Meu sangue é fonte de emoção, e se ferve
brota lá na terra. Gira nesse meu mundo, e irriga meus olhos na longa espera. Se
esfria é morte. Sempre quente é vida que impera. Todo esse vermelho é a cor que
tinge as flores rubras, de toda a paixão que se desespera. Meu sangue é a
estrada de todos os meus desejos. Nesse meu sangue segue uma oração, e segue
o fluxo.... Espalha em ritmar de
despejos; irriga a fala. É a pauta da minha canção, é um rio que escalda a
fera, e muda a estação. Meu liquido, são águas presas ou soltas, entre toda
leve, ou pesada sensação. Meu sangue é fogo que incendeia, e fogueira
quente de minha forte emoção. É a voz que anuncia, a paz das minhas
fronteiras, e solta as amarras abrandando a comoção. Irrigando vai pulsando a paz de tudo ou, a
guerra. Meu sangue é fera banhada
pela lua cheia. É calor do fogo desta terra. É rio que no meu eu,
todo serpenteia. Meu sangue é a vida da canção, de todas as minhas
caminhadas. É a linha que sinaliza a velocidade de todas, as minhas retas ou
curvas estradas. Meu sangue é a sorte que por dentro tanto rodeia. Meu rio é
vida que se ergue, é fonte que emerge certo por todas as minhas encruzilhadas,
é vinho que me deita, nas internas ou externas calçadas. Se solto e´ devoção,
se sentimentos tortos é fio de espadas. Muda todo doce, rumo à paz da minha
esfera. Se for pureza ou sorte, é como água, é manso nas enxurradas, é como
canção nos guetos, é vida que Irriga e faz florir, toda a minha Interna
primavera. Meu sangue é mansidão nas enseadas. by betonicou
"Expresso-me, em curvas, retas e esquinas, porque sempre volto onde esqueci algo importante, sempre visualizo o horizonte, e sempre tenho um caminho a escolher. Sigo adiante, dobrando esquinas ou fazendo uma curva, mas sempre visualizando uma linha reta da vida". by betonicou © In the ones of the brightness of its commentary.
domingo, 15 de outubro de 2017
domingo, 1 de outubro de 2017
Insensata inocência © Copyright
Ontem, foi apenas
como passar de um vento. Porém esse rápido ar trouxe tudo do momento: Guerras e
fases loucas, de uma juventude no seu tempo. Ontem construiu a solidão, que o
homem leva da singela e verdadeira inocência. Ontem forjou lembranças e brotou
esperança na inesperada e desajeitada inconsequência. De todo o mistério,
o ontem fez o seu próprio templo. Fez também das falas e gestos alegres as
cenas das realidades que contemplo. Fez das ingênuas vozes soltas o
ar sereno dos sinceros e fortes argumentos, e o sol apontava para o horizonte,
onde o ontem se encontrava, bem à frente do seu tempo.
Ontem fez
recordações nuas, para vestir qualquer ausência. Ontem era mistério que se
desfez na impaciência, e a simplicidade daquele vento que levantou as
vestes, era o toque silencioso da minha mão. Ontem era todo corpo vestido da
frágil e evolutiva juventude. Ontem era o insensato, no futuro, tão ciente da
amplitude. Ontem era as falas tolas ou inocentes emoções, que todas as crianças
são. Ontem se pavimentou de saudades. Era chuva na terra e seus perfumes. Ontem
era as águas, e os temporais das frágeis e passageiras cenas de ciúmes. As
risadas soltas e movidas pela inocência, era o ontem calando a voz de seus
queixumes.
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
Opostos © Copyright
E tudo retornou, quando a noite
se foi. O cantar, o falar no voar das manhãs. E tudo voltou quando o frio se foi,
no fechar das portas, para quem nem se despediu com acenos afãs. Há muito sobre a lua que se
apaga, sobre as estrelas que se retiram tocando de leve, como orvalho que
evapora depois que afaga. Há esperança
no sol que renasce, no pequeno facho de minhas frestas. Ouço pássaros que
cantam, como que anunciando em vozes de profetas. E eu aqui, todo encantado
abrindo as janelas sinto a brisa, e observo o voar suave das borboletas.
O sol se retira na noite que
chega trazendo consigo a lua, e a luz das lanternas para os voantes fascinados.
