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curvas, retas e esquinas

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Eufonia © Copyright

Vou renegar as amarguras, e desfazer-me dessas coisas que me
 Dão dores e calafrios ... De Todos os sorrisos forçados, e reter os  
 Graciosos de meninos. Vou recortar todos os versos lindos, e enfeitar
 Minhas paredes, não de bemóis, mas de sustenidos... levantar meu
Espirito em pura ternura, e da alma fazer um barco, que navegue por
Mares de brandura ... quero refazer meus caminhos, estes que o coração
Teimou em desviar-se, e ondular-se ...vou recolher todas as águas não
Calmas, mas banhar-me, todas as vezes que cada olho necessitasse ...
E tornar   brisas, todos os instantes... antes que qualquer febre me
Queimasse ... verter a calma das fontes tranquilas, e o rumo certo
Que do novo nasce. Ver o certo que não pensamos, pensar o pouco
 De bom que precisasse ... fazer a diferença, mesmo que no pouco que
Bastasse ...quero guardar meus segredos, da saudade ressentida...  
Sorrir e sepultar as dores, numa alegria incontida ...lembrar o que é belo,
E a certeza de celebrar de novo ...rever a parte perdida, no meio do
 Palheiro que é esse povo. E entregar-me todo, aos   meus versos, e soprar
Como brisa em cada rosto. Cantar a canção singela, o tom alegre, que
 Será tanto!  Ao crescer, todo renovo...não renegar minhas estrelas....
Essas, que avistam e avisam o mau caminho. Temperar meu sol com
Brisas e o cuidado de um ninho...  Crescer de novo, todo este brilho; agora
Pequeninho. Não renegar a esperança, a de renascer e crescer a cada dia.  
Colher os Frutos, e as flores da amplitude!  Querer sempre o singelo, e a   
 Harmonia da eufonia.
By betonicou

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Alma © Copyright

E a chegada da noite, é o certo da minha história. Sem palavras
Para contar, mas o coração, tem  todo o seu jeito de falar! São as
Tristezas que fizeram o seu cerco, São as alegrias que não
Deixaram um travesseiro, onde eu possa dormir. Meu peito
Todo acelera, e ainda não chegou a hora de partir. Eu sorvi
 veneno , junto  à minha taça de felicidades .... Naquela noite tão
Explosiva, o escuro trouxe minhas saudades. Os fogos não deflagraram
Como estrelas cadentes no céu, e meu corpo , todo em pedra pesava...
E minha alma, toda chorosa lembrava; Cada um tinha seu jeito de
Sentir. Mas esse, e’ o meu jeito de dizer que fui, e nunca ter querido ir.
A minha alma tem saudade, daquela parte que o vento levou, e meu
Coração se apavora com o tempo molhado. E são essas águas mornas
Que meu corpo verteu, e se alagou. E nesse tempo de eterna noite que
Tanto amedronta, eu me assusto! Não tenho as marquises para esconder
A miséria emotiva que tanto sinto. Se há tempo para tudo nessa vida...
Então chegou a minha hora de ir! Porém, o coração nunca quer ter que
Partir. E esse dia de noite, foi que as sombras tentaram esconder, para
 Não sentir e ver ... Que de   minhas cores preferidas, não dava para esquecer.
Numa névoa esconderam os tons verde e azul. E agora de olhos baixos,
 Só vejo o Sul ... E isso tudo amedronta! Pois de forte, apenas a minha casca
 Apavora ...A minha alma tem sede, de colocar o   sereno, e frágil para fora. ...
 Meu coração, se renega, e todo apático, meu corpo se fez. Não há palavras
 Que consolem meu ser, que é o todo sério, e calado da vez... ...E por dentro
 A alma se contorce...  Pois não e ‘essa a essência de perfume , que trago
 Dentro   de mim...e as portas antes fechadas querem-se abrir; todas assim!
E nessa noite escura, que de tanto cego me desfez ... qual e’ o remédio
 De flora? Flores dos celestes jardins ?  Sempre orquídeas, toda vez.
By betonicou

