São
estrelas guias, essas viajantes, acima de minhas estradas. São margaridas nas terras frias, ou vermelhas das
constantes caminhadas. São luzes tênues, feito dor, ou canto da triste ou
alegre melodia, pois o sol reclama, da noite que termina o dia. O que seria,
sem essas luzes que voam nas asas magicas dos vagalumes? O que seria dos nossos
jardins, sem os lindos girassóis que sufocam os amargos queixumes? São as aquarelas, todas essas luzes coloridas
dos reflexos sob qualquer água. É o meu
sol, a poética luz de velas. É apaziguada madrugada esperançosa pelo dia. É
poesia nascente sobre aquela nuvem, que constantemente se desagua. São os
pingos desses versos, a esperança sorvida pelos singelos bicos dos passarinhos.
São esses gorjeios singelos e inocentes dos pequenos anjos e seus ninhos. São
estrelas, as marcas das pisadas, onde caíram as sementes plantadas e
germinadas. São estrelas, as flores iluminadas pelas magicas luzes dos
pirilampos. São esses jardins, os céus terrenos que nos encobrem nos fins, de
tempos em tempos. É esperança, essa estrela que no coração todo mundo guarda; mesmo os descamisados de suas razões esquecidas. É sol, até as luzes que são
vistas por debaixo das protetoras marquises das alegrias perdidas; sobre o
morador que ali persiste. É vento e brisa, sobre toda a pele. É estrela sobre
todo o viajante que aqui existe.
by betonicou Arte: Galina Poloz Último texto de 2017! Feliz ano novo a
todos! Que venha 2018, porque estamos juntos!"Expresso-me, em curvas, retas e esquinas, porque sempre volto onde esqueci algo importante, sempre visualizo o horizonte, e sempre tenho um caminho a escolher. Sigo adiante, dobrando esquinas ou fazendo uma curva, mas sempre visualizando uma linha reta da vida". by betonicou © In the ones of the brightness of its commentary.
quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
domingo, 3 de dezembro de 2017
Asas divagantes.© Copyright
As asas leves que aplumam as
minhas emoções me levam ao ninho, acima daquela serra. Cortam o espaço deste
mundo, e fazem -me dar adeus àquela
terra. Não são causas: as folhas passageiras que despencam em todo canto, e nem
são as feridas dos espinhos de laranjeiras, nem são as pontiagudas agulhas das
roseiras que ferem a quem delas cuidam, sempre em felizes cantos.
As asas que aplumam minhas ideias
tão sonhadas, são as canções das lavadeiras das encardidas roupas das crianças
brincadas, ou são as lagrimas das carpideiras que emprestam o seu choro, de
águas, para as faces secas e caladas. São
as canções dos violeiros que fazem saltitar dançante, e são a leveza dos
balões. É vento que carrega emudecido, ou
misturado aos gritantes trovões.
Minhas asas são ideias aplumadas,
ou emplumadas, de reais fantasias divagadas nos sonhos ligeiros, feito flores
que são estrelas, destes singelos canteiros. É fumaça que se mistura, e brisa
das infantis noites embaladas. É cometa vagante da criança adormecida, em seu
próprio ninho.... É nave dos horizontes que visita quem está sempre sonhando,
em leves delírios de passarinho
Meus ventos são frios ou quentes,
ensolarados ou brisas enluaradas, deste meu mundo todo sonhante. É a voz que
grita nas trincheiras desta guerra de inocência versus culpabilidade, a todo
instante. É o vento anjo que voa ligeiro
pelas aéreas estradas, dos belos sonhos guardados. É nau do viajante, ou
passarinho que pousa nas macias nuvens dos céus, simplesmente sonhados.
by betonicou Arte:Marina Czajkowska -
by betonicou Arte:Marina Czajkowska -
sexta-feira, 24 de novembro de 2017
voar com beija flor.© Copyright
Venha a mim beija flor que encanta e sorve a doçura de jasmim. Traz no bico o mel de amor e acorda a doce ternura em mim. Traz em teu plainar suave, a leve canção de embalar. Desperta o meu olhar mais belo e desta fantasia, não querer mais acordar. Quero olhar pelas frestas, o desabrochar da linda flor de marcela, mas quero abrir de todo a janela, para alçar voo em asas cristalinas de libélula.
Tu encantas-me, com tuas lindas cores emplumadas. Plaino neste meu mundo onde faz do vento tua estrada. Este meu universo de sonhar e este elevado e ávido desejo de voar. Estar por entre as árvores, neste teu espaço, o sereno eu revoar. Brincar por entre as folhas e flores, neste breve momento de sonhar.
Tu embalas este meu delírio de voejar, porém não ouço teu canto, nem vejo teu breve instante de voltar. Não iluda meus olhos! Quero ver todos os teus atos de pairar neste brilhar de primavera, na poesia de tuas cores vivas de aquarela. Quero o mel que sorve neste teu prazer de levitar. Quero a doçura de um beijo e deste sonho, já não desejo mais acordar.
Quero voar em teus jardins onde fez das flores, a tua morada! Tu realças a linda manhã, com tuas majestosas asas de poesia emplumada. De tuas pequenas pupilas queria eu ver, o tamanho de tanta beleza! Plainar neste teu lindo verso; esta tua cândida e esvoaçada grandeza. Quero ver de teus olhos, a clareza das harmonias singelas. Sentir de teu bico, o sabor dos delicados buques de marcelas. Não acordar deste mágico instante de florida primavera. Voar em tuas asas de sonhos, todas as manhãs! Quem me dera, quem me dera!
By betonicou
By betonicou
domingo, 29 de outubro de 2017
Mistérios © Copyright
Sobre teus cabelos me anelo, sem medo ou
receios. Sobre tudo descubro se te quero quando vais ao meu encontro, sem rodeios.