Há sempre um poema com brilho, sobre o astro que descansa, e sobre pássaros cantantes
e os noturnos bicos calados. Há sobre a noite, poesia. Há sob o véu escuro, romance de lua dos
amantes exacerbados, e dos sem tetos
descamisados. E de novo, o sol que desponta
traz de seu berço a manhã dos contentes, e a confiança dos taciturnos bicos
ausentes. Traz a luz quente sobre a terra, onde germinam as vidas, das toscas e
murchas sementes. by betonicou
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
Veneração © Copyright
Prezo aquela flor que de tão
formosa achou um jeito de roubar a atenção do meu modo de sentir, e de tudo que
faço. Preso aquele cheiro de liberta
castidade, onde todo ávido cheiro a rosa , e nem me disfarço. Prezo
o jardim daquela rosa, pois também quero me embriagar, e me afogar naqueles
beijos calando a prosa. Prezo o voar nos ares da liberdade, e falar sem
falsidade. Prezo da Marcela a macies da pele aveludada e da azaleia, a roxa nudez,
além da seriedade. Prezo da margarida, o jeito suave e delicado das pétalas brancas,
e o sol que a faz estrela de verdade.
Prezo sentir todo aroma
adocicado. Prezo o rosto esbranquiçado feito de lírios que me tira daquele
silêncio tão calado. São essas, as flores preferidas, joias para esse meu olhar
incrustado. São essas, as pétalas brancas ou coloridas da minha primavera São
essas, pequenas criaturas presas, a esse meu chão antes encruado. São esses
espaços, os oásis das vidas áridas. Prezo as delicadas flores que no chão são
borboletas, a pousar nessa terra de areias cálidas. Prezo a flor de néctar de
beija flor. Prezo a doçura do orvalho sobre as pétalas delicadas de cada flor; não
importando a cor.
by betonicou
segunda-feira, 17 de julho de 2017
Vontades © Copyright
Essa sensação que esconde de vez
minha razão. Tenho essa razão que fica sempre na espera. Que situação, e´ esse
inverno todo feito de ilusão. Pobre coração que anseia primavera! Que tola
situação, só mesmo um louco precisa mesmo é de paixão. Escravo sem noção que
sempre deseja: Ah quem me dera! Ah quem
me dera! Ah quem me dera poder ter um desfeche, de um amor de mar para
mergulhar. Junto a esse frio poder de
todo me embriagar e me vingar, dessa longa espera de seus beijos. Me embriagar e me fartar dessa ternura e
fazer desse amor, todo uma dança de passos de rua que é para acalmar as noites
que passei em claro, sob a luz solitária de meus desejos.
Feito de ilusão e nada do muro
sóbrio da razão, esse coração é tão voado nessa esfera. Essa sensação que
precede, o da tola sedução. Este coração,
sempre quer o que mais espera.... Quanta imaginação cabe, na frágil força da
paixão. Agora coração, te desejo o que
mais quero: Ah quem te dera! Ah quem te dera!
Ter um desfecho de feixe da luz da lua e caminhar de mãos dadas naquela
rua. Seja noite ou dia claro, todos os
momentos, são perfeitos para que te inclua. Enrolar de abraços aquela cintura,
mesmo que a paixão não esteja nua. Um luar morno, para iluminar essa loucura. Te
embriagar de amor, com doses de candura e desvendar de ti o que mais quero.... sobre meus próprios sentimentos do peito.
quinta-feira, 20 de abril de 2017
Idas e vindas © Copyright
Tudo fica do lado de lá, na
despedida. A noite termina e a lua se apaga; é dia! E o coração fica todo descompassado quando diz: estou
chegando! Lá da janela, eu pude avistar gente
que vem do lado de lá, e minha porta toda se abre para quem quer sair e outra, para quem quer voltar.
E tem gente que vem de todo lugar querendo trilhar nessa vida, mas não quer ficar;
talvez tenha medo. Todos os dias, e´ partir para outro dia. Tem as noites quando lua brilha, e tem a grande de cor pálida que diz: ainda e´ cedo! É que vem chegando aquela manhã, naquele ato
de voltar, mas pode me dar aquele abraço e antes que o dia chegue, eu quero
mesmo é esse apertado espaço do sossego. Tem lá na estação: gente saindo, e quem chega de todo lugar. Tem pessoas indo, sem querer ir para lá. Tem gente vindo
sem olhar para trás. E lá da janela posso avistar aquele aceno de quem vem chegando,
para querer, aqui ficar sem receios. É primavera, e cada folha retorna de sua
caída. E tem as flores que desabrocham naquela dança, de dizer: estamos voltando!
