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curvas, retas e esquinas

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Satisfação © Copyright

Sorria por favor! Sorria meu eu, tão gentilmente. Sorria uma canção, e cante de novo uma risada. Ria das loucuras, desse eu tão impune e imprudente, e faça do horizonte, uma luz que sinalize toda a reta estrada. Sorria leve, como o voo do beija flor. Sorria macio, como as flores lindas tão visitadas. Sorria uma canção! Sorria uma alegria, mui digna de gargalhadas. Sorria o fechado coração, bem leve. sorria um pulsar tão gentilmente. Sorria um novo horizonte, destes que brilham um sol, e faz brilhar todo o rosto da gente. Derrame-se sobre nós a chuva, uma de pingos de pétalas tão delicadas. A vida é como as flores de lírios, de belezas tão fortes e fragilizadas. Aventure-se nas questões, e que sejam elas, das maneiras amenas, ou as transloucadas. Sorria todos os riscos, pois a vida, às vezes são aventuras tão arriscadas. Sorria com teus olhos todas as cenas pegas, e as que ficaram cristalizadas. Sorria, pois tudo é como o dia que amanhece novo, pleno, originariamente. Sorria a noite tão escura, pois essa, também esconde aquilo que nos é deprimente... Sorria, mas veja com teus olhos, e também escute o que a vida nos ensina dos becos, de modo tão paciente, pois de estreito, já nos bastam as dores das paixões tão aguçadas. Sorria de todas as ocasiões desajustadas, porque nem tudo é para sempre, nem as bandeiras que levantamos para as lutas mal guerreadas. Sorria! A vida pede brilho, e o sorriso manifesta tudo tão levemente. Nem tudo e´ deprimente!  Na vida existe amor, e sempre ocorre lindo, e naturalmente; sem as horas marcadas. A vida pede mesmo e’ um sorriso de amor, para ajustar as ocasiões tão mal fraseadas, e desesperadas.





By betonicou


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Raízes © Copyright



Estamos todos a sós!  E também as matas e os curiós. Somos
Brisas, tão perdidas nos caminhos e o que nos resta, são os traços
Desse desassossego... Há fumaça onde eu moro e não há fogo
Sob o cozido, mas há calor na morada da paz e cada um, num
Canto canta,  o que não esta de  tudo perdido...

Estamos tristonhos de dó, porem o sentimento é um só... estamos
Tão sentidos no desalento.... tiram-nos a paz e roubam-nos, o
 Nosso sustento... Vejam as matas, onde nascem nossos ribeiros.
Somos ribeirinhos, de todas as casas; Filhos dos mesmos canteiros !
Entoamos, os mesmos cânticos de piedade... E a temporada das
Queimadas que matam em nossos quintais abriram-se... Queimam
Sem dó, os nossos celeiros.

É um sonho de dó, esse que acompanha nossos a sós... Feito
 Um sonho desaparecido.... Feito as Marias fumaças que trilhavam
Lindas,  num vagar bem ligeiro. Ainda matam, nossas matas e secam
Nossas lágrimas e encurtam nossas cachoeiras; fazendo do árido,
O triste roteiro... Nossos sentimentos e nossos sonhos são podados
Por inteiro... Somos as flores secas, dos antes lindos campos de girassóis!
E o que nasce e envermelha os nossos olhos, é um choro molhado
Pelo azedo, tosco e negro nevoeiro.

Há uma febre,  e essa não passa.... Há delírios, de esperança nos terreiros!
Pois  ainda temos a certeza que o sofreu canta e gorjeia ; o que todos sofremos...
E os nossos sonhos são verdadeiros ! É essa esperança que nos mata de saudades,
Nessas nossas trincheiras...  E ainda fazem frios, os nossos lenções e queimam
Nossos pendões, por suas próprias e negras bandeiras!  Porem, ainda nasce
 A água clara e doce ribeira. É a consciência que brilha  em todos nós,  no azul
De nossa verdadeira fé estradeira... Pois somos, todos molhados e regados, pela
 Imponente, pura e sagrada natureza brasileira...
By betonicou

sábado, 22 de agosto de 2015

Soneto à minha realidade © Copyright

Vem minha alegria, e pouse nua neste meu ser.
Confesse, todo o meu peito e desnude esse
Meu querer... Revele, quantos beijos eu beijei,
E a quantas travessuras de um amor me entreguei,
E em quantas janelas, te esperando me debrucei.

