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curvas, retas e esquinas

domingo, 7 de agosto de 2016

órbita © Copyright

Corre um estranho rumo ao infinito.  Corre feito louco,
E da garganta  solta um grito.  Todas as manhãs passeia
Pelos caminhos, por onde a noite se prepara pra chegar 
Todas as tardes, se enfeita para a sala de estar, e a lua,
Se alinha minguante, e toda cheia reina, como num altar.
Um uivo distante ecoa aqui no finito, onde o lobo grita aflito.
A calça justa não suporta, todo aquele gritar tão esquisito, e
Os ecos estranhos repetem, "o que é", mais ou menos um grito...
Todas as coisas, e outras mais caminham juntas, e as estrelas
Apontam um lugar, entre outros astrais.  Nas costas de um cometa
Passeia todo bendito, o estranho que voa por rotas, não tanto usuais...
Há um canto de luz e uma paz, onde quer chegar.  Tem um canto
Escuro, e é aquela sala, onde não pode estar. Tem um grito
Estranho de pessoas, e uma dança, que briga para conter todo
Aquele forasteiro aflito. Há um espelho de lua, na paz que reflete,
E contém o   grito.  Todas as coisas e as cores são os  tantos iguais...
Todas as cores das coisas ao estranho são todas vitais.  Todos os
Vitais são sonhos, por onde voam, os cometas transcendentais.
By betonicou

sexta-feira, 29 de julho de 2016

silêncio memorial © Copyright


Eu penso na menina de tranças, com suas flores feito sardas pálidas. Penso solto e as lembranças vagueiam nas nuvens, feito emoções sempre cálidas. Vejo de minhas janelas, os acenos das saudades gasosas. Apego-me nas brisas que se foram e minhas narinas, ainda sentem o perfume das flores cheirosas. Eu penso nos calafrios na pele, mas não são do frio das palavras dos sentimentos gélidos... Eu sinto tantos arrepios, nas lembradas pegadas nuas e singelas... porém, não fora de decoros válidos. Eu penso na moça, sempre lembrada no andar das rotas de minhas vias não alteradas. Eu me vejo reescrevendo, com as linhas dos olhares nas curvas que as vezes, por mim passam, tão lindas e delicadas. As flores violetas enfeitam de roxo, o morto de minhas cenas passadas. Lá estão as flores brancas acenando ao vento, a todo tempo, em um adeus à saudade, até então estacionada...  Essas, são ruas presas aos delírios que divagam, em minhas vãs e pesadas passadas.... Meus pensamentos se turvam e de minha boca saem as palavras sem som, de minhas ansiedades caladas.  É o silencio, o grito ecoado das minhas internas vozes   refugiadas .... São das minhas retinas,  as paisagens da moça decorosa. São dos meus olhares, a vista da saudade escondida e silenciosa. 
By betonicou

terça-feira, 7 de junho de 2016

Adeus, adeus !© Copyright




Toquei os sinos e calei os gemidos. Troquei o sol pela lua em tom de desabafo. Nessa noite, os meus grilos cantam comigo. Tirei as lâmpadas, pois no escuro encontro sentido. As asas invadem o espaço de meus olhos, mas meu sorriso, ainda pede um abraço, no voar do acaso dos meus abandonos... Troquei os zumbidos, e os risos tomaram todos os espaços... A minha alma tem sede do meu sacrifício. Meu coração desenha os meus caminhos tortos.  Minha razão, sempre grita em desabafos. Os ventos abriram suas asas negras para longe do meu cio...sufoquei a garganta com as notas sacrificadas de sustenidos sem sentidos...Quebrei as lembranças e juntei todos os cacos para montar o vitral com as cores, de quem sempre foi belo Comigo. Os ventos sopraram o que havia se  estragado para enterro, e o que importa para a alma, senão a paz do sossego? Os meus espelhos refletem, a realidade dos meus reflexos, porém meus vidros opacos, são pintados, por quem me imaginam...meu coração e´ o mundo dos meus faz de contas; às vezes sem sentidos.  Minha alma busca o compasso e novos ritmos. Troquei as lembranças pelos novos, e gentis versos. A minha alma tem sede, e a razão pede que me desvie dos caminhos tortos. Agora, o que resta senão viver no abraço, do meu próprio juízo? Meus grilos são acasos que voam, mas apontam agora os caminhos certos. Toquei o sino do desabafo, e tranquei os gemidos. A minha Carne, e´ o caminho fraco para tudo que é fácil, porém o vento que soprava sopra agora, os meus próprios moinhos
... 


