Sorria por favor! Sorria meu eu, tão
gentilmente. Sorria uma canção,
e cante de novo uma risada. Ria das loucuras, desse eu tão impune e imprudente,
e faça do horizonte, uma luz que sinalize toda a reta estrada. Sorria leve,
como o voo do beija flor. Sorria macio, como
as flores lindas tão visitadas. Sorria uma canção! Sorria uma alegria, mui
digna de gargalhadas. Sorria o fechado coração, bem leve. sorria um pulsar tão
gentilmente. Sorria um novo horizonte, destes que brilham um sol, e faz brilhar
todo o rosto da gente. Derrame-se sobre nós a chuva, uma de pingos
de pétalas tão delicadas. A vida é como as flores de lírios, de belezas tão
fortes e fragilizadas. Aventure-se nas questões, e que sejam elas, das maneiras
amenas, ou as transloucadas. Sorria todos os riscos, pois a vida, às vezes são aventuras
tão arriscadas. Sorria com teus olhos todas as cenas pegas, e as que ficaram
cristalizadas. Sorria, pois tudo é como o dia que amanhece novo, pleno,
originariamente. Sorria a noite tão escura, pois essa, também esconde aquilo que
nos é deprimente... Sorria, mas veja com teus olhos, e também escute o que a
vida nos ensina dos becos, de modo tão paciente, pois de estreito, já nos
bastam as dores das paixões tão aguçadas. Sorria de todas as ocasiões desajustadas,
porque nem tudo é para sempre, nem as bandeiras que levantamos para as lutas
mal guerreadas. Sorria! A vida pede brilho, e o sorriso manifesta tudo tão
levemente. Nem tudo e´ deprimente! Na
vida existe amor, e sempre ocorre
lindo, e naturalmente; sem as horas marcadas. A vida pede mesmo e’ um
sorriso de amor, para ajustar as ocasiões tão mal fraseadas, e desesperadas.
"Expresso-me, em curvas, retas e esquinas, porque sempre volto onde esqueci algo importante, sempre visualizo o horizonte, e sempre tenho um caminho a escolher. Sigo adiante, dobrando esquinas ou fazendo uma curva, mas sempre visualizando uma linha reta da vida". by betonicou © In the ones of the brightness of its commentary.
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Raízes © Copyright
Estamos todos a sós!
E também as matas e os curiós. Somos
Brisas, tão perdidas nos caminhos e o que nos resta, são os
traços
Desse desassossego... Há fumaça onde eu moro e não há fogo
Sob o cozido, mas há calor na morada da paz e cada um, num
Canto canta, o que não esta de tudo perdido...
Estamos tristonhos de dó, porem o sentimento é um só...
estamos
Tão sentidos no desalento.... tiram-nos a paz e roubam-nos, o
Nosso sustento...
Vejam as matas, onde nascem nossos ribeiros.
Somos ribeirinhos, de todas as casas; Filhos dos mesmos
canteiros !
Entoamos, os mesmos cânticos de piedade... E a temporada das
Queimadas que matam em nossos quintais abriram-se... Queimam
Sem dó, os nossos celeiros.
É um sonho de dó, esse que acompanha nossos a sós... Feito
Um sonho
desaparecido.... Feito as Marias fumaças que trilhavam
Lindas, num vagar bem ligeiro. Ainda matam, nossas matas e
secam
Nossas lágrimas e encurtam nossas cachoeiras; fazendo do
árido,
O triste roteiro... Nossos sentimentos e nossos sonhos são
podados
Por inteiro... Somos as flores secas, dos antes lindos campos
de girassóis!
E o que nasce e envermelha os nossos olhos, é um choro
molhado
Pelo azedo, tosco e negro nevoeiro.
Há uma febre, e essa não passa.... Há delírios, de esperança
nos terreiros!
Pois ainda temos a certeza que o sofreu canta e gorjeia ; o
que todos sofremos...
E os nossos sonhos são verdadeiros ! É essa esperança que
nos mata de saudades,
Nessas nossas trincheiras... E ainda fazem frios, os nossos lenções e queimam
Nossos pendões, por suas próprias e negras bandeiras! Porem, ainda nasce
A água clara e doce
ribeira. É a consciência que brilha em todos nós, no azul
De nossa verdadeira fé estradeira... Pois somos, todos molhados e
regados, pela
sábado, 22 de agosto de 2015
Soneto à minha realidade © Copyright
Vem minha alegria, e pouse nua neste meu ser.
Confesse, todo o meu peito e desnude esse
Meu querer... Revele, quantos beijos eu beijei,
E a quantas travessuras de um amor me entreguei,
E em quantas janelas, te esperando me debrucei.
Veja minha realidade, onde mora uma saudade.
