É a vida, e´ a vida, essa sentida
saudade que é espinho em minhas feridas escondidas. Amores, amores, meus cravos
de dores. Sonhar, sonhar, meu escape para esses momentos sem cores. É riso, ou
o suor de meus sonhos de toda lembrança feliz, mas nada leve. Foi alegria tão ditosa,
que vivo a divagar a ternura que este mundo levou, e que agora me deve. É romaria,
nessa travessia que a alma tanto esse fogo carrega. São os sonhares de todas as
cenas gravadas, e que aos meus sentidos a saudade generosa, rude ou não, me
entrega. É a vida, e´ a vida, é suor, e´ a mais crua sinalização de alerta. É a
falta do que era belo, e´ desespero. É o sentimento que guardo com todas as
rimas, e também, com todo destempero. É
a ida que nos leva junto, e nos rouba uma fragilizada alegria. É o vazio,
sempre em sinal de alerta. Se bendito, não importa a ida, pois mesmo sofrido
meu coração se liberta. Adeus, Adeus! A alma sempre grita aos acenos tristes,
debruçada nas toscas paisagens das janelas. São as pétalas que se separam
deixando nua a flor entregue, às invernadas faltas de primaveras. São essas
lembranças os jardins, onde brinco nos sonhos, todas as presenças das vividas
felicidades. Adeus?! Adeus não existe,
quando ainda nos fica a saudade. É a doida partida da vida, que o seu próprio
caminho, aqui nesse mundo não se mede. É a felicidade, que para viver, do outro
lado do aceno se despede.
"Expresso-me, em curvas, retas e esquinas, porque sempre volto onde esqueci algo importante, sempre visualizo o horizonte, e sempre tenho um caminho a escolher. Sigo adiante, dobrando esquinas ou fazendo uma curva, mas sempre visualizando uma linha reta da vida". by betonicou © In the ones of the brightness of its commentary.
domingo, 11 de fevereiro de 2018
sábado, 27 de janeiro de 2018
Razões © Copyright
Trago no
peito as marcas de amor, mas trago a felicidade contida, sem causa de dor. Trago
junto ao corpo: uma sombra que me segue. Trago uma sombra, e uma sina que me
persegue... uma luz, uma vontade singela, uma chama e um ardor de pingo de cera
de vela...
Trago os
contrastes que nos regem a vida inteira. O suor da vida corrida, o sossego de
vida solteira. O calor do verão que pede o frio de inverno e, o frio que pede
aconchego materno. O suor e o calafrio dos tempos modernos. Trago o choro, mas
esboço sorrisos sempre singelos.
Arte:Guy Denning
domingo, 14 de janeiro de 2018
Revérberos .© Copyright
Sou o velho, sou o antigo, e sou moço
desse momento. Sou Maria, mãe e filhos,
sou tudo na faceta do espelhamento. E existem os outros nomes, outras faces,
outros lares, outras terras e outros ares. Sou o pássaro, sou o anfíbio, ou o peixe
nas águas refletidas dos mares. O que aqui mesmo existe, na verdade é tênue.
Sou criança de todos os lares, e sou avós de todos os pesares. Sou reflexo de
muitas imagens. Sou espelho que se repete nas superfícies dos existentes, e insistentes
olhares. Sou o sorriso, e sou o choro nos revérberos das ruas alagadas. Sou o voo
diurno das inocentes vaidades amanhecidas.
Sou o espelho lunar no véu escuro das vaidades emplumadas. Sou o novo, ou o velho e
trincado abrigo que mostra as expressões tão sonhadas, e sou os rostos esquecidos
sob as peles envelhecidas e enrugadas. Sou areia aquecida e espelhada que
mostra suspensa nas paredes, nas poças, ou nos ares. As vezes sou o esquecido opaco, livre das
imagens das vaidades populares. Sou eu quem te lembra que nesse tempo existe, numa
verdade nunca escondida. Sou céu ou precipício, porém sou sempre a verdade
amanhecida. Sou espelho das águas, das areias. e dos prateados lunares. Sou a
vida amanhecida ou anoitecida, de muitos outros lugares.
by betonicou arte: Inspiration - stained glass design - DidierDelamonica
quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
Odisseia .© Copyright
São
estrelas guias, essas viajantes, acima de minhas estradas. São margaridas nas terras frias, ou vermelhas das
constantes caminhadas. São luzes tênues, feito dor, ou canto da triste ou
alegre melodia, pois o sol reclama, da noite que termina o dia. O que seria,
sem essas luzes que voam nas asas magicas dos vagalumes? O que seria dos nossos
jardins, sem os lindos girassóis que sufocam os amargos queixumes? São as aquarelas, todas essas luzes coloridas
dos reflexos sob qualquer água. É o meu
sol, a poética luz de velas. É apaziguada madrugada esperançosa pelo dia. É
poesia nascente sobre aquela nuvem, que constantemente se desagua. São os
pingos desses versos, a esperança sorvida pelos singelos bicos dos passarinhos.
