Se serenasse na primavera de um
amor e cantasse como ondas que anunciassem o mar ilustrar-se-ia o cenário, como
quem pinta o céu, ante a luz que lhe apontasse para aportar. Se desenhasse o
farol que acenasse ondas amenas num porto de calmarias: visualizar-se-ia terra
fértil para brotos de ternas alegrias.
Caso, ali a flor brotasse e se
esvoaçasse, feita pétalas de beija-flor, em qualquer lugar que ali plantasse:
germinar-se-ia em broto, feita flor, polinizada amante, rosa decorosa que se
faria corada; quem diria! Seria luz brilhante, rubro diamante, menina flor que
ali brotou. Seria graça de sagradas pétalas de romaria.
Brincar-se-ia uma guerra de
lençóis de brisa, onde o amor sopraria asas de um respirar frenético. Teria
pele feito cobertor e, o suor, orvalho de um amor não cético. Orvalhar-se-iam
numa alegria ousada de cabaré! Seriam amantes: jardineiro e flor; flutuantes
ondas eriçadas, trazidas ternuras de uma maré.
By betonicou
Arte: Peter Mitchef