Brinque, diante dos meus olhos que são janelas
Da minha vaidade... Adentre expulsando do
Peito, essa tola verdade... Pois a escura nostalgia,
Apenas nos coloca nos olhos, um tom piedade...
Vem e mostra-me, aquele tão pouco, aquilo que
De tão louco me fez empobrecer...
São as minhas
Lembranças, essas minhas heranças que de tão
Pecados, só faz entristecer!
Faça de mim sua rua,
Porque de alegria, jamais alguém pode sofrer.
Derrame sobre mim este teu cuidado... Pois não
Querer ser machucado,
e’ de bom grado. Faça
Decoroso esse meu
jeito assanhado... Não quero
Rancor desajustado...
Quero mesmo, é remédio
Para as dores de amor! Eu só quero. um momento
Que desabroche em
viva cor.
By betonicou
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
voos ávidos © Copyright
Eu seja diferente, do jeito que eu mesmo pensei... Pois não
sei
Aonde vou, ou se alço voo das ruas apertadas... Pois sou passageiro
Das aventuras, destas vias desesperadas. Nas ladeiras da
vida, foi.
Onde me derramei , quase por inteiro. Das íngremes subidas,
Foi onde me despenquei tão brasileiro! Eu passo pelas ruas
escuras,
Procurando diversão... Eu avisto as calçadas, onde repousa
dormindo,
Toda essa minha tola razão. E sempre procuro algo desigual, em
todas
As avenidas por onde eu passo... Ai eu vejo as “Marias” desfiguradas...
Feito um quadro distorcido de Picasso. Eu não sei como se desfigurou
Todo esse meu tempo presente... Eu só sei que pulsa este meu coração,
Intranquilo; quase sempre ordinariamente. Eu não sei pra
onde subir!
Tenho asas de papel machê.
Eu só quero voar leve, feito um anjo
Inocente... Eu quero ser o mocinho dos filmes infantis de matinê!
E nem
Sei se voou em meus delírios, todo aquele meu sonho
ausente... Eu não sei
Mais nada das ilusões... Estou bem aqui, todo prudente! Eu
sou assim, todo
Pulsante; sinto-me
tolo, emotivo... Eu sei quase tudo dos meus medos.
Quero um sentido para amar; eu quero um motivo. Os meus
olhos veem
Nos céus, todas as nuvens do meu juízo! E minhas partidas
são um adeus
De acenos; não meros comedidos. Eu também sou paixão
translouca,
Sou paixão às vezes, dos amores desmerecidos... Eu sou todo
igual, ou
Diferente. Sou complexo, ou sou simplesmente... Eu quero que um vento me
Procure, pra subir também bem brasileiro! Eu quero cantar
outra vez e sorrir,
domingo, 19 de julho de 2015
Caminhos © Copyright
São como fios de cabelos que se entrelaçam por caminhos
Escondidos. São como unhas que sempre raspam meus nervos
Sensíveis, aos sons desesperados e estendidos... São todos
os meus
Poros abertos, aos gelados açoites do vento. São todas as percepções
Que estes olhos não percebem, e meus dedos tateiam a tempo.
São todos os cheiros percebidos pelas minhas narinas
sensíveis, e
Sentidos proibidos... São todos os sons emitidos por minha garganta
Amestrada, por uma língua agitada, pelas formas dos linguajares
Atrevidos... ... São estes meus sentidos que sempre acordam
meus
Desejos escondidos... São minhas orações que sempre tomaram
Direções opostas, aos anseios pedidos... Eu arranhei todos s
meus
Sons! Eu cantei uma musica desmedida! E eu acertei a tempo, no
seu
Compasso de tempo , uma musica que traz todas as
lembranças de
Todo o meu eu passado que ficara preso por dentro... E
agora surgiu,
Singelo e no oportuno ; Todo atempo!E percebo fios deste espaço,
onde
Pendurados estão todos esses nossos jeitos... Eu percebo um
palco,
E nele, somos marionetes de todos os nossos defeitos... Porque
se serve
De consolo: “O abandono, e’ a ausência da desesperança”... A
solidão, tem
Todo o seu jeito mórbido de buscar com tempo, a tempo, a
esperança...
São frios, todos os momentos duros, em que precisamos buscar-nos todo
Aflito... E eu hoje sosseguei todo esse eu, pois mergulhei
na consciência,
De que faço parte de todo esse universo usual, ou esquisito...
São todos
Os olhares e cheiros, onde marcamos a partida de um novo
começo... E
As lembranças às vezes, são apenas retratos em uma sala vazia que
Enfeitam, sem nenhum apreço... Eu hoje refiz os caminhos
entrelaçados
Numa só linha que
caminha serena pela alma; segui adentro... Desfiz de
Todos os sentidos que prendiam esse meu eu interno...
