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curvas, retas e esquinas

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Vontades © Copyright

Essa sensação que esconde de vez minha razão. Tenho essa razão que fica sempre na espera. Que situação, e´ esse inverno todo feito de ilusão. Pobre coração que anseia primavera! Que tola situação, só mesmo um louco precisa mesmo é de paixão. Escravo sem noção que sempre deseja: Ah quem me dera!  Ah quem me dera! Ah quem me dera poder ter um desfeche, de um amor de mar para mergulhar.  Junto a esse frio poder de todo me embriagar e me vingar, dessa longa espera de seus beijos.  Me embriagar e me fartar dessa ternura e fazer desse amor, todo uma dança de passos de rua que é para acalmar as noites que passei em claro, sob a luz solitária de meus desejos.

Feito de ilusão e nada do muro sóbrio da razão, esse coração é tão voado nessa esfera. Essa sensação que precede, o da tola   sedução. Este coração, sempre quer o que mais espera.... Quanta imaginação cabe, na frágil força da paixão.  Agora coração, te desejo o que mais quero: Ah quem te dera! Ah quem te dera!  Ter um desfecho de feixe da luz da lua e caminhar de mãos dadas naquela rua.  Seja noite ou dia claro, todos os momentos, são perfeitos para que te inclua. Enrolar de abraços aquela cintura, mesmo que a paixão não esteja nua. Um luar morno, para iluminar essa loucura. Te embriagar de amor, com doses de candura e desvendar de ti o que mais quero.... sobre meus próprios sentimentos do peito.

  By betonicou


quinta-feira, 20 de abril de 2017

Idas e vindas © Copyright

Tudo fica do lado de lá, na despedida. A noite termina e a lua se apaga; é dia! E o coração fica todo   descompassado quando diz: estou chegando!  Lá da janela, eu pude avistar gente que vem do lado de lá, e minha porta toda se abre para quem   quer sair e outra, para quem quer   voltar. E tem gente que vem de todo lugar querendo  trilhar nessa vida, mas não quer ficar; talvez tenha medo. Todos os dias, e´ partir para outro dia.  Tem as noites quando lua brilha, e tem a grande de cor pálida que diz: ainda e´ cedo!  É que vem chegando aquela manhã, naquele ato de voltar, mas pode me dar aquele abraço e antes que o dia chegue, eu quero mesmo é esse apertado espaço do sossego. Tem lá na estação: gente saindo, e quem chega de todo lugar. Tem pessoas indo, sem querer ir para lá. Tem gente vindo sem olhar para trás. E lá da janela posso avistar aquele aceno de quem vem chegando, para querer, aqui ficar sem receios. É primavera, e cada folha retorna de sua caída. E tem as flores que desabrocham naquela dança, de dizer: estamos voltando! E é todo esse vai e vem, no retorno das folhas de despedidas.  É sempre tempo das idas e vindas, de uma vida sem segredos.
By betonicou




quinta-feira, 23 de março de 2017

Asas de outono © Copyright



E tudo é,  como um vinho embriagante tomado sem sentir nada. É extremo feito o infinito, mas é vazio de nada. É tudo feito das asas acovardadas, sem poder voar ao sol. É como pés que trilham nas  símplices  e retas estradas. É o passar do tempo nessa estação tão fria de folhas secas e estagnadas. Como uma estrela, num cintilar sem brilho,  ou a água que para sem chegar ao rio.... É essa vida desgovernada. E tudo e´ tão estranho e  tão frio, de esfriar o sol! E as folhas  sempre caem temendo a colheita e aí se despencam numa poesia condenada.  É um voo perfeito, de tirar o folego, até na calmaria desleixada. E essa coisa do desespero, de mergulhar de vez! Mas é poema puro de outono, toda essa chuva avermelhada. Aí aparecem todas as razões que nos roubam as doces ilusões, tão queridas e tão sonhadas. E esse vento que teima em nos puxar para a letargia! Parece um sonho, de até sentir medo dessa calmaria repentina, ou subordinada. E ouço a melodia de amor; ou fúnebre? E ouço a voz tão fria de minha timidez atenuada. Tão fugaz é a covardia e o rubor de minha face, ante uma batida tão descompassada. E aí que bebo o vinho, numa noite escura e também tão fria e enamorada. E tudo que devoro é minha lucidez!  É bebida fria, igual aos abraços frios que ganhei e todos os sentidos do “talvez”.     By betonicou

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Sensibilidade © Copyright


Paz! Sempre quero mais! Nesse novo passo que se deu na criação, são sol, lua  e estrelas que refletem nesse céu de todos nós!  São as nuvens que se desaguam em forte turbilhão. Paciência e sorrisos que voam leves são poesias de balão. Sentimentos? Sempre verdadeiros! Sonhos? São repletos! Todos os com os nossos ideais! Terra santa? São onde as asas pedem um espaço para pousar. Passarinhos dividindo todo o ar da emoção. É a paz, que sempre acena as asas brancas da mansidão. E qualquer coisa que nesse ar cheira, é aroma que faz sonhar. São as coisas pequeninas, os grandes jeitos de falar! São grandes esses gestos, e são espaços da imensidão .... Um cometa, ou um pássaro indo, ou asas de avião. Sempre voa sonhadora a alma e as vezes, quer mesmo e´ a sensação de levitar .... Canta a canção de paz da consciência! Canta em coro, tudo que se tem de amar. Canta aquele pássaro revoando, até o ninho de repousar, onde aguarda os gorjeios de infância e ainda, há um canto reservado, para descansar de revoar. Voa a alma, nos espaços das visões    comoventes! Voeja em pensamentos, onde divaga nesse ar. Descansa naquele ninho, onde a vida e’ segura... naquele pequenino espaço de descansar. Há! — Eu quero sempre mais das ideias conscientes.... Quero o lugar, onde a alma e o coração possam juntos, até brincar de sonhar.  Quero a paz proclamada, dos pequeninos cantos inocentes. Quero as asas pequeninas que rasgam os ventos das delicadas brisas, desse leve e sensível   ar. A semente da paciência plantada, nas secas e áridas faces dos descontentes.... Pois o que queremos mesmo, e ´de olhos abertos sonhar de brincar de voar.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Fragilidade © Copyright

