E tudo é, como um vinho embriagante tomado sem sentir nada. É extremo feito o infinito, mas é vazio de nada. É tudo feito das asas acovardadas, sem poder voar ao sol. É como pés que trilham nas símplices e retas estradas. É o passar do tempo nessa estação tão fria de folhas secas e estagnadas. Como uma estrela, num cintilar sem brilho, ou a água que para sem chegar ao rio.... É essa vida desgovernada. E tudo e´ tão estranho e tão frio, de esfriar o sol! E as folhas sempre caem temendo a colheita e aí se despencam numa poesia condenada. É um voo perfeito, de tirar o folego, até na calmaria desleixada. E essa coisa do desespero, de mergulhar de vez! Mas é poema puro de outono, toda essa chuva avermelhada. Aí aparecem todas as razões que nos roubam as doces ilusões, tão queridas e tão sonhadas. E esse vento que teima em nos puxar para a letargia! Parece um sonho, de até sentir medo dessa calmaria repentina, ou subordinada. E ouço a melodia de amor; ou fúnebre? E ouço a voz tão fria de minha timidez atenuada. Tão fugaz é a covardia e o rubor de minha face, ante uma batida tão descompassada. E aí que bebo o vinho, numa noite escura e também tão fria e enamorada. E tudo que devoro é minha lucidez! É bebida fria, igual aos abraços frios que ganhei e todos os sentidos do “talvez”. By betonicou
"Expresso-me em curvas, retas e esquinas, porque sempre volto onde esqueci algo importante, sempre visualizo o horizonte e, sempre tenho um caminho a escolher. Sigo adiante dobrando esquinas ou fazendo uma curva, mas sempre visualizando uma linha reta da vida". by betonicou © In the ones of the brightness of its commentary.
quinta-feira, 23 de março de 2017
Asas de outono © Copyright
sábado, 11 de fevereiro de 2017
Sensibilidade © Copyright
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
Fragilidade © Copyright
Abra os olhos e atente, para as
coisas tão delicadas. O sol se desponta e ao redor, as nuvens dançam nas manhãs,
tão de repente. Feche os olhos e sinta as brisas na pele áspera ou aveludada.
Atente para as razões e as canções que falam tudo, onde o coração, pode ser
indiferente …Tudo e´ lindo! Todos os dias são pedaços da vida. Seja sol, ou
nuvens no derramar de todas as águas. A vida, é sobre o amor e não sobre os
medos da gente. Veja o beija flor, ao lidar com as pétalas tão delicadas! Assim
e´ todo amor...são canções, ou dilúvios. São o diz tudo, ou diz nada. São
explosões, ou suaves vozes caladas.... Preste toda atenção e veja com seus
olhos, o pássaro que sorve da flor tão gentilmente, e a folha que cai e traz a
poesia frágil e inocente. Às vezes, eu também reconheço que fecho os olhos por
medo e faço das cenas lindas, as paisagens
tão desprezadas.... E as vezes, não escuto canções, por medo de sentir
tudo, ou não sentir todo apreço das palavras. E tudo, tem a ver, de como vemos
tão desigual.... Sorrisos? Às vezes acalma a dor, mas não cura o medo das
promessas...às vezes, a saudade se instala e vira ponte, para as ilusões
sonhadas na realidade..., mas uma palavra amor cura a morte, das esquecidas
emoções adormecidas, e do barulho das noites mal dormidas e dos despertados
dias, tão mal divagados.
By betonicou
By betonicou
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
Delirante © Copyright
São esses horizontes que me levam para
aquela estrada. Levam tudo dessa fonte de onde jorram as minhas águas. Vertem
flores de lembranças, mas tudo são pétalas na ventania. Caem as folhas no seu
tempo, mas nesse tempo, também gelam tudo, pois a lua, no alto de amor se esfria. São as fases desse meu mundo que me levam para minha morada. É a
sorte tão escondida, que quando se acha, e´ sorte tão desprezada. Porém, é tudo
cena de um pesadelo, e os sonhos claros vem no presente trazendo paz na
caminhada. Na verdade, a luz me abraça em cores vibrantes, ou numa só, tão
claramente esbranquiçada. É a eterna loucura de “Cervantes,” onde o moinho
rodava as ilusões tão desfrutadas e, o terno cavaleiro brilhante, em seu
esquálido perseguindo as quimeras nas delirantes noites caladas. Hoje dormi
um sono de sonhar tão diferente e nas minhas noites escuras, até a lua sorri
largo e gentilmente. Adormeci no jardim ao ar livre, com todas as músicas
silvestres, tão bem orquestradas. Sonhei tão alto, num voo dos anjos amantes; e voei rasteiro e ligeiro nas minhas sensações, às vezes tão ilusórias e divagantes. — Ah, coração! Esse meu peito, todo descompassado declama as
poesias tão apertadas e instaladas. Quem me dera um coração maior que meus
amores e não apertar tanto o que a alma instala de emoções tão grandemente
Alargadas. Se é paixão, que se derrame e se perca nas enxurradas; se é ternura,
que seja um mar, de águas claras e turmalinas. Se é amor, que seja claro,
feito o dia: feito da clareza das águas doces e das minhas diáfanas e
vertentes retinas
.
