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curvas, retas e esquinas

sábado, 4 de abril de 2015

Herói tupininquim © Copyright



Nem  sempre fui  herói, e também nunca fui um fora da lei.
Nem sempre era o tal, e  falava sempre o que não sei.
E nem sempre havia uma garota para abraçar, nem um herói
Para admirar, nem um salão para dançar, beber, e fingir de
Ser feliz... Eu sei que não fui o tal... Mas eu Tinha um cavalo de
Jogo de xadrez... Andava pelos lados, bêbado, envergonhado,
Achando que era... Mas sim, talvez... Porem, este era o meu
 Meu alazão; Um pouco esquálido, mas tinha certo charme então...
E sempre me pregava um trote, farreando um galope, de cavalo azarão.

Eu queria ter divertido um rei, com o um bufão para fazê-lo gargalhar.
E era o palhaço então, mas eu também me divertia, com um rei bobão 
Para ver e admirar... Um, dois três, eram os passos de uma dança que
Fazia dó... E tinha Exercito de um homem só, e o seu castelo era um
Barraco pintado com cal e giz... Às vezes, fui o que eu mesmo quis...
 E às vezes, porem, nem sempre fui feliz!

Agora sou heroi  ! Tenho uma donzela para ver e admirar.
Trabalha num salão, e às vezes dança um kan kan, só para farrear.
E eu vagava pelos seus saiões, e sua dança dava um nó nos meus
Botões ... Eu ate dançava, feito um galope desses cavalos malandrões ...
E agora, eu era o tal do mocinho, em uma dessas historias de fora da lei .
Sim! Agora eu era o tal, e fazia as coisas que nem mesmo eu acredito, ou
Acreditei!  Porem eu beijava seus palavrões, eu lhe agarrava em meio às
Turbas das multidões... E eu sempre galopava um trote , para fazê-la
Admirar as proezas dos heroicos fanfarrões.

E nem sempre fui o herói, desses que as novelas teimam, em fazer acreditar...
Às vezes trabalho nos porões sustentando meu palco, para esse não
Desabar. E eu derrubava os charlatões, e adentrava ás suas dimensões...
Eu farreava tanto na sua falsa timidez... Eu amava, e amo tanto a minha
Rainha branca; e não  este nosso amável, porem  deplorável  jogo de xadrez...
By betonicou

domingo, 22 de março de 2015

Desajeitados e cômicos © Copyright

Brincamos tudo de uma vez só, nesse parque temático. 
Nascemos tudo de uma vez só, nesse nosso parto clássico.
Bebemos agua engarrafada, dessas garrafas de plástico.
Comemos uns caracóis, como se fosse um prato fino, e simpático...
Vivemos nas multidões, como se fossemos o ultimo ser pratico.
Perdemos nossas vontades... E nossas loucuras, ainda são débeis, céticas...
E fazemos da plateia , nossa marionete de braços, e pernas cômicas.
Subimos na plataforma, mas fazemos de tudo, cenas jogadas e lúdicas.
E perdemos toda a vontade de fazer as coisas boas, e irônicas...
Brincamos sempre neste circo, como palhaços de um filme sádico...
E fazemos tudo errado, como o uso de um algum banheiro publico.
E fazemos um carnaval, ao subir nas rampas de um palácio estático...
E escondemo-nos por entre as bandeiras,  fazendo-nos  ser todo pudico.
Sentimos um desespero, ao  doarmos todo o nosso lado romântico...
Choramos um desenterro, querendo amar um morto de frio ártico...
Vivemos uma metamorfose, e somos beijados por um príncipe esquálido.
Atrapalhamo-nos, por ansiarmos os desconcertos de um desejo ávido... 
Subimos na ribanceira para mergulharmos num lago de lixo liquido.
Cantamos uma melodia desafinada; e’ a cena de uma vida romântica!
Quisemos ser o tal, e rabiscamos no quadro, uma formula quântica.
Não soubemos explicar, e preferimos balbuciar, uma reza tântrica...
E sofremos a alucinação, dos cogumelos de uma explosão atômica...
E  atrapalhamos-no , com a timidez, ou numa inverdade astronômica.
E sentimos o desespero, quando fazemos o tudo errado... Ou de tudo fluir...
Tropeçamos a cada passo, quando tentamos o tudo certo... Correr, e fugir...
E tropeçando, ou cambaleando, tentamos das arapucas sair...
E queremos mesmo, e’ viver tudo, sentir tudo, antes mesmo de partir!
By betonicou

