E tudo em volta florescia; até os
brancos em lírios do pecado, meu amor. E tinha a calmaria do anoitecer e do
amanhecer. Tinha as estrelas que cintilavam o acontecer, e o sol acenando no horizonte,
com raios, feito flor.
Sim! — Tinham os acenos, mas não eram
de fazer saudade. Tinham os cantos dos jardins, bem ali, no quintal de minha
mocidade. Tinham as águas calmas das
torneiras de minhas preces, e no ar, a voz de minhas ternas felicidades.
Lá naquele mundo é sagrado: as
vertentes das águas calmas, da alma que orvalha, noite e dia. Há aquele jardim
todo santificado; com o amor das azaleias, das rosas, e das tantas outras
formosas e singelas perfumarias.
Lá o vento ecoava calmo pelas
vias das minhas narinas, e tinha o vale de minhas ternas brincadeiras, que era sagrado, às minhas verdes retinas. Lá onde mora a primavera, e todas sementes molhadas
de águas cristalinas.














