mãos amigas dão-me o toque de sossego.
E’ interno esse toque, e batuque, agora acelerados.
Esta rosa me intriga, cravando em meu peito seus espetos...

Este retumbar de tambor que bate forte no coração
São as ondas que vagam na minha intenção de dizer não
Se e’ alegria, ou tristeza, que trago outra vez na incerteza,
Ou nesta vida, numa bandeja, seja outra vez a minha questão...

E’ inverno, e o vento gelado, bate mais uma vez nas minhas sensações...
 Porem, teus abraços trazem outra vez ,o calor das recordações.
Tuas flores guardadas... Desabrocham em desejos outra vez, trazendo
 À tona, todos aqueles desejos das quentes estações...

Desatino o meu jeito de ser nas certezas de ter... Quando desabo
No teu jeito "Eva" de ser... Isso se impõe a todas as minhas razões...
São espinhos de gelo ... Porem, são flores vermelhas das paixões...
E’ estação do gelo, mesclada na tua primavera de mulher...
São ventos de inverno, sussurrando aos ouvidos de quem quer...

E’ vento gelado, soprando mais uma vez nesta faceta  de ilusão...
Se e’ mentira ou verdade, talvez...  Essa falsa, ou verdadeira,
Corrente de amor... Se nesses rios negros  navego outra vez, com certeza , 
 Na intenção de tua estação... Não quero mais o naufrágio, seja para
O teu ou meu agrado... Seja para onde eu for.




By betonicou

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Visão de ótica© Copyright


São imagens, fantasias, certezas. Aquarelas coloridas, estrelas que cintilam. Espelhos de vidas, folhas estampadas. Edifícios vazios, belezas ilustradas.
 
São cores que contrastam, que fazem do negro uma luz infinita. São os negros destas folhas, com a arte deduzida e bendita. São realidades num mundo que faz sonhar, que encanta e fascina. É a pura realidade desta arte singela, que retrata e ilumina.
 
São retratos abstratos, normais ou inusitados. São folhas com sonhos e momentos guardados. Podem até ser imagens embaçadas, mas nunca perdem a magia. São lembranças envelhecidas, mas ainda repletas de poesia.
 
São essas imagens, que perpetuam nossas memórias. São essas memórias, que são herança para as histórias. São esses reflexos, que por olhos de cristal, são captados. São os nossos olhos neste mundo fotográfico, dos objetos e cenas admirados.
 
Fotografia são reflexos da alma que o artista extrai. Fotografia é a vida posta no papel como pretexto. Ou nos megapixels de um monitor digital, num flash de contexto. Fotografia é a artística vida retratada por uma sensibilidade extrovertida. Fotografia é brincar como criança, é um momento de vida, pra lá de divertida.                                                                            

                                                                                                                              

Betonicou©

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Questões© Copyright

Pensei que era só voar sem caminhos no ar, só

pelas nuvens de dúvidas. Pude navegar e flutuei...

Sozinho, nessa onda azul flutuei em prantos de gotas.

Todas as minhas questões antes de naufragar neste mar.

São os caminhos que pude encontrar neste labirinto...

São os vários sabores, antes de me embriagar de absinto.

Pensei que era só questionar as questões, mas desfiz de

mim todas as razões antes mesmo de eu poder ser eu.

São as pulsações que regem os meus ritmos. São as vis

paixões, que batem à porta do desejoso momento meu.

São as correntezas de minhas veias, que transbordam

este meu coração, agora tão cheio do sentimento vazio.

São sementes de estrelas que caem em meu jardim deserto de cio.

É a certeza deste sorriso, que abranda todo esse meu tom

vibrante e febril. É poesia tornando-se razão e pureza.

Pensei que era só voar por entre as nuvens, nesse ar azul

anil. Só por um caminho andei e voei por correntes de ar.

Em ventos de incertezas, mas me encontrei nos versos sutis.

Reencontrei-me nas certezas das incertezas, puramente juvenis.

Havia perdido o meu eu, havia chorado todos os prantos, para

me aplacar meus desertos débeis. Vasculhei todas as minhas lembranças

para reencontrar os caminhos férteis. O cinza deu lugar ao azul;

e meu jardim, em flores brotou, nos lugares antes estéreis.


By betonicou

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Ventos de ternura .© Copyright

Quando o amor vem tocar minha alma, E gritando gosta
De mim, o vento vem... E o amor cheio de belas notas,
Toca a musica, que ao meu peito convém...  E quando brisa bate com
Suavidade a minha porta; Quando vem a minha sorte, toca forte,
Tudo num breve tocar de nota... Almejo toda a minha sorte
Tocar a canção, que o meu sonhar de corpo, e alma importa...