Veja minha realidade, onde mora uma saudade.
Brinque, diante dos meus olhos que são janelas
Da minha vaidade... Adentre expulsando do
Peito, essa tola verdade... Pois a escura nostalgia,
Apenas nos coloca nos olhos, um tom piedade...

Vem e mostra-me, aquele tão pouco, aquilo que
 De tão louco me fez empobrecer... São as minhas
Lembranças, essas minhas heranças que de tão
 Pecados, só faz entristecer! Faça de mim sua rua,
Porque de alegria, jamais alguém pode sofrer.

Derrame sobre mim este teu cuidado... Pois não
 Querer ser machucado, e’ de bom grado. Faça
 Decoroso esse meu jeito assanhado... Não quero
 Rancor desajustado... Quero mesmo, é remédio
Para as dores de amor!  Eu só quero. um momento
 Que desabroche em viva cor.
By betonicou

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

voos ávidos © Copyright

Eu não sei onde estou!  Eu ainda não me encontrei... Espero que
Eu seja diferente, do jeito que eu mesmo pensei... Pois não sei
Aonde vou, ou se alço voo das ruas apertadas... Pois sou passageiro
Das aventuras, destas vias desesperadas. Nas ladeiras da vida, foi.
Onde me derramei , quase por inteiro.  Das íngremes subidas,
Foi onde me despenquei tão brasileiro! Eu passo pelas ruas escuras,
Procurando diversão... Eu avisto as calçadas, onde repousa dormindo,
Toda essa minha tola razão. E sempre procuro algo desigual, em todas
As avenidas por onde eu passo... Ai eu vejo as “Marias” desfiguradas...
Feito um quadro distorcido de Picasso.  Eu não sei como se desfigurou
Todo esse meu tempo presente...  Eu só sei que pulsa este meu coração,
Intranquilo; quase sempre ordinariamente. Eu não sei pra onde subir!
 Tenho asas de papel machê. Eu só quero voar leve, feito um anjo
Inocente... Eu quero ser o mocinho dos filmes infantis de matinê! E nem
Sei se voou em meus delírios, todo aquele meu sonho ausente... Eu não sei
Mais nada das ilusões... Estou bem aqui, todo prudente! Eu sou assim, todo
  Pulsante; sinto-me tolo, emotivo... Eu sei quase tudo dos meus medos.
Quero um sentido para amar; eu quero um motivo. Os meus olhos veem
Nos céus, todas as nuvens do meu juízo! E minhas partidas são um adeus
De acenos; não meros comedidos. Eu também sou paixão translouca,
Sou paixão às vezes, dos amores desmerecidos... Eu sou todo igual, ou
  Diferente. Sou complexo, ou sou simplesmente... Eu quero que um vento me
Procure, pra subir também bem brasileiro! Eu quero cantar outra vez e sorrir,
Sem choro, e  pousar sem desespero.
 By betonicou

domingo, 19 de julho de 2015

Caminhos © Copyright




São como fios de cabelos que se entrelaçam por caminhos
Escondidos. São como unhas que sempre raspam meus nervos
Sensíveis, aos sons desesperados e estendidos... São todos os meus
Poros abertos, aos gelados açoites do vento. São todas as percepções
Que estes olhos não percebem, e meus dedos tateiam a tempo.
São todos os cheiros percebidos pelas minhas narinas sensíveis, e
Sentidos proibidos... São todos os sons emitidos por minha garganta
Amestrada, por uma língua agitada, pelas formas dos linguajares
Atrevidos... ... São estes meus sentidos que sempre acordam meus
Desejos escondidos... São minhas orações que sempre tomaram
Direções opostas, aos anseios pedidos... Eu arranhei todos s meus
Sons! Eu cantei uma musica desmedida! E eu acertei a tempo, no seu
Compasso de tempo , uma musica que traz todas as lembranças de
Todo o meu eu passado que ficara preso por dentro... E agora surgiu,
Singelo e no oportuno ; Todo  atempo!E percebo fios deste espaço, onde
Pendurados estão todos esses nossos jeitos... Eu percebo um palco,
E nele, somos marionetes de todos os nossos defeitos... Porque se serve
De consolo: “O abandono, e’ a ausência da desesperança”... A solidão, tem
Todo o seu jeito mórbido de buscar com tempo, a tempo, a esperança...
São frios, todos os momentos duros, em que precisamos buscar-nos todo
Aflito... E eu hoje sosseguei todo esse eu, pois mergulhei na consciência,
De que faço parte de todo esse universo usual, ou esquisito... São todos
Os olhares e cheiros, onde marcamos a partida de um novo começo... E
As lembranças às vezes, são apenas retratos em uma sala vazia que
Enfeitam, sem nenhum apreço... Eu hoje refiz os caminhos entrelaçados
 Numa só linha que caminha serena pela alma; segui adentro... Desfiz de
Todos os sentidos que prendiam esse meu eu interno... Trouxe-me todo
De dentro.
By betonicou