sábado, 9 de janeiro de 2016

transparência © Copyright

Hoje ouvi uma voz me chamando de dentro; sai correndo.
Eu  me refiz e voltei todo sóbrio sorrindo, para o meu centro.
O meu eu trouxe minha lembrança e descobri bem ali  por
dentro a minha esperança . Eu hoje prendi,  toda a minha
saudade, e peguei os brinquedos, de quando eu era criança.
Eram os piões  que rodavam pela força dos fracos e singelos
cordões. Era a ciranda ,que rodopiava, e fazia brotar sorrisos
da força dos meus frágeis tendões . Eu hoje,  me desfiz do meu
desassossego, e descartei os meus segredos na estrada dos
ventos. E venho um brilho de vida para dentro de minhas janelas...
 Meus olhos se abriram para viver os minutos,  bem atentos.
Eu acordei num berço embalado pelas brisas, e procurei um
sonho meio sonolento... E divagava devagar, para não pesar
as asas suaves do meu pensamento. Eu colhi buquê de flores,
para os túmulos  de minhas lembranças. Eu acordei nas águas
doces da minha inocência crua,  dos tempos de infância. Mas
ouvi com saudades as canções solitárias, e  externas do meu
mundo ...E revivi  todo o passado,  alegre ou triste, mesmo que  
por um breve segundo. Eu mergulhei bem profundo, para ver se
achava as águas do nosso lençol. Aquelas águas que irrigavam
cada um, com seu coração dourado de girassol. Porém encontrei  
uma Fonte,  de liquido lacrimal. águas cinzas que refletiam a  lua fria, 
dos nossos quase apagados corpos banhados em formol ... Eu
despertei-me por dentro! Eu acordei bem  nesse triste momento!
Minha criança acenou e me puxou-me de volta, ao meu epicentro...
No meu verdadeiro espaço puxou-me, adentro . Eu hoje busquei
os acenos e os sinais da minha antiga, e esquecida inocência. Eu
hoje busquei os reflexos presos, nos opacos da minha desmerecida,
e refletida transparência ... By betonicou

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Despedida © Copyright



Ouço tua voz, este teu som rouco e sedutor. Vejo este teu jeito cético de fazer amor. Esta tua boca tem perfume, te beijar era meu costume, mas em teu jardim um pouco árido não pude repousar. Faz da vida o que bem quer, e    outro ama, e faz o pouco que puder. Revirando a mesa traz à tona a tristeza. Faz da minha voz interior uma incerteza. Ouço a canção da despedida, e toda a lucides fora diluída.  Esta paixão é a mais sofrida, porém o amor cura aquela dor tão ressentida, e o desejo tolo se calou.

Vejo o teu corpo andar pela minha rua, e não sinto a essência; talvez, disso esteja nua. Esta tua boca perdeu o perfume de vez, e pode até ser coisa de ciúme, e eu não quero mais gostar. Da tua boca perdi o costume, mas sempre o coração não sabe como se   aquietar.  Fez bater forte para eu dançar de novo. Os teus olhos, e’ o que procuro, para ver se há céu para poder sonhar. Esta ilusão toda vergonhosa, sofrida e desmerecida faz querer retornar para a vida, antes sossegada e tão divertida; bem antes da boca mais linda e sedutora, que o meu beijo jamais beijou.
by betonicou
arte:batik pictures abstraction
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       

domingo, 15 de novembro de 2015

Nau do embriagado © Copyright

Quero navegar por este corpo, feito uma nau embriagada, e quero
Equilibrar-me por essas ondas, feito causa quase naufragada. Quero
 Levantar minhas velas, para ver se navego mais perto. Quero pegar um
Vento forte , ate chegar a tuas praias de surpresa; todo descoberto. Quero
Ver a tua roupa no varal, toda pendurada; quero te ver miragem... E ao
 Ver você toda nua, feita ondas embriagantes... Quero criar coragem. Agora
  Bateu forte o desespero, nesta vontade de total destempero.  E cá estou,
Nessa minha nau quase naufragada, neste teu tolo exagero... Quero mesmo,
É aportar de novo, fazer um chamego doce, com toda a minha malandragem.
Quero beijar tua boca, sem o acido dos beijos loucos; que e’ pra fazer triagem...
Quero o veneno dos teus cabelos, que entorpecem os meus sentidos, de desespero...
Quero dançar a dança deste teu corpo, ter passos embriagados de tantos exageros,
Quero não se lembrar das causas recentes, de tudo que falamos, ou o que a gente viu...
Ou dos rumores descrentes... E quando a gente percebe alguém já partiu. Partiu para
Um mar dessa vida, sem volta, ou destino de onde parar. O que eu quero mesmo,
E’ brincar de esconde, esconde, mas sempre deixando você me encontrar. E a
Gente vai navegando nas ondas mansas, ou de Tão apavoradas, que nunca a gente
Viu! Mas partimos com o barco todo cheio de tudo, que a gente fez, e sentiu...
E esse mar que me abraça... Fazendo não querer Mais aportar... Mas eu quero
Mesmo, é a vida da terra. Quero tua praia mansa... Para de tudo enfim

 Poder descansar, e brincar...

