Lá daquela porta eu pude sentir, entre os acenos
mórbidos de um final tão trágico. Entre as flores mortas, eu vi um broto válido e, entre um cair tão sórdido, me vi, num chão não sólido e, entre risos loucos, me
vi, num espaço de fluir. Sensações, não materiais! Tão longe de tudo e, tão
livre, das coisas vãs e acidentais! Uma janela para um mundo fantástico. Uma
porta para um mundo calmo e plácido. Pipas no ar e um coração não gélido; é tudo que sonhei, nesse meu tempo de pensar e refletir. Sou passageiro, às vezes, ocasional . Sou navegante das gerais. Tenho as montanhas como berço sólido. Tenho este horizonte, que me dá o berço plácido, e tenho as manhãs, calmas, tão dominicais; tão perto de tudo, das coisas tão naturais. Tenho a lembrança de
um amor que voou tão pássaro; uma flor, que brotou neste chão, antes árido. Tenho esse
vento calmo, que é o meu sinal e, o meu jeito de existir. Novo horizonte das
manhãs! Uma vida nova tem lá os seus mistérios. Todos os mistérios tem suas causas
lógicas! Eu quero apenas o ar puro, longe das coisas sádicas. As músicas das
esquinas eu quero poder ouvir. Quero apenas o santo ar da catedral. Na sala da "José" um espaço de dormir.
By betonicou
Nota: Aqui faço uma pequena e carinhosa alusão à igreja São José; localizada no centro de Belo Horizonte . Minha cidade natal é cercada pelas imponentes montanhas das Gerais. (tomara que continuem....)