Trouxe-me todo
De dentro.
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Iguais © Copyright
gente que não sabe onde ficar... Tem gente na varanda vendo
o
sol, lá no poente e tem a gente que não sabe onde pousar...
Tem as pessoas que tem o riso tão de repente e tem a gente
Que tem que rir pra
não chorar... Uma esquina, pra escolher o
tão frequente... E muita gente que se perde pra se
encontrar.
Tem gente que acena pra quem volta distante... E tem os
acenos
que o coração faz apertar... Uma saudade, apenas uma nos
consome...
Ai querer, uma canção pra recordar. Tem as pessoas que
parecem
ser, de um mundo tão distante... E sempre tem alguém que
nunca
Pertence há nenhum lugar. O sonhador que voa nos pensamentos
Divagantes... E a realidade que sabe, onde o coração descansa
e
onde o peito pode
repousar... E vontades, é o que tenho de tão
latente... Uma esperança que águas turvas, não possam
ofuscar,
uma aquarela, de
cores lindas e marcantes e todas as cores do
mundo e ninguém
cinza para apagar. Uma canção que toque
o surdo e esse sorrir pra gente, uma poesia que o mudo
declame
e nos ensine o que falar... Uma nova versão, de o eu homem
nascer tão
Gentilmente... Ao vir ao mundo sorrir e não chorar. E toda
gente saber
que somos, uma só aquarela deste mundo de cores tão
vibrantes!
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Emoções © Copyright
Coração se disser, nunca digas adeus... Faça então
Uma prosa, uma poesia sem voltas, com versos teus...
Beijos são frutas envenenadas, com gosto de amor... É poesia
Molhada, pelo resto das chuvas de um devaneio sedutor.
Seja eloquente ou tímido, talvez... Mas não faça nada que
Desencante a doçura orquestrada, pelos sentimentos da vez...
Mas peço cuidado, nunca faça por mim... Nunca faças
O vazio ser a minha retirada das paixões mal concebidas;
Não quero assim! Desconheça qualquer terreno vazio, sem
Flor, sem pudor... Desconheça as ruas descaradas... Declaradas
De vício e despudor... Seja de amor à fluidez! Sejam emoções
Claras... Espero de ti ao menos a lucidez .
Não, não te esqueças! Nunca chores por mim! Não quero
Rosas, e nenhuma flor, pois espinho vem junto com
Cenas de amor. Se virtude ou vicio, foi desde o inicio, que
Fostes assim... Quero a razão que faz de todos os cuidados,
Versos bem fraseados, de juras sem fim... Que vejam minha nitidez...
Em disfarçar meus conflitos, na presença de toda fugaz timidez...
Coração desconheça todas as cenas, todos os gestos vazios.
Que desconheçam de mim, os sentimentos vadios... Se ternura
Ou fases de cio... Que seja de minha razão a ultima palavra...
A afastar-me do delírio... Mas peço, por favor! Que viva talvez...
Mas nem sempre sem pudor... Seja a paixão repousada na razão...
Às vezes, a minha gelidez... Quero pulsar sereno essa vida...
E sempre amar calmo outra vez...
Uma prosa, uma poesia sem voltas, com versos teus...
Beijos são frutas envenenadas, com gosto de amor... É poesia
Molhada, pelo resto das chuvas de um devaneio sedutor.
Seja eloquente ou tímido, talvez... Mas não faça nada que
Desencante a doçura orquestrada, pelos sentimentos da vez...
Mas peço cuidado, nunca faça por mim... Nunca faças
O vazio ser a minha retirada das paixões mal concebidas;
Não quero assim! Desconheça qualquer terreno vazio, sem
Flor, sem pudor... Desconheça as ruas descaradas... Declaradas
De vício e despudor... Seja de amor à fluidez! Sejam emoções
Claras... Espero de ti ao menos a lucidez .
Não, não te esqueças! Nunca chores por mim! Não quero
Rosas, e nenhuma flor, pois espinho vem junto com
Cenas de amor. Se virtude ou vicio, foi desde o inicio, que
Fostes assim... Quero a razão que faz de todos os cuidados,
Versos bem fraseados, de juras sem fim... Que vejam minha nitidez...
Em disfarçar meus conflitos, na presença de toda fugaz timidez...
Coração desconheça todas as cenas, todos os gestos vazios.
Que desconheçam de mim, os sentimentos vadios... Se ternura
Ou fases de cio... Que seja de minha razão a ultima palavra...
A afastar-me do delírio... Mas peço, por favor! Que viva talvez...
Mas nem sempre sem pudor... Seja a paixão repousada na razão...
Às vezes, a minha gelidez... Quero pulsar sereno essa vida...
E sempre amar calmo outra vez...
By betonicou ilustrações de Albena vatcheva
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