É
a vida, é a vida, essa sentida
saudade
Que
é espinho em minhas feridas
escondidas.
Amores,
amores, meus cravos de
dores.
Sonhar,
sonhar, meu escape para
esses
momentos sem cores.
É
riso, ou o suor de meus sonhos
de toda lembrança feliz,
Mas
nada leve. Foi alegria tão
ditosa,
Que
vivo a divagar a ternura que
este
mundo levou,
E
que agora me deve.
É
romaria, nessa travessia que
a
alma tanto esse fogo carrega.
São
os sonhares de todas as cenas
gravadas,
E
que aos meus sentidos a saudade
generosa,
rude ou não, me
entrega.
É
a vida, é a vida, é suor, é a
mais crua sinalização de alerta.
É
a falta do que era belo, é
desespero.
É
o sentimento que guardo com
todas
as rimas,
E
também, com todo destempero.
É
a ida que nos leva junto, e nos
rouba uma fragilizada alegria.
É
o vazio, sempre em sinal de
alerta.
Se
bendito, não importa a ida,
pois mesmo sofrido meu coração se
liberta.
Adeus,
Adeus! A alma sempre grita
aos acenos tristes,
Debruçada
nas toscas paisagens
das
janelas.
São
as pétalas que se separam
deixando nua a flor entregue,
Às
invernadas faltas de
primaveras.
São
essas lembranças os jardins,
onde
brinco nos sonhos,
Todas
as presenças das vividas
felicidades.
Adeus?!
Adeus não existe, quando
ainda
nos fica a saudade.
É
a doída partida da vida, que o
seu
próprio caminho,
Aqui
nesse mundo não se mede.
É
a felicidade, que para viver,
do outro lado, no aceno se
despede.
Betonicou©
A saudade é a flor que brota no
jardim da memória, regada pelas lágrimas do coração. A saudade é a luz que
brilha na janela da alma, iluminada pelo sol do amor. A saudade é a canção que
ecoa na voz da esperança, entoada pelo canto do sonho. A saudade é a vida que
pulsa no peito da fé, movida pelo sopro do destino.