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Iguais © Copyright

Tem certa gente que nasce, em berço tão contente.  Tem certa
gente que não sabe onde ficar... Tem gente na varanda vendo o
sol, lá no poente e tem a gente que não sabe onde pousar...
Tem as pessoas que tem o riso tão de repente e tem a gente
 Que tem que rir pra não chorar... Uma esquina, pra escolher o
tão frequente... E muita gente que se perde pra se encontrar.
Tem gente que acena pra quem volta distante... E tem os acenos
que o coração faz apertar... Uma saudade, apenas uma nos consome...
Ai querer, uma canção pra recordar. Tem as pessoas que parecem
ser,  de um mundo tão distante... E sempre tem alguém que nunca
Pertence há nenhum lugar. O sonhador que voa nos pensamentos
Divagantes... E a realidade que sabe, onde o coração descansa e
  onde o peito pode repousar... E vontades, é o que tenho de tão
latente... Uma esperança que águas turvas, não possam ofuscar,
 uma aquarela, de cores lindas e marcantes e  todas as cores do
 mundo e ninguém cinza para apagar. Uma canção que toque
o surdo e esse sorrir pra gente, uma poesia que o mudo declame
e nos ensine o que falar... Uma nova versão, de o eu homem nascer tão
Gentilmente... Ao vir ao mundo sorrir e não chorar. E toda gente saber
que somos,  uma só aquarela deste mundo de cores tão vibrantes!
Somos uma só gente, com a mesma vontade de  viver  e  de sonhar.
By betonicou

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Emoções © Copyright

Coração se disser, nunca digas adeus... Faça então
Uma prosa, uma poesia sem voltas, com versos teus...
Beijos são frutas envenenadas, com gosto de amor... É poesia
 Molhada, pelo resto das chuvas de um devaneio sedutor.
Seja eloquente ou tímido, talvez... Mas não faça nada que 
Desencante a doçura orquestrada, pelos sentimentos da vez...

Mas peço cuidado, nunca faça por mim... Nunca faças 
O vazio ser a minha retirada das paixões mal concebidas;
Não quero assim!  Desconheça qualquer terreno vazio, sem 
Flor, sem pudor... Desconheça as ruas descaradas... Declaradas
De vício e despudor... Seja de amor à fluidez! Sejam emoções
Claras... Espero de ti ao menos a lucidez .

Não, não te esqueças! Nunca chores por mim! Não quero
 Rosas, e nenhuma flor, pois espinho vem junto com 
Cenas de amor. Se virtude ou vicio, foi desde o inicio, que 
Fostes assim... Quero a razão que faz de todos os cuidados,
Versos bem fraseados, de juras sem fim... Que vejam minha nitidez... 
Em disfarçar meus conflitos, na presença de toda fugaz timidez... 

Coração desconheça todas as cenas, todos os gestos vazios. 
 Que desconheçam de mim, os sentimentos vadios... Se ternura 
Ou fases de cio... Que seja de minha razão a ultima palavra...
A afastar-me do delírio... Mas peço, por favor! Que viva talvez...
Mas nem sempre sem pudor... Seja a paixão repousada na razão...
Às vezes, a minha gelidez... Quero pulsar sereno essa vida... 
 E  sempre amar calmo outra vez...

By betonicou                                ilustrações de  Albena vatcheva