E é todo esse vai e vem, no retorno das folhas de despedidas. É sempre tempo das idas e vindas, de uma vida
sem segredos.
By betonicou
By betonicou
quinta-feira, 23 de março de 2017
Asas de outono © Copyright
E tudo é, como um vinho embriagante tomado sem sentir nada. É extremo feito o infinito, mas é vazio de nada. É tudo feito das asas acovardadas, sem poder voar ao sol. É como pés que trilham nas símplices e retas estradas. É o passar do tempo nessa estação tão fria de folhas secas e estagnadas. Como uma estrela, num cintilar sem brilho, ou a água que para sem chegar ao rio.... É essa vida desgovernada. E tudo e´ tão estranho e tão frio, de esfriar o sol! E as folhas sempre caem temendo a colheita e aí se despencam numa poesia condenada. É um voo perfeito, de tirar o folego, até na calmaria desleixada. E essa coisa do desespero, de mergulhar de vez! Mas é poema puro de outono, toda essa chuva avermelhada. Aí aparecem todas as razões que nos roubam as doces ilusões, tão queridas e tão sonhadas. E esse vento que teima em nos puxar para a letargia! Parece um sonho, de até sentir medo dessa calmaria repentina, ou subordinada. E ouço a melodia de amor; ou fúnebre? E ouço a voz tão fria de minha timidez atenuada. Tão fugaz é a covardia e o rubor de minha face, ante uma batida tão descompassada. E aí que bebo o vinho, numa noite escura e também tão fria e enamorada. E tudo que devoro é minha lucidez! É bebida fria, igual aos abraços frios que ganhei e todos os sentidos do “talvez”. By betonicou
sábado, 11 de fevereiro de 2017
Sensibilidade © Copyright
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
Fragilidade © Copyright
Abra os olhos e atente, para as
coisas tão delicadas. O sol se desponta e ao redor, as nuvens dançam nas manhãs,
tão de repente. Feche os olhos e sinta as brisas na pele áspera ou aveludada.
Atente para as razões e as canções que falam tudo, onde o coração, pode ser
indiferente …Tudo e´ lindo! Todos os dias são pedaços da vida. Seja sol, ou
nuvens no derramar de todas as águas. A vida, é sobre o amor e não sobre os
medos da gente. Veja o beija flor, ao lidar com as pétalas tão delicadas! Assim
e´ todo amor...são canções, ou dilúvios. São o diz tudo, ou diz nada. São
explosões, ou suaves vozes caladas.... Preste toda atenção e veja com seus
olhos, o pássaro que sorve da flor tão gentilmente, e a folha que cai e traz a
poesia frágil e inocente. Às vezes, eu também reconheço que fecho os olhos por
medo e faço das cenas lindas, as paisagens
tão desprezadas.... E as vezes, não escuto canções, por medo de sentir
tudo, ou não sentir todo apreço das palavras. E tudo, tem a ver, de como vemos
tão desigual.... Sorrisos? Às vezes acalma a dor, mas não cura o medo das
promessas...às vezes, a saudade se instala e vira ponte, para as ilusões
sonhadas na realidade..., mas uma palavra amor cura a morte, das esquecidas
emoções adormecidas, e do barulho das noites mal dormidas e dos despertados
dias, tão mal divagados.
By betonicou
By betonicou
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
Delirante © Copyright
São esses horizontes que me levam para
aquela estrada. Levam tudo dessa fonte de onde jorram as minhas águas. Vertem
flores de lembranças, mas tudo são pétalas na ventania. Caem as folhas no seu
tempo, mas nesse tempo, também gelam tudo, pois a lua, no alto de amor se esfria. São as fases desse meu mundo que me levam para minha morada. É a
sorte tão escondida, que quando se acha, e´ sorte tão desprezada. Porém, é tudo
cena de um pesadelo, e os sonhos claros vem no presente trazendo paz na
caminhada. Na verdade, a luz me abraça em cores vibrantes, ou numa só, tão
claramente esbranquiçada. É a eterna loucura de “Cervantes,” onde o moinho
rodava as ilusões tão desfrutadas e, o terno cavaleiro brilhante, em seu
esquálido perseguindo as quimeras nas delirantes noites caladas. Hoje dormi
um sono de sonhar tão diferente e nas minhas noites escuras, até a lua sorri
largo e gentilmente. Adormeci no jardim ao ar livre, com todas as músicas
silvestres, tão bem orquestradas. Sonhei tão alto, num voo dos anjos amantes; e voei rasteiro e ligeiro nas minhas sensações, às vezes tão ilusórias e divagantes. — Ah, coração! Esse meu peito, todo descompassado declama as
poesias tão apertadas e instaladas. Quem me dera um coração maior que meus
amores e não apertar tanto o que a alma instala de emoções tão grandemente
Alargadas. Se é paixão, que se derrame e se perca nas enxurradas; se é ternura,
que seja um mar, de águas claras e turmalinas. Se é amor, que seja claro,
feito o dia: feito da clareza das águas doces e das minhas diáfanas e
vertentes retinas
.