sábado, 8 de outubro de 2016
Prosa caipira © Copyright
Uai moço vem pra dentro que vai chover. Na varanda vê o riacho que vai correr! De seu rosto, a alegria da criação. Dos olhos molhados, do cheiro de pão, do barulho rasgado lá do ribeirão. Nada e’ sina. Até a alegria que abre suas cortinas... Na natureza tudo se renova, até as brigas de amor e o laranja das tangerinas. Veja aceso o céu por detrás das nuvens, e de toda cerração! Nas bandas de lá, é a ligação que faz brotar pra fora a semente na sequidão. Olha moço, a vida chove, e nos convida para ver. Do céu despontam pingos de água, porém são as vezes, os pingos dos olhos que fazem florescer. E o remanso de calmaria, depois do desaguar da aflição? Uai moço veja as coisas de lá! Lá, talvez não chova não. Pode até ser que chova dos olhos, e assim encher desse lado o seu coração. A lua míngua e não está cheia, porém mesmo assim chama para cantar. Pegue a viola e a garganta, e vai pra fora farrear! Veja moço o alvoroço, tudo espera acontecer... São as morenas, loiras, ou vermelhas. Aquelas flores, que sua chuva fez amanhecer! E lá na esquina tem as trilhas para cada céu...Tem a branca dos cabelos dourados, tem a cabocla com beijo de mel, e a chuva que desce como véu! Tem a ruiva linda das curvas molhadas, e a negra do sorriso de cor, do mais branco papel.
By betonicou
domingo, 28 de agosto de 2016
Evidências © Copyright
É a voz do desconforto, quando
vento balbucia o que não quer gritar. Os meus ares são anfíbios, pois são
chuvas e respirar! Mas e’ a paz que é o meu consolo, e a minha fortaleza, são
de sonhos, e não de ferro, ou de tijolo. São os medos que resisto naquele parque de
brincar. São as ondas de palpites que me naufragam nesse mar. E o que ninguém
sabe, ninguém destrói com desconsolo... Quando todos sabem, às vezes ninguém sabe, ou
entende, quando a alma pede colo. Ai, é a febre que respira, e’ a onda dos
altos e baixos de amar! E’ aquele beijo que não existe, ou ainda persiste naquele ato de divagar. Sou o homem que calado sonha. Sou a pessoa que perdoa, no silêncio dos ares, na rua, e na trama, ou onde silente meu coração inflama, e ainda a alma declama.
By betonicou
By betonicou
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
Louca melodia © Copyright
Todas as notas contidas, e recolha desse ar, a beleza no
peito.
Sinta até as notas fúnebres, e as transforme num canto de
criança.
Cante todas as preces, e cante aquela que dê conforto e
esperança.
E hoje, eu acordei com os pardais, e reverenciei a luz que
nascia
para todos mortais. Pedi, até uma prece adormecida nos bicos
silenciosos....
Pedi ao calado, silêncio cantante, e me encantei com os
gestos racionais.
Por que tu me cantas a lembrança, oh falsa esperança nos
bicos dos
rouxinóis?! Eu vi meus restos emocionais espalhados nas águas dos
baixos e escondidos lençóis. Canta àquela prece, mas cale a
voz da
da música iludida... aquela que teima em musicar a dor
incontida.
Gorjeiem os pássaros ocultos por entre as árvores, para que
não
descubram, toda aquela paixão escondida. Porque o passado, sempre
vem no presente buscar, todo aquele" blues " dos perdidos.
Então cante
a melancolia, e cante os bemóis aflitos, porém, perdidamente
tão bonitos !
Porque a saudade, e´ o tempo para passeios naquela inocência perdida!
Não o tempo das recordações, das paisagens destruídas, ou meramente
diluídas. Cante a poesia dos cegos, pois esses podem ver um mundo pintado
de confiança.
Cante a poesia dos mudos, aquela voz calada, até diante da louca e tola
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