Meu sangue é fonte de emoção, e se ferve
brota lá na terra. Gira nesse meu mundo, e irriga meus olhos na longa espera. Se
esfria é morte. Sempre quente é vida que impera. Todo esse vermelho é a cor que
tinge as flores rubras, de toda a paixão que se desespera. Meu sangue é a
estrada de todos os meus desejos. Nesse meu sangue segue uma oração, e segue
o fluxo.... Espalha em ritmar de
despejos; irriga a fala. É a pauta da minha canção, é um rio que escalda a
fera, e muda a estação. Meu liquido, são águas presas ou soltas, entre toda
leve, ou pesada sensação. Meu sangue é fogo que incendeia, e fogueira
quente de minha forte emoção. É a voz que anuncia, a paz das minhas
fronteiras, e solta as amarras abrandando a comoção. Irrigando vai pulsando a paz de tudo ou, a
guerra. Meu sangue é fera banhada
pela lua cheia. É calor do fogo desta terra. É rio que no meu eu,
todo serpenteia. Meu sangue é a vida da canção, de todas as minhas
caminhadas. É a linha que sinaliza a velocidade de todas, as minhas retas ou
curvas estradas. Meu sangue é a sorte que por dentro tanto rodeia. Meu rio é
vida que se ergue, é fonte que emerge certo por todas as minhas encruzilhadas,
é vinho que me deita, nas internas ou externas calçadas. Se solto e´ devoção,
se sentimentos tortos é fio de espadas. Muda todo doce, rumo à paz da minha
esfera. Se for pureza ou sorte, é como água, é manso nas enxurradas, é como
canção nos guetos, é vida que Irriga e faz florir, toda a minha Interna
primavera. Meu sangue é mansidão nas enseadas. by betonicou
"Expresso-me, em curvas, retas e esquinas, porque sempre volto onde esqueci algo importante, sempre visualizo o horizonte, e sempre tenho um caminho a escolher. Sigo adiante, dobrando esquinas ou fazendo uma curva, mas sempre visualizando uma linha reta da vida". by betonicou © In the ones of the brightness of its commentary.
domingo, 15 de outubro de 2017
domingo, 1 de outubro de 2017
Insensata inocência © Copyright
Ontem, foi apenas
como passar de um vento. Porém esse rápido ar trouxe tudo do momento: Guerras e
fases loucas, de uma juventude no seu tempo. Ontem construiu a solidão, que o
homem leva da singela e verdadeira inocência. Ontem forjou lembranças e brotou
esperança na inesperada e desajeitada inconsequência. De todo o mistério,
o ontem fez o seu próprio templo. Fez também das falas e gestos alegres as
cenas das realidades que contemplo. Fez das ingênuas vozes soltas o
ar sereno dos sinceros e fortes argumentos, e o sol apontava para o horizonte,
onde o ontem se encontrava, bem à frente do seu tempo.
Ontem fez
recordações nuas, para vestir qualquer ausência. Ontem era mistério que se
desfez na impaciência, e a simplicidade daquele vento que levantou as
vestes, era o toque silencioso da minha mão. Ontem era todo corpo vestido da
frágil e evolutiva juventude. Ontem era o insensato, no futuro, tão ciente da
amplitude. Ontem era as falas tolas ou inocentes emoções, que todas as crianças
são. Ontem se pavimentou de saudades. Era chuva na terra e seus perfumes. Ontem
era as águas, e os temporais das frágeis e passageiras cenas de ciúmes. As
risadas soltas e movidas pela inocência, era o ontem calando a voz de seus
queixumes.
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
Opostos © Copyright
E tudo retornou, quando a noite
se foi. O cantar, o falar no voar das manhãs. E tudo voltou quando o frio se foi,
no fechar das portas, para quem nem se despediu com acenos afãs. Há muito sobre a lua que se
apaga, sobre as estrelas que se retiram tocando de leve, como orvalho que
evapora depois que afaga. Há esperança
no sol que renasce, no pequeno facho de minhas frestas. Ouço pássaros que
cantam, como que anunciando em vozes de profetas. E eu aqui, todo encantado
abrindo as janelas sinto a brisa, e observo o voar suave das borboletas.
O sol se retira na noite que
chega trazendo consigo a lua, e a luz das lanternas para os voantes fascinados.
Há sempre um poema com brilho, sobre o astro que descansa, e sobre pássaros cantantes
e os noturnos bicos calados. Há sobre a noite, poesia. Há sob o véu escuro, romance de lua dos
amantes exacerbados, e dos sem tetos
descamisados. E de novo, o sol que desponta
traz de seu berço a manhã dos contentes, e a confiança dos taciturnos bicos
ausentes. Traz a luz quente sobre a terra, onde germinam as vidas, das toscas e
murchas sementes. by betonicou
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
Veneração © Copyright
Prezo aquela flor que de tão
formosa achou um jeito de roubar a atenção do meu modo de sentir, e de tudo que
faço. Preso aquele cheiro de liberta
castidade, onde todo ávido cheiro a rosa , e nem me disfarço. Prezo
o jardim daquela rosa, pois também quero me embriagar, e me afogar naqueles
beijos calando a prosa. Prezo o voar nos ares da liberdade, e falar sem
falsidade. Prezo da Marcela a macies da pele aveludada e da azaleia, a roxa nudez,
além da seriedade. Prezo da margarida, o jeito suave e delicado das pétalas brancas,
e o sol que a faz estrela de verdade.