quarta-feira, 18 de março de 2015

Passeio astral © Copyright



Estou aqui, a trilhar por este mundo; porem eu quero mesmo,
E’ ver as estrelas, sentir o sol... As névoas densas enevoam meus
Sentidos; mesmo assim, meus olhos vasculham a imensidão dos céus.
Estou voando, e meus pés, apenas querem a leveza flutuante; feitos asas...
Estou vagando por entre os cometas, e seus rastros guiam-me ate
Onde esta o meu infinito... Estou buscando algo que há muito perdi...
Encontrarei o meu eu, meu elo perdido, por entre os mundos deste
Meu sonho azul? E livre estou, e essas corrente já não assustam mais...
Estou em meio as correntes que me impulsionam; e estas sim, deixam-me
Liberto! Estou dançando uma dança celestial... E meus passos leves deixam-se
Levar pelo musicar das trombetas... Estou divagando, e’ esse o efeito
Entorpecente, ao procurar e observar, o infinito interior deste abstrato eu...
O céu azul abre seus braços, para receber em seus seios as minhas asas brancas...
O véu da imensidão  rasga-se, e mergulho no cosmos; porque as estrelas esperam
O meu abraço. Estou de mãos dadas com os anjos, e esses deram cores às
Minhas imaginações... E os sentidos negros afundaram-se num poço profundo... 
Minhas asas divagam por entre os ares, e meus olhos veem além das nuvens
Escuras ... Estou pousado num solo sagrado, e deitado estou num jardim
De flores cintilantes, e corvos brancos voam por entre os ramos de videiras.
E alço voo para o céu extremo, e minhas asas são de pétalas, e o perfume
Delas embriagam os seres alados; e esses despencam do meu ar imaginário...
E o meu mundo tem um sol azul, e seus raios gelados, são a salvação do
Meu deserto árido... E sereno estou, porque o meu eu encontrou-me, por entre
As teias de minhas divagações ... As estrelas caem, e mergulho-me junto, ate
Um mar vivo e escuro... Ai , a vida pede passagem para desabrochar-se, e
 Apegar-se, a um tempo ínfimo... Ate as flores murcharem, morrerem, e
Retornarem ao primário berço do infinito... Nascemos, vivemos, sonhamos, retornamos... Somos eternos!

By betonicou , arte de Lindy Longhurst

domingo, 15 de março de 2015

pluma © Copyright

E tudo pede que ouçamos a linda musica de nossa alma... E fazer
Tudo que ansiamos, com toda e terna calma. E vemos a revolta
Por este mundo, com tanta ciência... os corações clamam, e pedem
Numa só voz, chega de violência! Os ventos gritam nossos ecos, e os
Gemidos estão pelos cantos... As tempestades são esses nossos
Rudes pesos, as chuvas choram nossas lagrimas de prantos... São
 Todos os sentimentos ocultos... são todos esses desejos reprimidos...
A vida solta os seus cães, antes acorrentados, e devidamente escondidos...
Apesar de que, tudo se perde, diante da tola impaciência... Tantos gestos,
Tantos gostos refletidos, nesse escuro espelho da imprudência...
Ainda nasce do amor, essa flor, criança de pura e leve inocência.
Esse e’ o sentido da alma humana, seu real reflexo, e aparência.
Quando a leve canção da alma ressoa, no inverno brotam flores, e a sombra.
Ameniza todo quente verão; Tudo e’ primavera, quando aceitamos,
A nossa verdadeira, porem aprisionada condição... E tudo pede um
Pouco mais de brilho, nesse escuro vazio, feito de uma lacuna de razão...
E pensando que tudo se resolve com tão pouco! Só um instante limpo
Neste extenso tempo, opaco e tão rouco... A vida pede a prudência
Neste mundo louco... A vida pede musica leve, e alma que canta... A vida
 Pede as notas calmas dos tempos de infância; A voz pura que encanta.
A vida apenas pede que seja nascida,e vivida, e lindamente musicada...                                                 A vida pede uma voz audível, suave, e amorosamente amplificada.
By betonicou