Abra os olhos e atente, para as coisas tão delicadas. O sol se desponta e ao redor, as nuvens dançam nas manhãs, tão de repente. Feche os olhos e sinta as brisas na pele áspera ou aveludada. Atente para as razões e as canções que falam tudo, onde o coração, pode ser indiferente …Tudo e´ lindo! Todos os dias são pedaços da vida. Seja sol, ou nuvens no derramar de todas as águas. A vida, é sobre o amor e não sobre os medos da gente. Veja o beija flor, ao lidar com as pétalas tão delicadas! Assim e´ todo amor...são canções, ou dilúvios. São o diz tudo, ou diz nada. São explosões, ou suaves vozes caladas.... Preste toda atenção e veja com seus olhos, o pássaro que sorve da flor tão gentilmente, e a folha que cai e traz a poesia frágil e inocente. Às vezes, eu também reconheço que fecho os olhos por medo e faço das cenas lindas, as paisagens   tão desprezadas.... E as vezes, não escuto canções, por medo de sentir tudo, ou não sentir todo apreço das palavras. E tudo, tem a ver, de como vemos tão desigual.... Sorrisos? Às vezes acalma a dor, mas não cura o medo das promessas...às vezes, a saudade se instala e vira ponte, para as ilusões sonhadas na realidade..., mas uma palavra amor cura a morte, das esquecidas emoções adormecidas, e do barulho das noites mal dormidas e dos despertados dias, tão mal divagados.
By betonicou

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Delirante © Copyright

São esses horizontes que me levam para aquela estrada. Levam tudo dessa fonte de  onde jorram as minhas águas. Vertem flores de lembranças, mas tudo são pétalas na ventania. Caem as folhas no seu tempo, mas nesse tempo, também gelam tudo, pois a lua, no alto de amor se esfria. São as fases desse meu mundo que me levam para minha morada. É a sorte tão escondida, que quando se acha, e´ sorte tão desprezada. Porém, é tudo cena de um pesadelo, e os sonhos claros vem no presente trazendo paz na caminhada. Na verdade, a luz me abraça em cores vibrantes, ou numa só, tão claramente esbranquiçada. É a eterna loucura de “Cervantes,” onde o moinho rodava as ilusões tão desfrutadas e, o terno cavaleiro brilhante, em seu esquálido perseguindo as quimeras nas delirantes noites caladas. Hoje dormi um sono de sonhar tão diferente e nas minhas noites escuras, até a lua sorri largo e gentilmente. Adormeci no jardim ao ar livre, com todas as músicas silvestres, tão bem orquestradas. Sonhei tão alto, num voo dos anjos amantes; e voei rasteiro e ligeiro nas minhas sensações, às vezes tão ilusórias e divagantes. — Ah, coração! Esse meu peito, todo descompassado declama as poesias tão apertadas e instaladas. Quem me dera um coração maior que meus amores e não apertar tanto o que a alma instala de emoções tão grandemente Alargadas. Se é paixão, que se derrame e se perca nas enxurradas; se é ternura, que seja um mar, de águas claras e turmalinas.   Se é amor, que seja claro, feito o dia:  feito da clareza das águas doces e das minhas diáfanas  e vertentes retinas
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sábado, 8 de outubro de 2016

Prosa caipira © Copyright


Uai moço vem pra dentro que vai chover. Na varanda vê o riacho que vai correr! De seu rosto, a alegria da criação. Dos olhos molhados, do cheiro de pão, do barulho rasgado lá do ribeirão. Nada e’ sina. Até a alegria que abre suas cortinas... Na natureza tudo se renova,  até as brigas de amor e o laranja das tangerinas. Veja aceso o céu por detrás das nuvens, e de toda cerração! Nas bandas de lá, é a ligação que faz brotar pra fora a semente na sequidão. Olha moço, a vida chove, e nos convida para ver. Do céu despontam pingos de água, porém são as vezes, os pingos dos olhos que fazem florescer. E o remanso de calmaria, depois do desaguar da aflição? Uai moço veja  as coisas de lá!  Lá, talvez não chova não. Pode até ser que chova dos olhos, e assim encher desse lado o seu coração. A lua míngua e não está cheia, porém mesmo assim chama para cantar. Pegue a viola e a garganta, e vai pra fora farrear! Veja moço o alvoroço, tudo espera acontecer... São as morenas, loiras, ou vermelhas. Aquelas flores, que sua chuva fez amanhecer! E lá na esquina tem as trilhas para cada céu...Tem a branca dos cabelos dourados, tem a cabocla com beijo de mel, e a chuva que desce como véu! Tem a ruiva linda das curvas molhadas, e a negra do sorriso de cor, do mais branco papel.



 By betonicou