Prezo sentir todo aroma
adocicado. Prezo o rosto esbranquiçado feito de lírios que me tira daquele
silêncio tão calado. São essas, as flores preferidas, joias para esse meu olhar
incrustado. São essas, as pétalas brancas ou coloridas da minha primavera São
essas, pequenas criaturas presas, a esse meu chão antes encruado. São esses
espaços, os oásis das vidas áridas. Prezo as delicadas flores que no chão são
borboletas, a pousar nessa terra de areias cálidas. Prezo a flor de néctar de
beija flor. Prezo a doçura do orvalho sobre as pétalas delicadas de cada flor; não
importando a cor.
by betonicou
segunda-feira, 17 de julho de 2017
Vontades © Copyright
Essa sensação que esconde de vez
minha razão. Tenho essa razão que fica sempre na espera. Que situação, e´ esse
inverno todo feito de ilusão. Pobre coração que anseia primavera! Que tola
situação, só mesmo um louco precisa mesmo é de paixão. Escravo sem noção que
sempre deseja: Ah quem me dera! Ah quem
me dera! Ah quem me dera poder ter um desfeche, de um amor de mar para
mergulhar. Junto a esse frio poder de
todo me embriagar e me vingar, dessa longa espera de seus beijos. Me embriagar e me fartar dessa ternura e
fazer desse amor, todo uma dança de passos de rua que é para acalmar as noites
que passei em claro, sob a luz solitária de meus desejos.
Feito de ilusão e nada do muro
sóbrio da razão, esse coração é tão voado nessa esfera. Essa sensação que
precede, o da tola sedução. Este coração,
sempre quer o que mais espera.... Quanta imaginação cabe, na frágil força da
paixão. Agora coração, te desejo o que
mais quero: Ah quem te dera! Ah quem te dera!
Ter um desfecho de feixe da luz da lua e caminhar de mãos dadas naquela
rua. Seja noite ou dia claro, todos os
momentos, são perfeitos para que te inclua. Enrolar de abraços aquela cintura,
mesmo que a paixão não esteja nua. Um luar morno, para iluminar essa loucura. Te
embriagar de amor, com doses de candura e desvendar de ti o que mais quero.... sobre meus próprios sentimentos do peito.
quinta-feira, 20 de abril de 2017
Idas e vindas © Copyright
Tudo fica do lado de lá, na
despedida. A noite termina e a lua se apaga; é dia! E o coração fica todo descompassado quando diz: estou
chegando! Lá da janela, eu pude avistar gente
que vem do lado de lá, e minha porta toda se abre para quem quer sair e outra, para quem quer voltar.
E tem gente que vem de todo lugar querendo trilhar nessa vida, mas não quer ficar;
talvez tenha medo. Todos os dias, e´ partir para outro dia. Tem as noites quando lua brilha, e tem a grande de cor pálida que diz: ainda e´ cedo! É que vem chegando aquela manhã, naquele ato
de voltar, mas pode me dar aquele abraço e antes que o dia chegue, eu quero
mesmo é esse apertado espaço do sossego. Tem lá na estação: gente saindo, e quem chega de todo lugar. Tem pessoas indo, sem querer ir para lá. Tem gente vindo
sem olhar para trás. E lá da janela posso avistar aquele aceno de quem vem chegando,
para querer, aqui ficar sem receios. É primavera, e cada folha retorna de sua
caída. E tem as flores que desabrocham naquela dança, de dizer: estamos voltando!
E é todo esse vai e vem, no retorno das folhas de despedidas. É sempre tempo das idas e vindas, de uma vida
sem segredos.
By betonicou
By betonicou
quinta-feira, 23 de março de 2017
Asas de outono © Copyright
E tudo é, como um vinho embriagante tomado sem sentir nada. É extremo feito o infinito, mas é vazio de nada. É tudo feito das asas acovardadas, sem poder voar ao sol. É como pés que trilham nas símplices e retas estradas. É o passar do tempo nessa estação tão fria de folhas secas e estagnadas. Como uma estrela, num cintilar sem brilho, ou a água que para sem chegar ao rio.... É essa vida desgovernada. E tudo e´ tão estranho e tão frio, de esfriar o sol! E as folhas sempre caem temendo a colheita e aí se despencam numa poesia condenada. É um voo perfeito, de tirar o folego, até na calmaria desleixada. E essa coisa do desespero, de mergulhar de vez! Mas é poema puro de outono, toda essa chuva avermelhada. Aí aparecem todas as razões que nos roubam as doces ilusões, tão queridas e tão sonhadas. E esse vento que teima em nos puxar para a letargia! Parece um sonho, de até sentir medo dessa calmaria repentina, ou subordinada. E ouço a melodia de amor; ou fúnebre? E ouço a voz tão fria de minha timidez atenuada. Tão fugaz é a covardia e o rubor de minha face, ante uma batida tão descompassada. E aí que bebo o vinho, numa noite escura e também tão fria e enamorada. E tudo que devoro é minha lucidez! É bebida fria, igual aos abraços frios que ganhei e todos os sentidos do “talvez”. By betonicou
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