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curvas, retas e esquinas

terça-feira, 9 de junho de 2015

Cativos © Copyright

De todas as mulheres, tu és sempre mais
fácil,  e  o que faço de mim ?  Faço de mim
vaidade... Faço de mim todo cuidados, para
agradar-te,  sou sempre assim. Faço  de mim
uma rua, onde passeia nua, numa meia luz...
E tu vagueias,  vaidosa, feito flor e ao teu jardim,
audaciosa,   toda conduz...

De todas as mulheres, é a verdade infinita
que toca em mim... É a poesia que sou , minha
musa inspiradora,  embrulhada em lençóis
brancos de cetim. Agradar-te,  é meu refugio
e os meus olhos enchem-se de brilho, com a
Tua luz .E eu vagueio nos teus caminhos de
Amor e teu jardim, todo sedoso induz...

Tu és os meus delírios e todos os meus sentidos
tornam-se  rubros, carmesins. Faz de mim
vergonhoso, e traz à tona o que sou... Meus
segredos de amor dos botequins. Agradar-te, 
é sempre um risco,  mas em meus delírios, és a
minha luz.... E eu aceito teus gestos de amor!   O teu
Jeito agora  solto, é o que tudo seduz...
By betonicou

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Seja simplesmente © Copyright

Quando o amor sair fecha a porta, para não entrar outro querer...
E quando o adeus bater á porta fecha a alma, para não anoitecer...
Mesmo que não seja para sempre, pois o coração sempre suporta...
Fraco ou forte, mas não tem jeito; temos muito que aprender ...
Quando  vazio estiver em seu quarto, abra as janelas; deixe  amanhecer !
Quando amanhecer peça a vida, peça um sol se escurecer... Fraco
Ou forte, de todo jeito ; tudo e' jeito e tempo de sonhar ... Peça
Um som, e abrace a sorte, e e' sempre jeito de sentir, de encantar .
Somos brisas soltas destes ventos , somos folhas soltas para amar .
Quando sair não feche a vida, não se esqueça de você. Faça o tudo, e diga: 
A  minha felicidade eu mesmo faço! Somos a certeza das chuvas, e não                                      Apenas do porque .. Nossas lagrimas ,são águas que retornam a todo 
Instante ...Sempre seja todo o seu jeito, de sorrir ou de chorar...Faça Tudo, 
Todo seu espaço, o seu tempo de sentir, e de levantar ... Somos o que somos... 
Sussurros ou  ou gritos; Somos sempre toda estação... Faça de tudo que
Morre ,uma vida...Faça de você uma canção!  Faça então florescer 
O seu jeito de cantar. A felicidade e’ um encontro, basta você aceitar ...
Hoje e’ tempo, e’ o espaço... Temos tudo de bom pra sorrir, e pra plantar...

By betonicou 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Jardins de pedra © Copyright

Era uma árvore de sombras frescas.  Eram sombras
Descansadas de uma árvore... Era a paisagem, essa
Frondosa filha da natureza. Era uma bandeira verde,
Sobre a montanha branca de mármore. Era uma árvore
De frutos, dessas de pencas rasteiras; banhados por gotas
De orvalho. Era imponente lá na serra; Aquela árvore.
Parecia uma montanha de carvalho. Meu corpo descansa
Debruçado na superfície fria da madeira... Porem, meus olhos já
Não viam mais o motivo da minha saudade. Lá na serra havia
Um ser de madeira, e eu sou seu órfão na minha maturidade...
 Sou órfão das minhas lindas lembranças... Sou órfão de quem
Habitava aquela terra, onde morava o motivo das minhas matutinas
Visões... Sou órfão de tudo que a criança via ; sou filho das recordações.
Aquela serra, era o meu quadro, era o enfeite da minha inocência...
Aquela árvore,  se punha sobre a pedra fria e supria a minha carência.
A minha janela emoldurava aquele quadro a céu aberto e o meu 
Inocente olhar imaginava, o para sempre... que nem sempre e’ certo.
Eu me lembro das ruas singelas, aquele chão de barro vermelho.
Eu me lembro, de todas as flores que cobriam aquela serra por inteiro.
La na serra habitava a nobreza, na forma de uma árvore... Hoje, lá na serra
Habita a insana pobreza dos edifícios sem vida... A frieza mórbida
Do mármore.
By betonicou