Quando o amor, e’ a voz que reaviva o jeito frio de ser...
Faz brotar em terra seca, um novo viver... Faz brotar desta pedra flores e 
Todas as águas, deste meu jeito duro, e seco de amores...
Faz brotar todos os sonhos, que neste mar de nuvens, nos deixamos levar...
Fez-me um anjo de asas claras, para no amor poder voltar a voar... 
 Fez de mim, um novo jeito puro, para  o amor , poder recordar...

Quando o amor caiu em meus braços fracos, forte fiquei...
E o forte deste amor, e’ a fraqueza que no mundo trilhei ...
Caminhei por trilhos sombrios, onde o sombrear ofuscava o
Meu ver... Chegou abraçando a minha alma, fazendo-me de novo,
Este amor querer... Fez de mim, o presente, onde nas lembranças,
 Minha alma, e sonhos vagavam... Deu a mim, a luz de esperança,

Que meus olhos claros  tanto clamavam...

Quando chegou o amor, fez num vento forte, o meu mundo girar...
Fez-me novas emoções, e   no singelo ...  Fez-me  logo  descansar.
Quando chegou por inteiro, fez-me todo... Pois a metade faltava...
Fez-me farto de realidades, pois nas lembranças, meu olhar de lagrimas vagava ...
Fez de novo o  meu jeito singelo... Pois na sorte deste amor, viajo o meu eu no eterno ...

By betonicou

domingo, 21 de julho de 2013

Memorias divagantes .© Copyright

Estou  vivendo os caminhos, deste mundo agora...
Caminhando nos rumos e  deixando os lados de fora.
Festejando os momentos que são levados aos ventos e 
Alegrando os momentos de dor,  ou remoendo  as causas do amor...

 Queria chegar aos destinos com  cheiros de flora...  Poder fazer
De cores os meus caminhos, pelo mundo todo  afora...
Poderia celebrar um só momento...  Mesmos que símplice e singelo.
Queria poder renascer, como uma forma de amor eterno.

Estou sentado neste chão  revivendo este meu mundo, todo atento...
Um filme de cenas aquarelas, mas ainda,  com um leve tom de cinza  que 
Estraga por dentro... Eu queria festejar as festas,  com rojões ao invés de gritar
O tolo eco do silencio!  Eu queria poder navegar, numa onda calma de vento...

Cá está este meu eu remoendo, as nostalgias que o tempo traz as minhas vistas...
La vai cavalgando o meu eu, nas brisas nostálgicas de emoções idealistas.
Cá estou  eu fazendo, desses devaneios, um passo alegre de muitas danças.

Trago no meu peito, todo este eu, de preciosas e emotivas lembranças.
By betonicou

domingo, 14 de julho de 2013

Vitrine© Copyright


Contemplo os corações dilacerados e as águas estagnadas da alma. Vejo os mundos embaçados de uma vida sem a brisa da calma. Choro as tristezas da amargura alheia, fito os olhos vazios. Nos semblantes que o pranto rodeia.

Uma flor que murcha ao fétido cheiro de latrinas. Um luar sem poesia, um negro sol de tortuosas esquinas. Há caminhos que levam aos abismos profundos. Choro pelas lágrimas escuras de uns vivos mortos, moribundos.

Os tons da linda melodia ferem os ouvidos surdos como chiados. Cruciantes, a explosão dos sentidos, agora são torturas incessantes. Os olhares que saltam de embaçadas retinas sofrem na visão. Sem alma, sem cor, das opacas rotinas.

Contemplo as almas que vagueiam sem rumo, sem causa, sem vida. Uma sombra negra e esfumaçada de vidas esquecidas, acinzentaram as flores. Antes belas e coloridas, agora tateiam as tênues paredes desgastadas, E esmorecidas, o anseio de querer encontrar os rumos certos das saídas.

As mãos que procuram no escuro tateiam nas névoas turvas. Os pés descalços que procuram as linhas retas nas curvas. Os lábios que proferem a oração a fim de poder transcender. Os olhos que descortinam os simples mistérios de poder ver.

Contemplo as almas redimidas.


