É a voz do desconforto, quando
vento balbucia o que não quer gritar. Os meus ares são anfíbios, pois são
chuvas e respirar! Mas e’ a paz que é o meu consolo, e a minha fortaleza, são
de sonhos, e não de ferro, ou de tijolo. São os medos que resisto naquele parque de
brincar. São as ondas de palpites que me naufragam nesse mar. E o que ninguém
sabe, ninguém destrói com desconsolo... Quando todos sabem, às vezes ninguém sabe, ou
entende, quando a alma pede colo. Ai, é a febre que respira, e’ a onda dos
altos e baixos de amar! E’ aquele beijo que não existe, ou ainda persiste naquele ato de divagar. Sou o homem que calado sonha. Sou a pessoa que perdoa, no silêncio dos ares, na rua, e na trama, ou onde silente meu coração inflama, e ainda a alma declama.
By betonicou
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