Divagações que me perguntei:
por que enganar a vida, se a morte
não se engana?! Enganei meus próprios versos e escrevi o que hoje
esta sendo revisado... Arrependo-me , por não ter ao menos uma
vez,
não ter enganado o tudo que se fez nada... Enganei os céus
e pedi chuva,
Enganei o sol, pois queria a lua, e enganava a lua querendo
o sol. Enganei
o ar, pois queria fumaça para preencher meus pulmões... Enganei
quase
tudo e não enganei os caminhos do coração .... Enganei as
minhas
estradas, quando escolhi outros caminhos e escolhi enganar
de amar,
a ser enganado de ser amado, não odiar e ser odiado... Enganei
o universo,
pois subi acima do
que para mim estava permitido... Nos meus delírios
voei além dos
limites e enganei a mim! Eu queria ganhar e não perder...
Porem às vezes, quando
perde engana-se de ganhar e enganei todos os
sons, quando emudeci.
Enganei as águas, quando nadei contra as correntes.
Enganei a minhas mãos, quando toquei as brasas que queimam e enganei
As lindas janelas, quando escolhi apenas observar o adeus. Enganei
minha própria face, quando deveria sorrir e não chorar a
despedida.
Enganei a inocência, quando aprendi a olhar e desejar e e enganei-me
de inocência, quando venho o desejo e desviei o olhar ...Enganei todos
Enganei o meu peito, quando de amor sofri e bastava apenas suspirar e
respirar leve... Enganei e enganei! Mas eu queria mesmo, era enganar
meu coração e alimenta-lo da minha razão... Mas enganei a própria
logica de meu raciocínio e escolhi , a não enganar-me de frieza...
Enganei todos os sentidos, mas não enganei a minha maneira de enganar
a vida. Sim! Enganei todos os caminhos da desistência. Enganei os versos
Vazios e enganei-me, quando resolvi enganar-me... Enganei-me escrevendo
Para a vida, um verso torto, nas linhas da imaginação ...