Bybetonicou

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Descoberta © Copyright


Sentindo medo ... o frio dessas nuvens que
Sufocam meu respirar de sossego...
Nestas bêbadas ondas, navego nas velas
Sem direção, neste mar todo sôfrego...
Em velas tremulas pelos ventos, perco o ar
Da direção, à utopia dos meus anseios...
Navego nas lembranças injustas... Pois
Estas são alegrias tiradas de beijos alheios...
Na densidade deste frio, carrego-me todo  
De desejar teu calor; Nas nuvens enegrecidas,
Procuro por nuvens brancas... Estas tuas alvas
Nuvens de amor. Pois eu sei que este mar de
Nuvem , desassossega o meu leito com um
Tempo triste... Também sei, que por detrás da
Tempestade esfumaçada, o sol ainda existe;
O amor ainda persiste!
Sentindo o frio que as lembranças , congelam  
Em nossas mentes todos os nossos defeitos...
Caminho pelas montanhas, e vales dos tempos...
Pois são os altos e baixos, dos nossos jeitos...
Nos caminhos tortos, cambaleamos nas sofridas
Paixões de nos dois... E a retidão dos caminhos
De flores de amor, sempre deixamos pra depois...
Por que nestes ventos, navegamos sempre com
Velas quebradas...
Este ar que sufoca, respira por detrás de nossas
Vontades ilhadas... Ao redor são sempre
Ondas eriçadas... Hoje eu sei, que os caminhos
De sombra e luz, se bifurcam nas idéias escondidas...
Hoje descobri, que desta vez navegamos por entre
Nuvens doces e coloridas... Também sei que neste
Mar, nesta imensidão que sufoca...  Existe poesia
Nestas ondas ébrias, que embalam a nau, que

Que o verdadeiro amor transporta... Agora sei...
Bybetonicou

sábado, 1 de junho de 2013

Dissonâncias de Ápia © Copyright

 

Ecoam os belos poemas da arte
Sussurram em tons graves de dor
Ressoam harmonias plenas do culto
Entoa a linda soprano do amor
 
Ecoam nas portas, melodias de
Recepção. Ressoam no templo os
Hinos das procissões. Sussurram
Curas para toda a profanação.
 
Poemas invocam as felicidades, na melodia
Dos etéreos. Estrada Romana, e seus hinos de
Batalha. Estrada Celeste, além da esfera.
 
Mas existem trilhas para as cores, e as melodias
Doces, das rosas da Primavera.
 
Choram os lamentos das crianças, agora
Adormecidas. Choram os rebentos, que
Entraram nas suas vidas. Choram as
Germinações que nasceram um dia. Choram
Os abençoados, que voam nas asas das
Brisas. Chora este ar, carregado
De saudades. Choram as florestas em trinados,
Que se derretem em prantos pelas montanhas.
Choram as almas das tristezas. Choram
As gargantas roucas nas hortas. Roucas de
Lamentar a pobreza. Cantam seus sons os
Recifes, esses vaidosos. Onde as gargantas
Navegam em velas formosas.
 
Derramam as águas para os córregos, brotam
Os jatos dos regatos velozes. Que se
Liberam, nestes oceanos de todos os
Navegantes. Choram as pétalas que são
Beijadas pelo vento. Choram as luzes,
Que florescem no céu.
Chora de contente, até a criança sem
Sustento. Choram todas as almas de abraço.
No doce abraço de consolo. Chora este mundo,
Tanto na abundância, ou na penúria. Choram todas
As venturas pintadas, nas multicores, ou sombrias
Pinturas. Choram todas as existências, à espera da
Morte. Nascem todos os hinos, nas almas
Altas, ou baixas do destino.

Betonicou©

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Flores de Hiroshima...© Copyright



Não esquecer uma paz que se foi um dia...
Brotaram flores nos campos minados...
Minaram as águas das vertentes, que secaram
Na lida... Soltaram as correntes, que abraçaram  
Numa tenaz o amor... Fizeram a paz nesta guerra,
Em forma explosiva de flor...
Há muito que rever no que foi esquecido um dia...
Momentos velhos, que abrilhantaram vidas esquecidas...
Germinaram as sementes na terra... Brotaram flores
Que cheiraram os ares desta atmosfera...
Do passado de nostalgias, fizeram-se presentes
Sentimentos de liturgia... um sagrado campo de ervas
Floridas... Um consagrado de poesias coloridas...
Os girassóis fervem nos campos de nossas vidas...
Os ventos rugem enquanto dão seus açoites...
Os raios de sol urgem, e aquecem as vidas na sorte...
Voltar a viver a vida, nos campos das explosões...
Beber o que verte das vertentes, águas claras dos
Ribeirões... Brilhar alem das sombras...pulsar como
As majestosas estrelas das constelações...
Bybetonicou

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Sonhos gravitacionais © Copyright


Quero as chaves de um apartamento, pois quero guardar umas tranqueiras esquisitas. Quero um canto para cantar E ouvir as saudades remexidas.