terça-feira, 28 de abril de 2015

Abstração © Copyright



Meu sono e meus sonhares, são companheiros dos meus sentidos. Descanso num sono leve, mas ao sonhar, sempre acordo meus gemidos. Quando profundo, os meus sonos, ai vem os pesadelos. Meus sentidos leves tentam emergir, para trazer à tona os meus sonhos singelos; os intensos, são os meus flagelos. Meus vagos momentos de sonhar, são a minha realidade, pouco assistida. São brisas de instantes leves e são estações, sempre atemporais.  E’ uma rápida passagem pela razão; em meu sonho diluída. Meus sonhos são meus segredos. Emergem de minhas sensações.  São os planos de meus mundos, sãos ou insanos, e  são minhas harmonias e confusões.


Meu sonho, e’ descansar profundo com minhas pálpebras pesadas. Não quero divagar sem rumo, com as percepções desajustadas.  Meus sonhos guardam meus segredos, e mostram as minhas tentações. Em minhas visões vejo-me, em desejos loucos ! São minhas febres, ou gélidas emoções. Me pego louco pelos cabelos tentando acordar meu juízo!  Eu quero dormir por inteiro!  Tento atravessar as muralhas. Eu quero o sono simples, sem desespero. Minha cama guarda o meu corpo Inerte, mergulhado em divagações. Meus sonhos, às vezes são devaneios, tipo lisérgicos, de quimeras proporções. Às vezes sonho os meus retratos, e às vezes, minha pele está vazia, sem as cores dos momentos que guardo. E tantas vezes me pego em abraços! Meus sonhos são meus  juízos,  num quadro de palcos abstratos.
by betonicou Arte: nadejda sokolova






 .

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Sobre nós dois © Copyright

Avisa aquela flor, que não nasça com as pétalas erradas!
E avisa ao meu amor, que regue essas emoções ressecadas.
E assuma minhas questões, nessas horas tão desesperadas.
Agora tudo e’ quase dor, porque o amor não mais orvalhou...
Então avisa a todos, que todo este amor, ainda em mim restou...
Estou indo para os portões; aqui e’ o lugar dos descontentes.
Estou indo para as multidões; afim de tudo daqui ficar ausente...
Porque ao meu endereço, todas as paixões vis foram enviadas...
Porque nesse dia reconheço, que as vivi de maneiras desesperadas...

Avisa, que de nós dois eu fui amor... E das paixões, hoje desconheço...
Eu nego quase tudo, porem a cara desse amor eu sempre reconheço...
Porque a vida nos deu um grito, e gemidos de dor foram para nós dois...
Mas a vida também deixou escrita: “Não somos um amor pra depois”.
Então porque estender a dor, se a dor, são todas as razões deprimentes?
Essa e’ a vida sobre nós dois, somos as manhãs, somos sobreviventes!
Avisa a esse amor, que temos a vida, e além dela, há nossa hora marcada.
E que seus beijos curam a paixão do amor, e traz-me leveza, tão destacada.
O que a vida diz sobre esse amor? Somos tudo, de maneira tão diferente...
Somos a poesia na febre das estrelas; Vivemos as diferenças docemente.

Sim! Diga numa canção, que tudo começou nas falas tão descaradas.
Sim! Cante sobre nós dois, pois somos um amor de cenas apuradas.
E tudo  mostra-se aos olhos! Que vejam esse amor ser o meu endereço.
A vida nem sempre fecha os olhos! E  na cara deste amor  me  reconheço...
Escutem a canção, e sempre com os corações abertos, escutem atentos!
Pois tudo e’ sobre nós, os corações amantes, abertos, sem tempos nevoentos.
Pois todo o meu apreço são ideias, de um amor de belezas tão delicadas.
Fecho os olhos!  Vejo a alma deste amor... Nossas loucuras não foram erradas !
Sim!  Tudo e’ sobre nós... Somos céu, lua e sol, e as estrelas não derrubadas.

