Uma prosa, uma poesia sem voltas, com versos teus...
Beijos são frutas envenenadas, com gosto de amor... É poesia
Molhada, pelo resto das chuvas de um devaneio sedutor.
Seja eloquente ou tímido, talvez... Mas não faça nada que
Desencante a doçura orquestrada, pelos sentimentos da vez...
Mas peço cuidado, nunca faça por mim... Nunca faças
O vazio ser a minha retirada das paixões mal concebidas;
Não quero assim! Desconheça qualquer terreno vazio, sem
Flor, sem pudor... Desconheça as ruas descaradas... Declaradas
De vício e despudor... Seja de amor à fluidez! Sejam emoções
Claras... Espero de ti ao menos a lucidez .
Não, não te esqueças! Nunca chores por mim! Não quero
Rosas, e nenhuma flor, pois espinho vem junto com
Cenas de amor. Se virtude ou vicio, foi desde o inicio, que
Fostes assim... Quero a razão que faz de todos os cuidados,
Versos bem fraseados, de juras sem fim... Que vejam minha nitidez...
Em disfarçar meus conflitos, na presença de toda fugaz timidez...
Coração desconheça todas as cenas, todos os gestos vazios.
Que desconheçam de mim, os sentimentos vadios... Se ternura
Ou fases de cio... Que seja de minha razão a ultima palavra...
A afastar-me do delírio... Mas peço, por favor! Que viva talvez...
Mas nem sempre sem pudor... Seja a paixão repousada na razão...
Às vezes, a minha gelidez... Quero pulsar sereno essa vida...
E sempre amar calmo outra vez...
By betonicou ilustrações de Albena vatcheva














