Céu de brilhos intensos sobre a
cama do meu saudoso relento. Escuro véu de brilhantes, anjos a pulsar no
firmamento. Céu que na paz do instante me acarinhou no divino sossego. É esse
mar de ar dos seres celestes, que quanto mais olho, mais ávido é o meu navegar
e, onde todo, ainda mais me achego.
São essas águas do riacho onde
escoam as minhas preces. É também, meu céu de amar, pois nele me batizo; ali
minha alma acontece. São as águas desse espelho que refletem o verdadeiro eu
que conheço. Estrelas, sol e lua aos meus olhos expostos no meu viver mais
intenso. É ali, que de novo, todo eu amanheço.
Terra que aos meus pés acarinha,
no meu ondular de andar. Sobre as montanhas trafego e vivo a tocar o sol e o
luar. São as verdes relvas o manto da majestade terrena. São meus ossos e
carne, feitos dessa matéria, no universo construída. Sou o pó das estrelas, de
alma guardada, nessa dimensão toda escondida.
Há esse calor na alma. Tenho
esse sol que todo o meu ser declama. Sou água, terra, fogo e ar. E do fogo a
vida inflama. Sou fonte que verte águas de singulares rios, e sou a terra para
a semente que preenche o espaço obtido. Sou o sopro alimentado pelo espírito
desta chama. De elementos, castelo todo construído.