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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Farol © Copyright



Os anjos visitaram a terra e, as estrelas, brilharam em nossos olhos com a felicidade. A esperança pousou, feito corpo de inocência, a nos presentear com o futuro da vida. Nasceriam flores, onde os pés santos tocariam apenas com a leveza de sua sombra. Assim surgiu e foi mostrada a esperança para o mundo, anunciada pelo cometa que passeava, exuberante de alegria, sobre a esplendente luz veneranda e celeste. Eram os joelhos levados ao solo naquele ato de reverenciar a paz que nasceu e fora acomodada no rústico da humildade. Os passarinhos cantavam em coro com as cornetas que anunciavam do céu sagrado. Os vaga-lumes iluminavam a cena inusitada, num cintilar de pequenas e voantes estrelas terrestres. Dançavam as estrelas, num sublime ato de pulsar delicado as suas luzes, perante o brilhar que pousou sossegado do ventre de fragilidade. Às ovelhas, que antes eram pastores, foram dadas o presenciar do milagre original, pousado sobre o solo de seus pastos, conforme os reis, agora súditos, lhe traziam os presentes que suas almas cultivaram e fizeram brotar de seus sábios e receptivos corações. Mãe e Pai festejavam em rojões de explosões de ternuras; alegravam-se, à medida em que o sorriso singelo lhes tocava a face da alma. Assim nascia a paz, que era brisa compadecida, a refrigerar todo o calor do abandono. Assim nascia, a perspectiva para o sossegar, feito facho de brilho, resplandecente, a nos indicar o caminho para fora da solidão esquecida numa sala escura do universo.

 By betonicou
Arte :J. Kirk Richards
 A todos os amigos e companheiros desejo um feliz natal!  Nesse realizei um sonho: o de escrever sobre o nascimento de Jesus. A Deus toda a glória! 

domingo, 15 de dezembro de 2019

Valsa da inocência © Copyright

Quero brincar de roda, num bailar frenético, dançar incerto ou certo pelas estradas, trilhas e afins.

Quero cantar ao ar, nesse mar de luzes, pela madrugada, frio asfalto, terra ou nas calçadas, longe das amarras que são tão ruins.

Andar num valsar atempo, num findar de tempo, me envolvendo alegre, ou tolo; eu só queria assim.

Quero dançar amar, Como mar me envolvendo aos poucos, sob o luar a céu aberto que abençoa sobre mim.

Quero essa alegria reprimida, dançar aos poucos, juntos às folhas, num valsar ao vento.

Quero dançarina proclamada, escrita em versos; ah, dançar num todo e alegre tempo!

Quero a liberdade aclamada, uma alegria jorrada de sentimento, uma paz anunciada, estampada no findar do dia.

Um valsar de pressentimentos leves, para um amanhã de conforto. Uma brisa a trazer no rosto a alegria de uma paz que se repetia.

Dançar teimoso é rodopiar ciranda; tal qual criança alegre que nunca se ressentia.



Betonicou©

Arte:by - Émili  Coué