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quarta-feira, 7 de março de 2018

Inocente juventude © Copyright

Roupas vermelhas, brancas, quentes ou frias, são minhas fantasias. Pele clara ou escura, às vezes, são correntes para almas coloridas. Ao adentrar novamente nessa estrada, com minhas roupas desbotadas, manchadas pelo vermelho das ruas cruas, por onde insisti em andar.

Cada estrada é um destino de fantasias, em cada fantasia, um desatino. Estes são os contos fantásticos de um menino! Até voei com asas de aquarela, por entre as cenas coloridas dos varais, avistadas das minhas janelas.

Mereço as fantasias das minhas visões, todas figuradas! Destaco os voos nas costas da minha amiga, a ave mágica, em visões imaginadas. Num tempo mágico de juventude e inocência, ainda se vê em clarividência.

Nos meus sonhos, as ficções são realçadas, minha pele clara com pele escura, são minhas misturas de vidas sortidas. Nesta vida, de vida ou morte, sou uma janela de vidas muitas vezes refletidas!

Vi minha alma embarcar nas águas imaginárias, A esperança era a vela que segurava os ventos e conduzia às praias desejadas. Nasci das águas claras, feito peixe de rios. Transbordei da paciência, que de tanto amor chorei, mas depois me descansei nas mãos macias dos lírios.

Sonhei tudo o que pude imaginar com a inocência resgatada, tudo o que a alma pôde segurar, tudo que pude respirar e aspirar.




Betonicou©


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