By betonicou

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Amor calado © Copyright


Tanto vento e você lá fora, para o destino levar, seja para onde for.
Esse vento vai passar! Aliás, tudo já se foi. Percebi, que passou tudo...
Tenha zelo  lá fora!  As estrelas estão caindo e outro sol pode escurecer...
Minhas razões são "eus" aprimorados. Voar agora, somente no sagrado, ou
Nas asas de um beija flor. Não vi enegrecer, nem o inverno que chegou. Não vi
Quando a inocência se desfez e nem vi, quando o meu eco se fez mudo...
Nem as razões dos meus versos puderem fazer, a chuva passar... e quando  
As estrelas caíram eu guardei o sol, para aquecer o seu mundo.
Nem toda a simpatia compraram, as notas certas, pra poder cantar.
Tudo que morre é plantado.... São sementes de cuidados, para germinar uma
Outra flor. Um novo sol se tudo escurecer, um outro dia, para poder chegar.
Uma nova poesia para escrever e uma nova luz, para poder brilhar.
Um outro jardim para os meus versos, que são notas, para poder cantar.
Um novo chão para caminhar e um novo som, para aqueles ecos, que se fizeram
Mudos. Tantas lembranças, são cuidados, que a alma guarda, para poder lembrar.
E tudo é viver sem recados, enquanto minha voz desnuda, os meus versos, para
Poder falar. Vejo o tempo que se cumpriu e a espera que perdoou... Vejo o mundo  
Que caiu e o mundo, que se levantou. Tudo se calou e deixou de chorar, todo   
Aquele luto, que se  fez mudo...
By betonicou

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Eufonia © Copyright

Vou renegar as amarguras, e desfazer-me dessas coisas que me
 Dão dores e calafrios ... De Todos os sorrisos forçados, e reter os  
 Graciosos de meninos. Vou recortar todos os versos lindos, e enfeitar
 Minhas paredes, não de bemóis, mas de sustenidos... levantar meu
Espirito em pura ternura, e da alma fazer um barco, que navegue por
Mares de brandura ... quero refazer meus caminhos, estes que o coração
Teimou em desviar-se, e ondular-se ...vou recolher todas as águas não
Calmas, mas banhar-me, todas as vezes que cada olho necessitasse ...
E tornar   brisas, todos os instantes... antes que qualquer febre me
Queimasse ... verter a calma das fontes tranquilas, e o rumo certo
Que do novo nasce. Ver o certo que não pensamos, pensar o pouco
 De bom que precisasse ... fazer a diferença, mesmo que no pouco que
Bastasse ...quero guardar meus segredos, da saudade ressentida...  
Sorrir e sepultar as dores, numa alegria incontida ...lembrar o que é belo,
E a certeza de celebrar de novo ...rever a parte perdida, no meio do
 Palheiro que é esse povo. E entregar-me todo, aos   meus versos, e soprar
Como brisa em cada rosto. Cantar a canção singela, o tom alegre, que
 Será tanto!  Ao crescer, todo renovo...não renegar minhas estrelas....
Essas, que avistam e avisam o mau caminho. Temperar meu sol com
Brisas e o cuidado de um ninho...  Crescer de novo, todo este brilho; agora
Pequeninho. Não renegar a esperança, a de renascer e crescer a cada dia.  
Colher os Frutos, e as flores da amplitude!  Querer sempre o singelo, e a   
 Harmonia da eufonia.
By betonicou

