Eu
acordei com pensamentos sutis
E
refiz os teus cabelos de tranças, com tantos fios de seda cetim.
Eu
acordei com saudades, ao lembrar-me das aventuras juvenis.
E
revi numa canção a natureza de amar.
E
aventurei-me nas proezas de saltar todos os abismos cruéis.
Pendurei-me
na torre da capela,
e
pintei de todas as cores as mazelas.
As
velas que iluminavam as minhas aquarelas.
Cuidei-me
de resguardar aqueles momentos
de
escalar pelas limeiras com esses pés de galgar pelas cancelas.
Eu
sepultei todos os sentimentos hostis,
e
mergulhei nas águas; me levantei com pensamentos não febris.
Eu
refiz toda a saudade, com os pensamentos férteis;
das
emoções puramente civis.
Chorei
de saudade de cantar sonetos.
Refiz-me
meus caminhos que antes andavam pelos escuros guetos.
Eu
tirei das lembranças momentos bons, de contentamentos,
e
refiz todos os caminhos do meu tempo, que hoje, são uma doce lembrança.
Lembranças
leves, que voam como a libélula
nos
ares, ao sabor dos ventos.
Segurei-me
nas asas transparentes dos puros e brancos discernimentos;
Memórias
doces ao saltar de cima do peito.
Brinquei
com teus cabelos de tranças, que deslizavam nas correntes,
dos
meus divagantes pensamentos.
Eu
tirei da saudade, brinquedos singelos, de crianças,
e
rodopiando por entre teus laços atei-me às tuas rendas de puras e belas
lembranças.
Senti
as gotas de tempo a refrescar minhas memórias a ocasião.
Tempo
de sarar todas as feridas e retroceder aos belos momentos.
Tempo
de sorrir e não chorar, o que vaga agora no tolo esquecimento; quero alento,
oh!
Eu
relembrei com saudade esse pouquinho terno do tempo.