E da garganta solta um grito. Todas as manhãs passeia
Pelos caminhos, por onde a noite se prepara pra chegar
Todas as tardes, se enfeita para a sala de estar, e a lua,
Se alinha minguante, e toda cheia reina, como num altar.
Um uivo distante ecoa aqui no finito, onde o lobo grita
aflito.
A calça justa não suporta, todo aquele gritar tão esquisito,
e
Os ecos estranhos repetem, "o que é", mais ou menos um
grito...
Todas as coisas, e outras mais caminham juntas, e as
estrelas
Apontam um lugar, entre outros astrais. Nas costas de um
cometa
Passeia todo bendito, o estranho que voa por rotas, não
tanto usuais...
Há um canto de luz e uma paz, onde quer chegar. Tem um canto
Escuro, e é aquela sala, onde não pode estar. Tem um grito
Estranho de pessoas, e uma dança, que briga para conter todo
Aquele forasteiro aflito. Há um espelho de lua, na paz que reflete,
E contém o grito. Todas as coisas e as cores são os tantos
iguais...
Todas as cores das coisas ao estranho são todas vitais. Todos os














