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domingo, 11 de fevereiro de 2018

Suspiro © Copyright


É a vida, é a vida, essa sentida
 saudade
Que é espinho em minhas feridas
 escondidas.
Amores, amores, meus cravos de
 dores.
Sonhar, sonhar, meu escape para
esses momentos sem cores.
 
É riso, ou o suor de meus sonhos
 de toda lembrança feliz,
Mas nada leve. Foi alegria tão
 ditosa,
Que vivo a divagar a ternura que
este mundo levou,
E que agora me deve.
 
É romaria, nessa travessia que
a alma tanto esse fogo carrega.
São os sonhares de todas as cenas
 gravadas,
E que aos meus sentidos a saudade
generosa, rude ou não, me
entrega.
 
É a vida, é a vida, é suor, é a
 mais crua sinalização de alerta.
É a falta do que era belo, é
desespero.
É o sentimento que guardo com
todas as rimas,
E também, com todo destempero.
 
É a ida que nos leva junto, e nos
 rouba uma fragilizada alegria.
É o vazio, sempre em sinal de
alerta.
Se bendito, não importa a ida,
 pois mesmo sofrido meu coração se
 liberta.
 
Adeus, Adeus! A alma sempre grita
 aos acenos tristes,
Debruçada nas toscas paisagens
das janelas.
São as pétalas que se separam
 deixando nua a flor entregue,
Às invernadas faltas de
 primaveras.
 
São essas lembranças os jardins,
onde brinco nos sonhos,
Todas as presenças das vividas
felicidades.
Adeus?! Adeus não existe, quando
ainda nos fica a saudade.
 
É a doída partida da vida, que o
seu próprio caminho,
Aqui nesse mundo não se mede.
É a felicidade, que para viver,
 do outro lado, no aceno se
 despede.

 

Betonicou©


 Arte: Galina Poloz

A saudade é a flor que brota no jardim da memória, regada pelas lágrimas do coração. A saudade é a luz que brilha na janela da alma, iluminada pelo sol do amor. A saudade é a canção que ecoa na voz da esperança, entoada pelo canto do sonho. A saudade é a vida que pulsa no peito da fé, movida pelo sopro do destino.