Se te cercam mistérios, o que vejo em tua alma que não sejam apenas gracejos?
Teu sorriso meigo, talvez o meu maior desejo; este me atrai. Vou ao teu
encontro, em meus limites anseios. Vejo uma áurea esplendente! Quero
esvaecer-me, em teus misteriosos devaneios. Quero fugir de ti e ao mesmo
tempo, me achego. Quero-te! Do teu horizonte sou ausente; por que, medo?
Escondo-me, bem longe do teu sol que é exagerada face reluzente e ao
longe vejo-te e teu brilhar deslumbra-me. Tal beleza, no semblante guarda em ti
o que tens e ainda revela, mistérios. Quero entender todos os enigmas de teus
conceitos. Mergulho em meus sonhos sufocados por este ar rarefeito deste
teu cheiro embriagante. Tua alma se mescla aos meus sonhos e aflora, todos
os meus desejos que são belos por ti; e singelos. Vejo-te refletida em meus
óticos espelhos! Teus segredos espelhados em meus anseios. teus anelos
invadem-me aguçando a sede de querer-te. Vejo-te e quero-te! Tu
desnudas invade-me, com teus doces e deliciosos mistérios...
Arte : Gustav Klimt
domingo, 15 de outubro de 2017
Fluxo © Copyright
Meu sangue é fonte de emoção, e se ferve
brota lá na terra. Gira nesse meu mundo, e irriga meus olhos na longa espera. Se
esfria é morte. Sempre quente é vida que impera. Todo esse vermelho é a cor que
tinge as flores rubras, de toda a paixão que se desespera. Meu sangue é a
estrada de todos os meus desejos. Nesse meu sangue segue uma oração, e segue
o fluxo.... Espalha em ritmar de
despejos; irriga a fala. É a pauta da minha canção, é um rio que escalda a
fera, e muda a estação. Meu liquido, são águas presas ou soltas, entre toda
leve, ou pesada sensação. Meu sangue é fogo que incendeia, e fogueira
quente de minha forte emoção. É a voz que anuncia, a paz das minhas
fronteiras, e solta as amarras abrandando a comoção. Irrigando vai pulsando a paz de tudo ou, a
guerra. Meu sangue é fera banhada
pela lua cheia. É calor do fogo desta terra. É rio que no meu eu,
todo serpenteia. Meu sangue é a vida da canção, de todas as minhas
caminhadas. É a linha que sinaliza a velocidade de todas, as minhas retas ou
curvas estradas. Meu sangue é a sorte que por dentro tanto rodeia. Meu rio é
vida que se ergue, é fonte que emerge certo por todas as minhas encruzilhadas,
é vinho que me deita, nas internas ou externas calçadas. Se solto e´ devoção,
se sentimentos tortos é fio de espadas. Muda todo doce, rumo à paz da minha
esfera. Se for pureza ou sorte, é como água, é manso nas enxurradas, é como
canção nos guetos, é vida que Irriga e faz florir, toda a minha Interna
primavera. Meu sangue é mansidão nas enseadas. by betonicou
domingo, 1 de outubro de 2017
Insensata inocência © Copyright
Ontem, foi apenas
como passar de um vento. Porém esse rápido ar trouxe tudo do momento: Guerras e
fases loucas, de uma juventude no seu tempo. Ontem construiu a solidão, que o
homem leva da singela e verdadeira inocência. Ontem forjou lembranças e brotou
esperança na inesperada e desajeitada inconsequência. De todo o mistério,
o ontem fez o seu próprio templo. Fez também das falas e gestos alegres as
cenas das realidades que contemplo. Fez das ingênuas vozes soltas o
ar sereno dos sinceros e fortes argumentos, e o sol apontava para o horizonte,
onde o ontem se encontrava, bem à frente do seu tempo.
Ontem fez
recordações nuas, para vestir qualquer ausência. Ontem era mistério que se
desfez na impaciência, e a simplicidade daquele vento que levantou as
vestes, era o toque silencioso da minha mão. Ontem era todo corpo vestido da
frágil e evolutiva juventude. Ontem era o insensato, no futuro, tão ciente da
amplitude. Ontem era as falas tolas ou inocentes emoções, que todas as crianças
são. Ontem se pavimentou de saudades. Era chuva na terra e seus perfumes. Ontem
era as águas, e os temporais das frágeis e passageiras cenas de ciúmes. As
risadas soltas e movidas pela inocência, era o ontem calando a voz de seus
queixumes.
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
Opostos © Copyright
E tudo retornou, quando a noite
se foi. O cantar, o falar no voar das manhãs. E tudo voltou quando o frio se foi,
no fechar das portas, para quem nem se despediu com acenos afãs. Há muito sobre a lua que se
apaga, sobre as estrelas que se retiram tocando de leve, como orvalho que
evapora depois que afaga. Há esperança
no sol que renasce, no pequeno facho de minhas frestas. Ouço pássaros que
cantam, como que anunciando em vozes de profetas. E eu aqui, todo encantado
abrindo as janelas sinto a brisa, e observo o voar suave das borboletas.
O sol se retira na noite que
chega trazendo consigo a lua, e a luz das lanternas para os voantes fascinados.
Há sempre um poema com brilho, sobre o astro que descansa, e sobre pássaros cantantes
e os noturnos bicos calados. Há sobre a noite, poesia. Há sob o véu escuro, romance de lua dos
amantes exacerbados, e dos sem tetos
descamisados. E de novo, o sol que desponta
traz de seu berço a manhã dos contentes, e a confiança dos taciturnos bicos
ausentes. Traz a luz quente sobre a terra, onde germinam as vidas, das toscas e
murchas sementes. by betonicou
Assinar:
Postagens (Atom)