sábado, 8 de outubro de 2016
Prosa caipira © Copyright
Uai moço vem pra dentro que vai chover. Na varanda vê o riacho que vai correr! De seu rosto, a alegria da criação. Dos olhos molhados, do cheiro de pão, do barulho rasgado lá do ribeirão. Nada e’ sina. Até a alegria que abre suas cortinas... Na natureza tudo se renova, até as brigas de amor e o laranja das tangerinas. Veja aceso o céu por detrás das nuvens, e de toda cerração! Nas bandas de lá, é a ligação que faz brotar pra fora a semente na sequidão. Olha moço, a vida chove, e nos convida para ver. Do céu despontam pingos de água, porém são as vezes, os pingos dos olhos que fazem florescer. E o remanso de calmaria, depois do desaguar da aflição? Uai moço veja as coisas de lá! Lá, talvez não chova não. Pode até ser que chova dos olhos, e assim encher desse lado o seu coração. A lua míngua e não está cheia, porém mesmo assim chama para cantar. Pegue a viola e a garganta, e vai pra fora farrear! Veja moço o alvoroço, tudo espera acontecer... São as morenas, loiras, ou vermelhas. Aquelas flores, que sua chuva fez amanhecer! E lá na esquina tem as trilhas para cada céu...Tem a branca dos cabelos dourados, tem a cabocla com beijo de mel, e a chuva que desce como véu! Tem a ruiva linda das curvas molhadas, e a negra do sorriso de cor, do mais branco papel.
By betonicou
domingo, 28 de agosto de 2016
Evidências © Copyright
É a voz do desconforto, quando
vento balbucia o que não quer gritar. Os meus ares são anfíbios, pois são
chuvas e respirar! Mas e’ a paz que é o meu consolo, e a minha fortaleza, são
de sonhos, e não de ferro, ou de tijolo. São os medos que resisto naquele parque de
brincar. São as ondas de palpites que me naufragam nesse mar. E o que ninguém
sabe, ninguém destrói com desconsolo... Quando todos sabem, às vezes ninguém sabe, ou
entende, quando a alma pede colo. Ai, é a febre que respira, e’ a onda dos
altos e baixos de amar! E’ aquele beijo que não existe, ou ainda persiste naquele ato de divagar. Sou o homem que calado sonha. Sou a pessoa que perdoa, no silêncio dos ares, na rua, e na trama, ou onde silente meu coração inflama, e ainda a alma declama.
By betonicou
By betonicou
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
Louca melodia © Copyright
Todas as notas contidas, e recolha desse ar, a beleza no
peito.
Sinta até as notas fúnebres, e as transforme num canto de
criança.
Cante todas as preces, e cante aquela que dê conforto e
esperança.
E hoje, eu acordei com os pardais, e reverenciei a luz que
nascia
para todos mortais. Pedi, até uma prece adormecida nos bicos
silenciosos....
Pedi ao calado, silêncio cantante, e me encantei com os
gestos racionais.
Por que tu me cantas a lembrança, oh falsa esperança nos
bicos dos
rouxinóis?! Eu vi meus restos emocionais espalhados nas águas dos
baixos e escondidos lençóis. Canta àquela prece, mas cale a
voz da
da música iludida... aquela que teima em musicar a dor
incontida.
Gorjeiem os pássaros ocultos por entre as árvores, para que
não
descubram, toda aquela paixão escondida. Porque o passado, sempre
vem no presente buscar, todo aquele" blues " dos perdidos.
Então cante
a melancolia, e cante os bemóis aflitos, porém, perdidamente
tão bonitos !
Porque a saudade, e´ o tempo para passeios naquela inocência perdida!
