Penso na menina de tranças,
com suas sardas feito flores pálidas.
Penso solto, nas lembranças, que
vagueiam nas nuvens,
feito emoções sempre cálidas.
Vejo de minhas janelas, os acenos,
fruto das emoções gasosas.
Apego-me nas brisas que se foram e,
minhas narinas, ainda sentem o
perfume das flores melindrosas.
Sinto calafrios na pele,
mas não são de frio de palavras,
de sentimentos gélidos.
Sinto arrepios na alma,
pelas saudosas pegadas ,nuas e singelas,
porém, não fora dos decoros válidos.
Penso na moça, sempre realçada,
no andar das rotas de minhas internas
vias não alteradas.
Vejo-me reescrevendo com as
linhas
dos olhares, nas curvas, que as vezes,
por elas passeei, tão lindas e delicadas.
As flores violetas enfeitam de roxo
o óbito de algumas cenas passadas.
Lá estão as flores branca, acenando
ao vento, a todo tempo.
Sorrisos atenuantes, à
saudade,
até então, amargurada.
Essas, são ruas, presas aos delírios,
que divagam em minhas vãs e
pesadas passadas.
Meus pensamentos se turvam.
De minha boca saem palavras,
sem som, de minhas ansiedades caladas.
É o silêncio, o grito, ecoado, de minhas
internas vozes refugiadas.
São das minhas retinas as cenas
da moça decorosa.
São dos meus olhares, a vista da
Saudade, escondida e, silenciosa.
By betonicou
Arte: Sergey Smirnov - Armandine Jacquemet Soares
Responderei
caso for necessário.
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