Derramar tão cedo com flores prestes a nascer é entregar a vida a um começo. Espelhar a vida, com o sol despontando no amanhecer e, os amarelos canários e pardos pardais, anunciando, é como uma prece daquela calma e, as brisas, são carinhos que tocam toda a alma. Se derramar tão cedo é como uma oração ao renascer e enxergar a vida a cada começo. Ver chegando o sol todo brilhando é a vida da alma. Se for chuva, é o mar de cima acariciando e fazendo de tudo que tão bem conheço. E todos esses jeitos são notas de uma canção e, quando chegam à noite, tudo transforma-se de novo em oração. E tornar a dormir, como num ventre prestes a renascer, é tornar a ver o recomeço! São as cortinas dessa vida! É singela cantiga, leve, poesia tão bem definida! Se derramar de novo e acordar o que vem nascer: são as puras mães anunciando! Cada renascer, reluz e refrete como um espelho. E as manhãs, são canções, que proclamam: minha vida, tua vida, nossa vida
Arte: Maria Pace-Wynters e Claudia tremblay