Era uma árvore de sombras frescas. Eram sombras
Descansadas de uma árvore... Era a paisagem, essa
Frondosa filha da natureza. Era uma bandeira verde,
Sobre a montanha branca de mármore. Era uma árvore
De frutos, dessas de pencas rasteiras; banhados por gotas
De orvalho. Era imponente lá na serra; Aquela árvore.
Parecia uma montanha de carvalho. Meu corpo descansa
Debruçado na superfície fria da madeira... Porem, meus olhos
já
Não viam mais o motivo da minha saudade. Lá na serra havia
Um ser de madeira, e eu sou seu órfão na minha maturidade...
Sou órfão das minhas
lindas lembranças... Sou órfão de quem
Habitava aquela terra, onde morava o motivo das minhas
matutinas
Visões... Sou órfão de tudo que a criança via ; sou filho das
recordações.
Aquela serra, era o meu quadro, era o enfeite da minha
inocência...
Aquela árvore, se punha sobre a pedra fria e supria a minha carência.
A minha janela emoldurava aquele quadro a céu aberto e o meu
Inocente olhar imaginava, o para sempre... que nem sempre e’
certo.
Eu me lembro das ruas singelas, aquele chão de barro
vermelho.
Eu me lembro, de todas as flores que cobriam aquela serra
por inteiro.
La na serra habitava a nobreza, na forma de uma árvore... Hoje,
lá na serra
Habita a insana pobreza dos edifícios sem vida... A frieza
mórbida
Do mármore.
By betonicou