Uma janela para atirar emoções… olhar o céu e observar as multidões enlouquecidas. Quero um cômodo de um barracão. Quero um samba, um rock do Raul ao violão.

Quero ouvir de novo na vitrola O vinil todo arranhado, mas que ainda toca as canções de um ser enamorado.

Quero as chaves de um quartinho de pensão, com Luz neon. Quero ouvir, no jukebox, um vinil do Milton, e nas paredes poder ler, um poema gravitacional de Newton.

Quero as chaves de corações bagunçados, pois quero varrer as amarguras E abraçar esses sentimentos assustados. Quero noites iludidas, pelas canções de ritmos acelerados.

Uma balada, um furacão E talvez, as chaves de um bar, um copo de cuba libre, com fatias de limão. Quero guardar num armário, todas as tolas feridas. Quero ouvir e dançar num baile E viver esse desatino das noites perdidas.

Quero as chaves de um convento, Da ordem das carmelitas E enclausurar-me em uma das celas Ouvindo do Gregório, uma dessas músicas sacras benditas.

Quero ouvir as canções, dessas rádios eruditas. E quero um jardim de flores coloridas, rodeado de pedras ametistas.

Quero as chaves de um lugar secreto, para esconder-me, todo por completo… não quero os sussurros das multidões! De toda poesia da canção poder estar repleto.  Não quero acordes negros! E quero teclar a melodia nos acordeões!

Quero correr, nessa pista dos equilibrados. Não quero mais sofrer, na tosca corrida dos desajustados. Quero as chaves de um quarto, um cigarro e um Trago barato de Bourbon. Quero ouvir a poesia lírica Das “Águas de março” do Tom! Quero estar sentado em uma varanda de pensão ouvindo as buzinas, de tônicas estridentes! Ouvir, ao fundo daquela vitrola, as melodias dos sonhos latentes. Ouvir a canção dos amantes diurnos, e chorar a emoção, dos noturnos inconsequentes.

 

Bybetonicou

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Prelúdio ...© Copyright



Estou neste escuro do universo, deitado meio turvo perplexo...
Em meio às águas escuras, sem reflexo... Ouço um bater de
Tambor, neste espaço do tempo...
Á uma corda bamba de vida, encontro-me anexo... Estou nesta
Sala de espera ate que a luz externa me descubra... Espero que
Alem dessa poça, de uma luz  o meu ser todo se cubra.
Ainda, que não possa falar ou cantar... Ou ser... Ate que eu
Amanheça... Aqui, o meu eu descansa; Ate que a externa luz
Apareça...  Se em todo o universo, existir espelhos, que possam
Refletir... Que reflitam, este meu desejo de ver, o que posso ouvir...
 Ainda que acolhido esteja neste mundo negro... Onde segurado
Esta o meu medo...
Antes da hora, do eu poder ir... No meu tempo, ainda e’ cedo...
Todos os espelhos são turvos, antes que o eu aconteça...
Todos os reflexos são escuros, antes que minha luz amanheça...
Estou neste mundo negro, neste lado de um tênue véu... Ouço
Sons fora deste meu céu... E se isso e’ céu... Imagino o que seria,
Alem deste templo de água morna.
Estou a centímetros, no macio véu... Julgo o que seria, alem da poça ...
Se eu cresço, ela entorna...
Concebo onde estou...  Se esse e’ um universo, onde repousa meus
Sonhos... Fantasio o que sou !  Vivo neste sonho de dormência...
Ansiando nascer, e proceder minha evidência... Estou aqui incrustado,
Ainda que desafogado... Ainda que confortável... Ainda que nas águas
Mansas, esteja este meu eu mergulhado...
Vejo-me aqui coberto de incertezas... Porem, embalado pela canção
De pulsares compassados ,  sei que minha hora vai chegar, sei que
 Verei reflexos ate nos espelhos, antes embaçados...
Sei que alem da escuridão, ira brilhar o amanhecer... Por que aqui,
Apenas vejo raios delicados de tons vermelhos, presentes nessas
Paredes que por hora, são os meus espelhos.
Estou aqui, deitado em águas mornas... À espera da lida, e querendo
Anseios... Estou aqui, embalado por um coração de canções de risos e
Gracejos. Ainda que o choro venha antes de qualquer sorriso, e de
Qualquer beleza que possa ver... Estou aqui à espera de um beijo,
Uma razão para o meu nascer.
Aqui no escuro, as vidraças não transpassam o que há , alem das
Águas mornas...
Aqui no escuro, ouço o compasso de minha vida dividida... Aqui no
Escuro, minha musica e’ toda nessa água benta diluída...
Bybetonicou

