Roupas vermelhas, brancas,
quentes ou frias, são minhas fantasias. Pele clara ou escura, às vezes, são
correntes para almas coloridas. Ao adentrar novamente nessa estrada, com minhas
roupas desbotadas, manchadas pelo vermelho das ruas cruas, por onde insisti em
andar.
Cada
estrada é um destino de fantasias, em cada fantasia, um desatino. Estes são os
contos fantásticos de um menino! Até voei com asas de aquarela, por entre as
cenas coloridas dos varais, avistadas das minhas janelas.
Mereço
as fantasias das minhas visões, todas figuradas! Destaco os voos nas costas da
minha amiga, a ave mágica, em visões imaginadas. Num tempo mágico de juventude
e inocência, ainda se vê em clarividência.
Nos meus
sonhos, as ficções são realçadas, minha pele clara com pele escura, são minhas
misturas de vidas sortidas. Nesta vida, de vida ou morte, sou uma janela de
vidas muitas vezes refletidas!
Vi minha
alma embarcar nas águas imaginárias, A esperança era a vela que segurava os
ventos e conduzia às praias desejadas. Nasci das águas claras, feito peixe de
rios. Transbordei da paciência, que de tanto amor chorei, mas depois me
descansei nas mãos macias dos lírios.
Sonhei
tudo o que pude imaginar com a inocência resgatada, tudo o que a alma pôde
segurar, tudo que pude respirar e aspirar.