As asas leves que aplumam as
minhas emoções me levam ao ninho, acima daquela serra. Cortam o espaço deste
mundo, e fazem -me dar adeus àquela
terra. Não são causas: as folhas passageiras que despencam em todo canto, e nem
são as feridas dos espinhos de laranjeiras, nem são as pontiagudas agulhas das
roseiras que ferem a quem delas cuidam, sempre em felizes cantos.
As asas que aplumam minhas ideias
tão sonhadas, são as canções das lavadeiras das encardidas roupas das crianças
brincadas, ou são as lagrimas das carpideiras que emprestam o seu choro, de
águas, para as faces secas e caladas. São
as canções dos violeiros que fazem saltitar dançante, e são a leveza dos
balões. É vento que carrega emudecido, ou
misturado aos gritantes trovões.
Minhas asas são ideias aplumadas,
ou emplumadas, de reais fantasias divagadas nos sonhos ligeiros, feito flores
que são estrelas, destes singelos canteiros. É fumaça que se mistura, e brisa
das infantis noites embaladas. É cometa vagante da criança adormecida, em seu
próprio ninho.... É nave dos horizontes que visita quem está sempre sonhando,
em leves delírios de passarinho
Meus ventos são frios ou quentes,
ensolarados ou brisas enluaradas, deste meu mundo todo sonhante. É a voz que
grita nas trincheiras desta guerra de inocência versus culpabilidade, a todo
instante. É o vento anjo que voa ligeiro
pelas aéreas estradas, dos belos sonhos guardados. É nau do viajante, ou
passarinho que pousa nas macias nuvens dos céus, simplesmente sonhados.
by betonicou Arte:Marina Czajkowska -
by betonicou Arte:Marina Czajkowska -