Não o tempo das recordações, das paisagens destruídas, ou meramente
diluídas. Cante a poesia dos cegos, pois esses podem ver um mundo pintado
de confiança.
Cante a poesia dos mudos, aquela voz calada, até diante da louca e tola
domingo, 7 de agosto de 2016
órbita © Copyright
E da garganta solta um grito. Todas as manhãs passeia
Pelos caminhos, por onde a noite se prepara pra chegar
Todas as tardes, se enfeita para a sala de estar, e a lua,
Se alinha minguante, e toda cheia reina, como num altar.
Um uivo distante ecoa aqui no finito, onde o lobo grita
aflito.
A calça justa não suporta, todo aquele gritar tão esquisito,
e
Os ecos estranhos repetem, "o que é", mais ou menos um
grito...
Todas as coisas, e outras mais caminham juntas, e as
estrelas
Apontam um lugar, entre outros astrais. Nas costas de um
cometa
Passeia todo bendito, o estranho que voa por rotas, não
tanto usuais...
Há um canto de luz e uma paz, onde quer chegar. Tem um canto
Escuro, e é aquela sala, onde não pode estar. Tem um grito
Estranho de pessoas, e uma dança, que briga para conter todo
Aquele forasteiro aflito. Há um espelho de lua, na paz que reflete,
E contém o grito. Todas as coisas e as cores são os tantos
iguais...
Todas as cores das coisas ao estranho são todas vitais. Todos os
sexta-feira, 29 de julho de 2016
silêncio memorial © Copyright
By betonicou
terça-feira, 7 de junho de 2016
Adeus, adeus !© Copyright
Toquei os sinos e calei os gemidos. Troquei o sol pela lua em tom de desabafo. Nessa noite, os meus grilos cantam
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Amor calado © Copyright
Esse vento vai passar! Aliás, tudo já se foi. Percebi, que passou tudo...
Tenha zelo lá fora!
As estrelas estão caindo e outro sol pode escurecer...
Minhas razões são "eus" aprimorados. Voar agora, somente no
sagrado, ou
Nas asas de um beija flor. Não vi enegrecer, nem o inverno
que chegou. Não vi
Quando a inocência se desfez e nem vi, quando o meu eco se
fez mudo...
Nem as razões dos meus versos puderem fazer, a chuva
passar... e quando
As estrelas caíram eu guardei o sol, para aquecer o seu
mundo.
Nem toda a simpatia compraram, as notas certas, pra poder cantar.
Tudo que morre é plantado.... São sementes de cuidados, para
germinar uma
Outra flor. Um novo sol se tudo escurecer, um outro dia, para
poder chegar.
Uma nova poesia para escrever e uma nova luz, para poder brilhar.
Um outro jardim para os meus versos, que são notas, para
poder cantar.
Um novo chão para caminhar e um novo som, para aqueles ecos,
que se fizeram
Mudos. Tantas lembranças, são cuidados, que a alma guarda, para
poder lembrar.
E tudo é viver sem recados, enquanto minha voz desnuda, os
meus versos, para
Poder falar. Vejo o tempo que se cumpriu e a espera que
perdoou... Vejo o mundo
Que caiu e o mundo, que se levantou. Tudo se calou e deixou de chorar, todo
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Eufonia © Copyright
Dão dores e calafrios
... De Todos os sorrisos forçados, e reter os
Graciosos de meninos.
Vou recortar todos os versos lindos, e enfeitar
Minhas paredes, não
de bemóis, mas de sustenidos... levantar meu
Espirito em pura ternura, e da alma fazer um barco, que
navegue por
Mares de brandura ... quero refazer meus caminhos, estes que
o coração
Teimou em desviar-se, e ondular-se ...vou recolher todas as
águas não
Calmas, mas banhar-me, todas as vezes que cada olho necessitasse
...
E tornar brisas, todos os instantes... antes que
qualquer febre me
Queimasse ... verter a calma das fontes tranquilas, e o rumo
certo
Que do novo nasce. Ver o certo que não pensamos, pensar o
pouco
De bom que precisasse
... fazer a diferença, mesmo que no pouco que
Bastasse ...quero guardar meus segredos, da saudade
ressentida...
Sorrir e sepultar as dores, numa alegria incontida ...lembrar
o que é belo,
E a certeza de celebrar de novo ...rever a parte perdida, no
meio do
Palheiro que é esse povo.
