São luzes tênues, feito dor, ou
canto da triste ou alegre melodia, pois o sol reclama, da noite que termina o
dia.
O que seria, sem as luzes que
voam nas asas mágicas dos vagalumes? O que seria dos nossos jardins, sem os
lindos girassóis, que sufocam os amargos queixumes?
São as aquarelas, todas essas
luzes coloridas dos reflexos sob qualquer água. O meu sol é a poética luz de
velas. É apaziguada madrugada esperançosa pelo dia. É poesia nascente, sob a
nuvem, que constantemente deságua.
São os pingos desses versos uma
esperança sorvida pelos singelos bicos dos passarinhos. São esses gorjeios
singelos e inocentes dos pequenos anjos e seus ninhos.
São estrelas, as marcas das
pisadas, onde caíram as sementes plantadas e germinadas. São estrelas, as
flores iluminadas pelas mágicas luzes dos pirilampos. São esses jardins, os
céus terrenos que nos encobrem nos fins, de tempos em tempos.
É a esperança: uma estrela, que
no coração todo mundo guarda; mesmo os descamisados de suas razões esquecidas.
É sol, até as luzes que são vistas por debaixo das protetoras marquises, feitas
de alegrias perdidas, sobre o morador que ali persiste. É vento e brisa sobre toda
a pele. É estrela sobre todo o viajante que aqui ainda existe.