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Alma © Copyright

E a chegada da noite, é o certo da minha história. Sem palavras
Para contar, mas o coração, tem  todo o seu jeito de falar! São as
Tristezas que fizeram o seu cerco, São as alegrias que não
Deixaram um travesseiro, onde eu possa dormir. Meu peito
Todo acelera, e ainda não chegou a hora de partir. Eu sorvi
 veneno , junto  à minha taça de felicidades .... Naquela noite tão
Explosiva, o escuro trouxe minhas saudades. Os fogos não deflagraram
Como estrelas cadentes no céu, e meu corpo , todo em pedra pesava...
E minha alma, toda chorosa lembrava; Cada um tinha seu jeito de
Sentir. Mas esse, e’ o meu jeito de dizer que fui, e nunca ter querido ir.
A minha alma tem saudade, daquela parte que o vento levou, e meu
Coração se apavora com o tempo molhado. E são essas águas mornas
Que meu corpo verteu, e se alagou. E nesse tempo de eterna noite que
Tanto amedronta, eu me assusto! Não tenho as marquises para esconder
A miséria emotiva que tanto sinto. Se há tempo para tudo nessa vida...
Então chegou a minha hora de ir! Porém, o coração nunca quer ter que
Partir. E esse dia de noite, foi que as sombras tentaram esconder, para
 Não sentir e ver ... Que de   minhas cores preferidas, não dava para esquecer.
Numa névoa esconderam os tons verde e azul. E agora de olhos baixos,
 Só vejo o Sul ... E isso tudo amedronta! Pois de forte, apenas a minha casca
 Apavora ...A minha alma tem sede, de colocar o   sereno, e frágil para fora. ...
 Meu coração, se renega, e todo apático, meu corpo se fez. Não há palavras
 Que consolem meu ser, que é o todo sério, e calado da vez... ...E por dentro
 A alma se contorce...  Pois não e ‘essa a essência de perfume , que trago
 Dentro   de mim...e as portas antes fechadas querem-se abrir; todas assim!
E nessa noite escura, que de tanto cego me desfez ... qual e’ o remédio
 De flora? Flores dos celestes jardins ?  Sempre orquídeas, toda vez.
By betonicou

sábado, 9 de janeiro de 2016

transparência © Copyright

Hoje ouvi uma voz me chamando de dentro; sai correndo.
Eu  me refiz e voltei todo sóbrio sorrindo, para o meu centro.
O meu eu trouxe minha lembrança e descobri bem ali  por
dentro a minha esperança . Eu hoje prendi,  toda a minha
saudade, e peguei os brinquedos, de quando eu era criança.
Eram os piões  que rodavam pela força dos fracos e singelos
cordões. Era a ciranda ,que rodopiava, e fazia brotar sorrisos
da força dos meus frágeis tendões . Eu hoje,  me desfiz do meu
desassossego, e descartei os meus segredos na estrada dos
ventos. E venho um brilho de vida para dentro de minhas janelas...
 Meus olhos se abriram para viver os minutos,  bem atentos.
Eu acordei num berço embalado pelas brisas, e procurei um
sonho meio sonolento... E divagava devagar, para não pesar
as asas suaves do meu pensamento. Eu colhi buquê de flores,
para os túmulos  de minhas lembranças. Eu acordei nas águas
doces da minha inocência crua,  dos tempos de infância. Mas
ouvi com saudades as canções solitárias, e  externas do meu
mundo ...E revivi  todo o passado,  alegre ou triste, mesmo que  
por um breve segundo. Eu mergulhei bem profundo, para ver se
achava as águas do nosso lençol. Aquelas águas que irrigavam
cada um, com seu coração dourado de girassol. Porém encontrei  
uma Fonte,  de liquido lacrimal. águas cinzas que refletiam a  lua fria, 
dos nossos quase apagados corpos banhados em formol ... Eu
despertei-me por dentro! Eu acordei bem  nesse triste momento!
Minha criança acenou e me puxou-me de volta, ao meu epicentro...
No meu verdadeiro espaço puxou-me, adentro . Eu hoje busquei
os acenos e os sinais da minha antiga, e esquecida inocência. Eu
hoje busquei os reflexos presos, nos opacos da minha desmerecida,
e refletida transparência ... By betonicou