É feita de curvas morenas,
dança com o rosto em claridade.
Não lívida —
corada de cenas,
cantante na emoção que se abre.
Baila, essa lena,
de nome Helena.
Rendas de pétalas no corpo,
bordadas no gesto.
Revê-la serena é cena
de alegria que transborda
sem alarde.
Suor.
Cheiro cru da presença.
Mel de abelha na flor,
açucena aberta no ar.
Dançante ao som da avena,
acena à cena,
ao que a toca por dentro:
amor.
Menina, água jorrada.
Da chuva, és respingo e frescor.
Pequena — ou mulher Madalena —
és borboleta no instante.
Quando te ergues no ar,
és flor.
Betonicou©
Responderei aos comentários caso for preciso.
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