Eu acordei
com pensamentos sutis e refiz os teus
cabelos de tranças, com tantos fios de seda cetins. Eu acordei com saudades, ao
lembrar-me das aventuras juvenis,
e revi numa canção a natureza de amar, e aventurei-me nas proezas de saltar todos os abismos não gentis.
Pendurei-me na torre da capela, e pintei de todas as
cores as mazelas, e os cinzas que manchavam as
minhas aquarelas. Cuidei-me de resguardar, aqueles
momentos de subir pelas limeiras, com esses pés de
subir pelas cancelas. Eu sepultei todos os sentimentos
hostis, e mergulhei nas águas; me levantei com
pensamentos não febris. Eu refiz toda a saudade, com
os pensamentos férteis das emoções puramente civis, e chorei
de saudade de cantar sonetos. Refiz meus
caminhos, que antes andavam pelos escuros guetos.
Eu tirei das lembranças, momentos bons de contentamentos, e refiz todos os
caminhos do meu tempo, que hoje, são uma
terna lembrança. Lembranças leves, de asas de pura inocência,
de juvenil esperança. Como a libélula tem seu tempo nos ares, ao sabor dos
ventos segurei-me nas asas transparentes dos
puros e brancos discernimentos; memórias doces, ao saltar
de cima do leito. Brinquei com teus cabelos de tranças que
navegavam nas ondas dos meus vagantes pensamentos. Eu tirei da saudade,
brinquedos singelos de crianças, e rodopiando por entre teus laços atei-me, às
tuas teias de puras e belas
lembranças. Senti as gotas de tempo, a refrescar minhas
memórias a tempo. Tempo de sarar todas as feridas, e
retroceder aos belos momentos. Tempo de sorrir e não
chorar, o que vaga agora no tolo esquecimento; quero alento! Eu relembrei com saudade,
esse pouquinho terno do tempo. by betonicou
"Expresso-me, em curvas, retas e esquinas, porque sempre volto onde esqueci algo importante, sempre visualizo o horizonte, e sempre tenho um caminho a escolher. Sigo adiante, dobrando esquinas ou fazendo uma curva, mas sempre visualizando uma linha reta da vida". by betonicou © In the ones of the brightness of its commentary.
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
segunda-feira, 16 de julho de 2018
Baile de circo © Copyright
Balas doces, para adoçar a boca, as pontas
dos pés para dançar na rua, um café para comer tapioca, um chalé para se
proteger da chuva, um gole para esquentar na maloca. Uma pedra de palavras
duras, um corre-corre, da multidão nas ruas. Uma flor com poucas pétalas,
do que restou do mal me quer, uma pétala nas mãos, de quem bem me quer.
Duas janelas que expõem as paisagens da
alma, duas almas que se cruzam, uma ponte, duas faces, uma calma. Uma panela,
um fogão, uma chama; na cozinha duas mãos para resolver a trama. Um balde,
uma corda e um poço com água no fundo. Uma boca e um nó na garganta ao sorver
as águas do mundo. Uma trilha, um cheiro, um vestígio de pegadas, um sol que se
põe, uma sombra e uma caminhada.
Água doce para a sede da alma. Na ponta do
lápis: um ponto, um escorrego nas linhas da palma. Tudo são círculos, são
ventos no ar, são nuvens que choram, são sementes a brotar. São ondas eriçadas de
cristas do mar. São vestígios da vida, são frases relidas, são frutos da alma, das
realidades Incontidas. São as pautas do universo, onde se escreve todas as
trilhas, e são sementes, são flores que desabrocham nas áreas das linhas
vividas.
São gestos de aceno, ou são as bandeiras
de largadas; ou são botos ou tubarões, neste mar de águas afogadas. A
calma e a ira, são estrelas irmãs. O sol e a lua, são noites e manhãs. São
pedaços e são tudo; depende da vida vivida. São rios ou regatos, são vertentes
da caminhada escolhida. Tudo são pontos escritos em linhas. São saltos aos trancos, tal qual
circo, num mar de palcos e saltimbancos
Arte: Enigma da arte -clown on unicycle | Flick
quarta-feira, 20 de junho de 2018
Lençóis © Copyright
Então são, todas as mulheres rosas perfumadas, lírios, ou
flores de jasmins. Também são paixões loucas dos fogos ocasionados, ou são os
ramos amorosos que crescem em todos os jardins. São sonhos de valsas e musas;
inspiradoras dos meus afins. São também tudo o que sou. É a mãe e outras
mulheres, de todos os beijos carmesins.
São todos os sentidos que fazem os vícios, de todos os
costumes em mim. Acaso são versos tolos e os brincados amorosos por debaixo
dos lençóis de cetim. E vagueio no vicio desse meu cio sobre a tua luz e tu, aveludada beleza de flor me cobres de
um verso sem fim e toda assim me seduz. São todos meus sentidos, os juízos que
me fazem assim.
Ser teu passeio é vicio, igual aos teus caminhos que
teimo sempre ir. São as manhãs tão boas, após as noitadas atoas, que deixamos
sem poder sentir. Aquele sono de
precipício, onde caímos ruindo, sem poder fluir. Parece que somos objetos sem
cor, mas ai de mim se teus lábios não viessem em paz; no pesadelo tolo, não
vier me acudir.
Se tu passeias eu grito e aquele meu gemido é também o
juiz. E tu fogosa é formosura de flor e sou jardineiro, ou o poeta quem diz.