  By betonicou         ilustrações de Arvind Kolapkar

domingo, 12 de abril de 2015

Porto aéreo © Copyright


As ondas espumam o meu mar; em direção ao farol eu vou indo.
Vou andando sobre as águas; E então vou seguindo Sóbrio...  Estou
Diante do brilho , e vou trilhando, navegando passo a passo, sobre essas
Águas; agora estou sorrindo... E eu bem sei que tudo resplandece, quando as
Dimensões se chocam... E as águas que batizam, são as mesmas que se agitam
Fortes sob meus pés. . As aves gorjeiam seus hinos, e minha alma, como
Pluma  revoa  sobre as águas... Leve para sonhar, solta para um amanhecer, liberta para
Para viver sereno. Eu ouço o cântico dos seres emplumados, o universo sorri,
Para mim. O céu esta azul, e as nuvens emolduram meus concertos... As
Criaturas carregam em seus dorsos, as minhas cargas... e meu castelo flutua
Nesse meu eu desperto... Ah! Eu bem sei, que tudo e’ tão lindo, e as crianças
Voejam diante de olhos agora  abertos... Espíritos leves numa tarde de sombra tranquila...
Nessa praia desaguam minhas lagrimas... Todo o meu mar estava agitado, e eram
Negras as minhas perolas... E essas revestem todo o chão, com os cristais agora
Brancos , e esmigalhados dos meus olhos. E deito-me na pureza calma da poesia
Alva; cantando. Ah!  E’ primavera, e as flores brotam ate no céu azul, e o arco-íris do
Meu sol, e de minhas chuvas, emprestam suas cores, para que os balões com 
Meus sonhos levem, e alcancem o meu porto no Paraíso... E quando meu
Leme quebrar-se, e minhas direções não quererem mais responder à minha frágil
Consciência... Ai me solto aos ventos saltitando, sobre as nuvens, ate alcançar a razão  
Do meu Coração... Ah! Eu quero mesmo e’ flutuar, deixar esses passos pesados que
Trago comigo... Eu quero mesmo e’ uma mão estendida, ate os jardins que flutuam
Acima deste meu céu, de tantos  escondido... Eu quero voar as minhas preces, eu quero
Respirar leve, e quente... Antes ,que tudo caia, esfrie e congele... E acima de todos
Os céus visíveis e invisíveis, eu mesmo poder dizer: A terra e ‘azul!




By betonicou arte de Adilson Farias

sábado, 4 de abril de 2015

Herói tupininquim © Copyright



Nem  sempre fui  herói, e também nunca fui um fora da lei.
Nem sempre era o tal, e  falava sempre o que não sei.
E nem sempre havia uma garota para abraçar, nem um herói
Para admirar, nem um salão para dançar, beber, e fingir de
Ser feliz... Eu sei que não fui o tal... Mas eu Tinha um cavalo de
Jogo de xadrez... Andava pelos lados, bêbado, envergonhado,
Achando que era... Mas sim, talvez... Porem, este era o meu
 Meu alazão; Um pouco esquálido, mas tinha certo charme então...
E sempre me pregava um trote, farreando um galope, de cavalo azarão.

Eu queria ter divertido um rei, com o um bufão para fazê-lo gargalhar.
E era o palhaço então, mas eu também me divertia, com um rei bobão 
Para ver e admirar... Um, dois três, eram os passos de uma dança que
Fazia dó... E tinha Exercito de um homem só, e o seu castelo era um
Barraco pintado com cal e giz... Às vezes, fui o que eu mesmo quis...
 E às vezes, porem, nem sempre fui feliz!

Agora sou heroi  ! Tenho uma donzela para ver e admirar.
Trabalha num salão, e às vezes dança um kan kan, só para farrear.
E eu vagava pelos seus saiões, e sua dança dava um nó nos meus
Botões ... Eu ate dançava, feito um galope desses cavalos malandrões ...
E agora, eu era o tal do mocinho, em uma dessas historias de fora da lei .
Sim! Agora eu era o tal, e fazia as coisas que nem mesmo eu acredito, ou
Acreditei!  Porem eu beijava seus palavrões, eu lhe agarrava em meio às
Turbas das multidões... E eu sempre galopava um trote , para fazê-la
Admirar as proezas dos heroicos fanfarrões.

E nem sempre fui o herói, desses que as novelas teimam, em fazer acreditar...
Às vezes trabalho nos porões sustentando meu palco, para esse não
Desabar. E eu derrubava os charlatões, e adentrava ás suas dimensões...
Eu farreava tanto na sua falsa timidez... Eu amava, e amo tanto a minha
Rainha branca; e não  este nosso amável, porem  deplorável  jogo de xadrez...
By betonicou