By betonicou

sábado, 17 de outubro de 2015

Miragens © Copyright


Enganei tudo e enganei nada. Foram tantas armações e são tantas
 Divagações que me perguntei: por que enganar a vida, se a morte
  não se engana?! Enganei meus próprios versos e escrevi o que hoje
esta sendo revisado... Arrependo-me , por não ter ao menos uma vez,
não ter enganado o tudo que se fez nada... Enganei os céus e pedi chuva,
Enganei o sol, pois queria a lua, e enganava a lua querendo o sol. Enganei
o ar, pois queria fumaça para preencher meus pulmões... Enganei quase
tudo e não enganei os caminhos do coração .... Enganei as minhas
estradas, quando escolhi outros caminhos e  escolhi enganar de amar,
a ser enganado de ser amado, não odiar e ser odiado... Enganei o universo,
 pois subi acima do que para mim estava permitido... Nos meus delírios
 voei além dos limites e  enganei a mim! Eu queria ganhar e não perder...
 Porem às vezes,  quando perde engana-se de ganhar e  enganei todos os
 sons, quando emudeci. Enganei as águas, quando nadei contra as correntes.
Enganei a minhas mãos, quando toquei as brasas que queimam e enganei
As lindas janelas, quando escolhi apenas observar o adeus. Enganei
minha própria face, quando deveria sorrir e não chorar a despedida.
Enganei a inocência, quando aprendi a olhar e desejar e  e enganei-me
de inocência, quando venho o desejo e desviei o olhar ...Enganei todos
 os meus medos, quando enganei a mim mesmo e tive coragem...
Enganei o meu peito, quando de amor sofri e bastava apenas suspirar e
respirar leve... Enganei e enganei!  Mas eu queria mesmo, era enganar
meu coração e alimenta-lo da minha razão... Mas enganei a própria
logica de meu raciocínio  e escolhi , a não enganar-me de frieza...
Enganei todos os sentidos,  mas não enganei a minha maneira de enganar
a vida. Sim! Enganei todos os caminhos da desistência. Enganei os versos
Vazios e enganei-me, quando resolvi enganar-me... Enganei-me escrevendo
Para a vida, um verso torto, nas linhas da imaginação ...
By betonicou

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Satisfação © Copyright

Sorria por favor! Sorria meu eu, tão gentilmente. Sorria uma canção, e cante de novo uma risada. Ria das loucuras, desse eu tão impune e imprudente, e faça do horizonte, uma luz que sinalize toda a reta estrada. Sorria leve, como o voo do beija flor. Sorria macio, como as flores lindas tão visitadas. Sorria uma canção! Sorria uma alegria, mui digna de gargalhadas. Sorria o fechado coração, bem leve. sorria um pulsar tão gentilmente. Sorria um novo horizonte, destes que brilham um sol, e faz brilhar todo o rosto da gente. Derrame-se sobre nós a chuva, uma de pingos de pétalas tão delicadas. A vida é como as flores de lírios, de belezas tão fortes e fragilizadas. Aventure-se nas questões, e que sejam elas, das maneiras amenas, ou as transloucadas. Sorria todos os riscos, pois a vida, às vezes são aventuras tão arriscadas. Sorria com teus olhos todas as cenas pegas, e as que ficaram cristalizadas. Sorria, pois tudo é como o dia que amanhece novo, pleno, originariamente. Sorria a noite tão escura, pois essa, também esconde aquilo que nos é deprimente... Sorria, mas veja com teus olhos, e também escute o que a vida nos ensina dos becos, de modo tão paciente, pois de estreito, já nos bastam as dores das paixões tão aguçadas. Sorria de todas as ocasiões desajustadas, porque nem tudo é para sempre, nem as bandeiras que levantamos para as lutas mal guerreadas. Sorria! A vida pede brilho, e o sorriso manifesta tudo tão levemente. Nem tudo e´ deprimente!  Na vida existe amor, e sempre ocorre lindo, e naturalmente; sem as horas marcadas. A vida pede mesmo e’ um sorriso de amor, para ajustar as ocasiões tão mal fraseadas, e desesperadas.





By betonicou