Se ali tu estiveres, entre todas as mulheres, o que faço de mim?! Eu lhe darei
mil rosas de amor, e do meu cheiro, o adocicado de anis. Se me esquecer eu grito
que estou aqui e que perto, é que sou tão feliz.
quinta-feira, 31 de maio de 2018
Fascinação © Copyright
Os passarinhos ainda se
emudecem, pelo beijo que tanto quis e não senti. Não há gorjeios que me
lembrem, ou de sonhar as coisas que ainda não vi. São
testemunhos de meus beijos os outros colibris, e de minha nudez a sereia, ante
o cantar tão natural, dos curiosos e convincentes bem- ti- vis.
Ainda me vejo no que me
alegra: as mudas de amor que tanto irriguei, o terno olhar que sempre vi,
quando passei diante dos olhos, e não parei. Às vezes as canções me alucinam,
pois são as lembranças que tanto cantei. Também são promessas não cumpridas; até
o dizer de amor que não te falei.
Nada mais me surpreende,
ou me compreende, ante este amor que é a minha luz. São eternos, os luares dos
românticos lugares que tanto esse amor me conduz. Ainda me aquece o que me
entende: As frestas por onde vejo estrelas, o jardim ardente de flor, e ainda, os
portais por onde vejo o amor.
As aves que trazem em
seus bicos as estrelas, são as canções que tanto desse amor entendi. São os
cantares, todas as promessas cumpridas, até o ardente beijo que senti. E são as
palavras carregadas dos cálidos desejos, as letras poéticas que te envolvi. São
orvalhos, os doces cantares que sempre ouvi.
by betonicou Arte: quarta-feira, 9 de maio de 2018
Orvalho © Copyright
Seja como for! Seja a luz dos teus olhos
que clareou meu destino. Os teus cabelos loiros ou negros, são fios que
entrelaçam os meus carinhos, e as estrelas caindo, são de manhã os teus
beijos de orvalho, com o cheiro, e frescor doce das hortelãs. Seja o que
for! Se e´ o tempo do meu destino, então me abrace todo, pois a alma pede... e
que não seja fraco, e que seja bem devagar. Clareia mais os meus olhos, nos
teus olhos azuis das borboletas que voam acima do meu leito. A minha cama é o
nosso divã.... Na sua pele macia, os meus beijos pousam e acariciam, e
tudo basta para sentir, sem ser preciso entender. É esse amor, a luz que sinto, e
que nem o tempo apaga, ou apagou o destino. Aquele, em que se dão as mãos e
caminham felizes. Lutar, talvez seja preciso, e mudar e florescer, para
acontecer se preciso for. As estrelas não caem! Apenas são nossos fogos que
estouram no noturno céu, e essas nos cobrem com as mãos macias, como aveludadas
pétalas. O céu tão nublado, de nuvens de amor deságua enfim! Os céus tão
estrelados de flor consagro a ti! Isso é amor e não se escolhe.... Apenas
acolhe e colha, o que você plantou em
mim.
by
betonicou Arte: Sergio Lopezdomingo, 15 de abril de 2018
Ciranda, flor e mel © Copyright
Ontem eu vi, e fiz o que sempre
quis: Um pássaro beijando a flor, um beijo declarando amor, e olhos deitados
contemplando o céu. Vi fugaz a nave voando no ar azul, e contemplei o que os
lábios sentiram muito bem; um beijo que durava mais, o rodopiar do voar de uma flor,
e o gosto que durava muito além!
Tudo eu quis, do que sempre vi:
Um jardim para plantar amor, o beijo delicado do beija-flor, na flor que
guardava mel. Vi chegando as saias que
rodopiavam muito mais, e vi estrelas nesse mar de céu, e senti também: O gosto
do que quero até demais, no embalar no barco do amor, da flor que chamo de meu
bem.
Sempre quis: Nessa doce ciranda poder brincar, mesmo nos dias que a chuva pingava
fel. Sempre quis a flor de todos os roseirais, e como orvalho quis refrescar
mais e mais, e depois voar nos lábios que guardavam mel. sempre quis ir um pouco mais além, às vezes seduzir sem pudor perguntando; o que é que tem?
by betonicou
terça-feira, 10 de abril de 2018
Elementos © Copyright
Céu, céu de brilhos intensos
sobre a cama de meu saudoso relento.
Escuro véu de brilhantes, anjos a pulsar no firmamento. Céu que na paz do
instante me acarinhou no divino sossego. É esse mar de ar dos seres celestes,
que quando mais olho, mais avido e´ o meu navegar, e onde todo, ainda mais me achego.
São essas águas do riacho, onde
escoa a minha prece, e é também meu céu de amar, pois nele me batizo, e ali
minha alma acontece. São as águas desse espelho que refletem o verdadeiro eu
que conheço. Estrelas, sol e lua aos meus olhos expostos, no meu viver mais
intenso. É ali que de novo, todo eu amanheço.
Terra que aos meus pés acarinha,
no meu ondular de andar. Sobre as montanhas trafego e vivo a tocar o sol e o luar. São as verdes relvas, o manto da majestade
terrena. São meus ossos e carne, feitos dessa matéria, no universo construída.
Sou o pó das estrelas, de alma guardada nessa dimensão toda escondida.
Há esse calor na alma. Tenho esse
sol que todo o meu ser declama. Sou água, terra, fogo e ar, e do fogo a vida
inflama. Sou fonte que verte águas de singulares rios, e sou a terra para a
semente que preenche o espaço obtido. Sou o sopro alimentado pelo espirito desta chama. De
elementos, castelo todo construído.
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