Fui visitar a lua fria, nos
longínquos estelares. Anjos voaram ante minha face, no meu viajar lisérgico
pelos mares desses ares. Vi os que vivem fora do mundo e quase sempre, os
abaixo das nuvens repletas de suas singelas chuvas ou tempestades. E vi subirem
o revoar saudável ou insano, das afiadas e não menos, belas plumagens. Voejavam,
ao senhor das sublimidades.
Toquei o orvalho, bem antes de
cair sobre mim! Voei nas chuvas, rumo as flores de todos os lares. Subi com as preces que diziam tudo sobre mim,
e ai de mim sem meus ombros; os poleiros das asas claras, dos seres
espetaculares. O mundo abaixo brilhava suas luzes, ao redor de suas estradas do
acaso. Acaso seria eu, um dos ventos a tocar, as coisas infinitas ou seculares?!
Ai de mim nesse chão de espelhos,
por onde vejo a lua, e a noite com seus pingos de claridade. Por onde, os
caminhos da face encontram os joelhos, num tino de sossego, todo revestido de
prece da humildade. Nas poças d'águas entrei e viajei, para o além daquele
refletido caminho imaginado. A lua deitada sob mim vigiava, aquele meu sonho;
eu delirante e acordado.
Arte:Marina Czajkowska