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Versos antagônicos© Copyright



Versos de paixão são doces e amargos
Águas que regam a semente do desejo
Versos de paixão são fugazes, desejáveis
Chaves para um abismo vazio, sem beijo
 
Versos de dor são audíveis, insanos
Frases soltas, em tom enganado
Versos de amor são flores, às vezes
Para os imprudentes, espinhos cravados
 
Vejo a dor nesse amor que busquei
Nas ilusões de um rio esquecido
Vejo ansiando o amor nessa dor
Um penoso anseio escondido
 
Mas o amor é criança rindo
Em repetidos refrães
Canta feroz o mórbido desejo
De amar o vazio sem encantos
 
Versos de prantos por amar na loucura
De querer ser amado
Versos de dor por chorar o vazio
Insano, abandonado
 
O que vem a ser o gostar
Se o espaço é vazio demais?
O que será do espaço vazio
Se o amar é pleno demais?
 
Ecoam nos ares os cantores
Amores possíveis
Esquecem-se nas dores, nas ilusões
Desprezíveis
 
Mas o amor se perde nos versos
Lançados ao ar da decadência
Mas a dor se perde quando se encontra
No amor pura inocência
 
E entoam seus versos os trovadores
Que amaram demais
E derramam seus venenos os boêmios
Que alegram e destilaram
O veneno da paixão e não amaram jamais
 
Versos de dor são frutos
Da vazia desconfiança
Versos de amor são palavras
Brincadeiras puras de criança
 
Relembro a dor de amar
Retenho o dom de sonhar
De gostar
De preencher o vazio
Com o gostar de sonhar
 
Versos de amor são eruditos
Sentimentos luminosos
Versos de amor são lembranças
Para os benditos
Para sempre jogados ao ar
 
Este ar que respira
Este meu gostar de amar
De sonhar



Betonicou©

sexta-feira, 29 de março de 2013

Olhar alem do sol ...© Copyright


Ainda cheiramos a flor, ainda que esta murchasse...
Ainda acalmamos a dor da ferida, antes mesmo que
Esta sarasse... Ainda cantamos, mesmo que sufoquemos
Nas emoções dos versos... Ainda vemos amor nos
Corações, às vezes, puramente adversos...
Ainda sentimos o calor que a saudade acordou
Ainda ouvimos a canção, que o amor sempre cantou...
Ainda recordamos... Ainda este mundo encanta!
Ainda sonhamos ao leve balanço do compasso da idéia
De esperança... Neste refletir sobre o que sentir...
Neste caminhar passo a passo, do gostar... Ainda
Resta o momento de brincar de sonhar... Neste
Escrever a vida no papel em branco; Manchamos as
Pagina alvas , com escuros respingar de prantos... 
Ansiamos o sentido, lançamo-nos no vazio vácuo...
Arrastamo-nos, trilhamos num escrever suave, ou
Num rastro trabalho árduo... Ainda que o sol se esconda
Por momentos...  Podemos vislumbrar seus raios no
Firmamento... Mesmo que por breve instante de luz
Dourada... Faz-nos um carinho, da alento... num
Instante, vem-nos a paz que desabrocha, numa canção de
Alvorada... Ainda, que a noite chegue, aos pés da lua, a
Serenidade medita... Ainda vislumbramos a luz, a cada alvorecer...
Dos pássaros, ouvimos o gorjeio que anuncia um novo renascer...
Neste breve instante de meditar. . Neste breve momento
Cego de tatear. Percorremos com nossos dedos, à leitura da
Vida... Num saudoso momento de recordar...  Ainda que cego
Ocular... Ainda que o coração teime em pesar, e endurecer a alma...
A esperança nos faz no dia, a dia, o refugio que fortalece e
Acalma... Ainda que os revezes, abaixe os tons da canção,
Num bemol de aflição... A vida sempre alcança um ato
Sustenido na oração... Ainda que restem pedras pelos
Caminho alça o vôo, as asas dos sonhos... Ainda que fugaz...
Faz-nos sempre pousar no doce, e terno aconchego... Ainda,
São asas de encontro com a paz...
Bybetonicou