E entregar-me todo, aos meus versos, e
soprar
Como brisa em cada rosto. Cantar a canção singela, o tom alegre,
que
Será tanto! Ao crescer, todo renovo...não renegar minhas
estrelas....
Essas, que avistam e avisam o mau caminho. Temperar meu sol
com
Brisas e o cuidado de um ninho... Crescer de novo, todo este brilho; agora
Pequeninho. Não renegar a esperança, a de renascer e crescer
a cada dia.
Colher os Frutos, e as flores da amplitude! Querer sempre o singelo, e a
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Alma © Copyright
Para contar, mas o coração, tem todo o seu jeito de falar! São as
Tristezas que fizeram o seu cerco, São as alegrias que não
Deixaram um travesseiro, onde eu possa dormir. Meu peito
Todo acelera, e ainda não chegou a hora de partir. Eu sorvi
veneno , junto à minha taça de felicidades .... Naquela noite
tão
Explosiva, o escuro trouxe minhas saudades. Os fogos não
deflagraram
Como estrelas cadentes no céu, e meu corpo , todo em pedra
pesava...
E minha alma, toda chorosa lembrava; Cada um tinha seu jeito
de
Sentir. Mas esse, e’ o meu jeito de dizer que fui, e nunca ter
querido ir.
A minha alma tem saudade, daquela parte que o vento levou, e
meu
Coração se apavora com o tempo molhado. E são essas águas
mornas
Que meu corpo verteu, e se alagou. E nesse tempo de eterna
noite que
Tanto amedronta, eu me assusto! Não tenho as marquises para
esconder
A miséria emotiva que tanto sinto. Se há tempo para tudo
nessa vida...
Então chegou a minha hora de ir! Porém, o coração nunca quer
ter que
Partir. E esse dia de noite, foi que as sombras tentaram esconder,
para
Não sentir e ver ...
Que de minhas cores preferidas, não dava para esquecer.
Numa névoa esconderam os tons verde e azul. E agora de olhos
baixos,
Só vejo o Sul ... E
isso tudo amedronta! Pois de forte, apenas a minha casca
Apavora ...A minha
alma tem sede, de colocar o sereno, e
frágil para fora. ...
Meu coração, se renega,
e todo apático, meu corpo se fez. Não há palavras
Que consolem meu ser,
que é o todo sério, e calado da vez... ...E por dentro
A alma se contorce...
Pois não e ‘essa a essência de perfume , que trago
Dentro de
mim...e as portas antes fechadas querem-se abrir; todas assim!
E nessa noite escura, que de tanto cego me desfez ... qual
e’ o remédio
sábado, 9 de janeiro de 2016
transparência © Copyright
Eu me refiz e voltei todo sóbrio sorrindo, para o meu centro.
O meu eu trouxe minha lembrança e descobri bem ali por
dentro a minha esperança . Eu hoje prendi, toda a minha
saudade, e peguei os brinquedos, de quando eu era criança.
Eram os piões que rodavam pela força dos fracos e singelos
cordões. Era a ciranda ,que rodopiava, e fazia brotar sorrisos
da força dos meus frágeis tendões . Eu hoje, me desfiz do
meu
desassossego, e descartei os meus segredos na estrada dos
ventos. E venho um brilho de vida para dentro de minhas
janelas...
Meus olhos se abriram para viver os minutos, bem atentos.
Eu acordei num berço embalado pelas brisas, e procurei um
sonho meio sonolento... E divagava devagar, para não pesar
as asas suaves do meu pensamento. Eu colhi buquê de flores,
para os túmulos de minhas lembranças. Eu acordei nas águas
doces da minha inocência crua, dos tempos de infância. Mas
ouvi com saudades as canções solitárias, e externas do meu
mundo ...E revivi todo o passado, alegre ou triste, mesmo
que
por um breve segundo. Eu mergulhei bem profundo, para ver se
achava as águas do nosso lençol. Aquelas águas que irrigavam
cada um, com seu coração dourado de girassol. Porém
encontrei
uma Fonte, de liquido lacrimal. águas cinzas que refletiam a lua fria,
dos nossos quase apagados corpos banhados em formol ... Eu
despertei-me por dentro! Eu acordei bem nesse triste momento!
Minha criança acenou e me puxou-me de volta, ao meu epicentro...
No meu verdadeiro espaço puxou-me, adentro . Eu hoje
busquei
os acenos e os sinais da minha antiga, e esquecida inocência.
Eu
hoje busquei os reflexos presos, nos opacos da minha desmerecida,
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