São esses gorjeios singelos e inocentes dos pequenos anjos e seus ninhos. São
estrelas, as marcas das pisadas, onde caíram as sementes plantadas e
germinadas. São estrelas, as flores iluminadas pelas magicas luzes dos
pirilampos. São esses jardins, os céus terrenos que nos encobrem nos fins, de
tempos em tempos. É esperança, essa estrela que no coração todo mundo guarda; mesmo os descamisados de suas razões esquecidas. É sol, até as luzes que são
vistas por debaixo das protetoras marquises das alegrias perdidas; sobre o
morador que ali persiste. É vento e brisa, sobre toda a pele. É estrela sobre
todo o viajante que aqui existe.
by betonicou Arte: Galina Poloz Último texto de 2017! Feliz ano novo a
todos! Que venha 2018, porque estamos juntos!domingo, 3 de dezembro de 2017
Asas divagantes.© Copyright
As asas leves que aplumam as
minhas emoções me levam ao ninho, acima daquela serra. Cortam o espaço deste
mundo, e fazem -me dar adeus àquela
terra. Não são causas: as folhas passageiras que despencam em todo canto, e nem
são as feridas dos espinhos de laranjeiras, nem são as pontiagudas agulhas das
roseiras que ferem a quem delas cuidam, sempre em felizes cantos.
As asas que aplumam minhas ideias
tão sonhadas, são as canções das lavadeiras das encardidas roupas das crianças
brincadas, ou são as lagrimas das carpideiras que emprestam o seu choro, de
águas, para as faces secas e caladas. São
as canções dos violeiros que fazem saltitar dançante, e são a leveza dos
balões. É vento que carrega emudecido, ou
misturado aos gritantes trovões.
Minhas asas são ideias aplumadas,
ou emplumadas, de reais fantasias divagadas nos sonhos ligeiros, feito flores
que são estrelas, destes singelos canteiros. É fumaça que se mistura, e brisa
das infantis noites embaladas. É cometa vagante da criança adormecida, em seu
próprio ninho.... É nave dos horizontes que visita quem está sempre sonhando,
em leves delírios de passarinho
Meus ventos são frios ou quentes,
ensolarados ou brisas enluaradas, deste meu mundo todo sonhante. É a voz que
grita nas trincheiras desta guerra de inocência versus culpabilidade, a todo
instante. É o vento anjo que voa ligeiro
pelas aéreas estradas, dos belos sonhos guardados. É nau do viajante, ou
passarinho que pousa nas macias nuvens dos céus, simplesmente sonhados.
by betonicou Arte:Marina Czajkowska -
by betonicou Arte:Marina Czajkowska -
sexta-feira, 24 de novembro de 2017
voar com beija flor.© Copyright
Venha a mim beija flor que encanta e sorve a doçura de jasmim. Traz no bico o mel de amor e acorda a doce ternura em mim. Traz em teu plainar suave, a leve canção de embalar. Desperta o meu olhar mais belo e desta fantasia, não querer mais acordar. Quero olhar pelas frestas, o desabrochar da linda flor de marcela, mas quero abrir de todo a janela, para alçar voo em asas cristalinas de libélula.
Tu encantas-me, com tuas lindas cores emplumadas. Plaino neste meu mundo onde faz do vento tua estrada. Este meu universo de sonhar e este elevado e ávido desejo de voar. Estar por entre as árvores, neste teu espaço, o sereno eu revoar. Brincar por entre as folhas e flores, neste breve momento de sonhar.
Tu embalas este meu delírio de voejar, porém não ouço teu canto, nem vejo teu breve instante de voltar. Não iluda meus olhos! Quero ver todos os teus atos de pairar neste brilhar de primavera, na poesia de tuas cores vivas de aquarela. Quero o mel que sorve neste teu prazer de levitar. Quero a doçura de um beijo e deste sonho, já não desejo mais acordar.
Quero voar em teus jardins onde fez das flores, a tua morada! Tu realças a linda manhã, com tuas majestosas asas de poesia emplumada. De tuas pequenas pupilas queria eu ver, o tamanho de tanta beleza! Plainar neste teu lindo verso; esta tua cândida e esvoaçada grandeza. Quero ver de teus olhos, a clareza das harmonias singelas. Sentir de teu bico, o sabor dos delicados buques de marcelas. Não acordar deste mágico instante de florida primavera. Voar em tuas asas de sonhos, todas as manhãs! Quem me dera, quem me dera!
By betonicou
By betonicou
domingo, 29 de outubro de 2017
Mistérios © Copyright
Sobre teus cabelos me anelo, sem medo ou
receios. Sobre tudo descubro se te quero quando vais ao meu encontro, sem rodeios.
Se te cercam mistérios, o que vejo em tua alma que não sejam apenas gracejos?
Teu sorriso meigo, talvez o meu maior desejo; este me atrai. Vou ao teu
encontro, em meus limites anseios. Vejo uma áurea esplendente! Quero
esvaecer-me, em teus misteriosos devaneios. Quero fugir de ti e ao mesmo
tempo, me achego. Quero-te! Do teu horizonte sou ausente; por que, medo?
Escondo-me, bem longe do teu sol que é exagerada face reluzente e ao
longe vejo-te e teu brilhar deslumbra-me. Tal beleza, no semblante guarda em ti
o que tens e ainda revela, mistérios. Quero entender todos os enigmas de teus
conceitos. Mergulho em meus sonhos sufocados por este ar rarefeito deste
teu cheiro embriagante. Tua alma se mescla aos meus sonhos e aflora, todos
os meus desejos que são belos por ti; e singelos. Vejo-te refletida em meus
óticos espelhos! Teus segredos espelhados em meus anseios. teus anelos
invadem-me aguçando a sede de querer-te. Vejo-te e quero-te! Tu
desnudas invade-me, com teus doces e deliciosos mistérios...
Arte : Gustav Klimt
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