Estamos todos a sós!
E também as matas e os curiós. Somos
Brisas, tão perdidas nos caminhos e o que nos resta, são os
traços
Desse desassossego... Há fumaça onde eu moro e não há fogo
Sob o cozido, mas há calor na morada da paz e cada um, num
Canto canta, o que não esta de tudo perdido...
Estamos tristonhos de dó, porem o sentimento é um só...
estamos
Tão sentidos no desalento.... tiram-nos a paz e roubam-nos, o
Nosso sustento...
Vejam as matas, onde nascem nossos ribeiros.
Somos ribeirinhos, de todas as casas; Filhos dos mesmos
canteiros !
Entoamos, os mesmos cânticos de piedade... E a temporada das
Queimadas que matam em nossos quintais abriram-se... Queimam
Sem dó, os nossos celeiros.
É um sonho de dó, esse que acompanha nossos a sós... Feito
Um sonho
desaparecido.... Feito as Marias fumaças que trilhavam
Lindas, num vagar bem ligeiro. Ainda matam, nossas matas e
secam
Nossas lágrimas e encurtam nossas cachoeiras; fazendo do
árido,
O triste roteiro... Nossos sentimentos e nossos sonhos são
podados
Por inteiro... Somos as flores secas, dos antes lindos campos
de girassóis!
E o que nasce e envermelha os nossos olhos, é um choro
molhado
Pelo azedo, tosco e negro nevoeiro.
Há uma febre, e essa não passa.... Há delírios, de esperança
nos terreiros!
Pois ainda temos a certeza que o sofreu canta e gorjeia ; o
que todos sofremos...
E os nossos sonhos são verdadeiros ! É essa esperança que
nos mata de saudades,
Nessas nossas trincheiras... E ainda fazem frios, os nossos lenções e queimam
Nossos pendões, por suas próprias e negras bandeiras! Porem, ainda nasce
A água clara e doce
ribeira. É a consciência que brilha em todos nós, no azul
De nossa verdadeira fé estradeira... Pois somos, todos molhados e
regados, pela














