Quando se for, a saudade do amor
não vale. Quanto se vale, é o peso do que ficou nos suspiros. As nuvens estão
macias e o espirito encontrou travesseiro, à medida que o ar lhe preparava os caminhos
leves para dormir.
A alma gorjeava, com sua leveza a
tocar o sol e o vento dissipava como poeira póstuma, os restos do amor, que na
saudade havia sido sepultado. A leveza voava seu passarinhar cósmico e sem
pudor tocava as estrelas.
As lembranças vagavam
desajustadas num redemoinho louco, porque na memória, se esperava teimoso uma vã
ilusão. O vento levava flores que rodopiavam bêbadas num ar alcoolizado enquanto
a lua sorria; debochada.
Era a rede, a cama para deslumbrar a escuridão que vinha com
suas sombras voantes, à medida que a paixão fugia tola pelas janelas abertas de
um olhar mais claro. Se se mede o amor; aquele era mais baixo que minhas
sonhadas nuvens.
by betonicou - Arte: Yana Fefelova