terça-feira, 3 de março de 2015

Comunidade © Copyright



Tem fatos que a gente recente e tem dias de contramão...
Tem faróis acesos, para apontar o nada e  tem o escuro que
torna-se uma luz súbita na escuridão. Tem coisas que
acontecem de repente, feito um tocar de mãos nas multidões.
Tem multidão descontente, feito bêbados, numa escola de
fanfarrões! Tem a fanfarra dos contentes, mas tem os
perdedores falastrões. É um carnaval essa vida  e tem
aquele samba de cantar e dançar! Tem fumaça no ar dessa gente
que respira a dor que o chicote pode dar... Tem fatos que
a gente acrescenta as  palavras  que faltam pra contar. Tem
conto que a gente acrescenta alguma fábula que é  para poder
Temperar. Tem ventos que começam,  com brisas secando
as roupas no varal .  São esses varais, onde penduramos nossas
peles e  nossas máscaras de fundo de quintal.... Tem histórias que
a gente ouve e sente, aquele medo incontido. Tem esse medo
que a gente só esconde, por sermos apenas, mais  um corajoso atrevido !
Tem sempre uma gente contente, apesar das lutas desiguais...
E há,  sempre a gente descontente querendo de tudo um pouco  mais,
muito mais! E há, sempre um jardim regado das chuvas frescas
nos quintais.  E tem  as rosas que espetam  todos com seus espinhos, pois
apesar de tudo, somos iguais.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Teimosia © Copyright

Ah! - Quem me dera um lugar nesse coração; algo descomplicado...
Poder sentir a alegria livre, do eu desesperado. E se eu respirar o
 Vento gélido do desgosto...  Quem me dera poder sentir o calor de
  Teu beijo, nos ventos quase frios de agosto. Ah!- Quantas vezes eu
vi coisas tão estranhas nas ruas...   E tantas  vezes me perdi na magia,
De varias formas, vestidas e nuas... Sem perceber   fiz-me  de mistérios...
Sem  render-me desafiei todos  os critérios Ah!- Mas se eu não tiver a
Força para remover todos os meus medos; Quero que fique ao menos
Uma sombra, sobre todos os tolos segredos. Ah!-tantas  vezes deixei-me
Ficar triste... Queria eu, ao menos abraçar ,e viver, a felicidade
Que sei que ali existe... Quero um relógio de bolso Para marcar todo
Instante; pois todo o meu tempo e’ tão pouco, e deste tempo, ainda
Sou escravo viajante... Ah! -Tantas vezes  fiz-me ficar surdo... Por tanto
Tempo vivi, a amargura silenciosa de um mudo... Mas se algum dia eu
Sorrir, por tão pouco, e’ puro gosto! E’ que encontrei a grandeza escondida,
Dentro de cada pessoa sem rosto... Ah!- Quem me dera poder ser todo estranho!
Ter qualquer forma, sorrir qualquer gesto, ter a chuva fria para o banho.
.Muitas vezes eu mesmo  quis ficar  mudo... Sem a palavra que mata o amor,
Este amor do meu mundo... Ah!- Então façamos tão bem assim... Suportando de
Tudo um pouco... O pouco que cabe dentro de nós ! Porque a esperança vai sorrir
Um dia; este meu sonho a sós! Ah!- Quem me dera amar mais uma vez, sem ficar
Louco... Quero o amor de um dia, e dizer que foi pouco... Quero verdadeiramente
 Amar por um dia! Pois amar mais ou menos em mil dias, isso sim, e’ muito pouco...
E’ verdadeiramente louco demais...




By betonicou



domingo, 15 de fevereiro de 2015

Amor bandido © Copyright

Sem sentir eu falo tudo, e nunca sei quando devo parar.
Eu faço  de minha voz um grito, e tudo e’ parte do infinito,
de uma via láctea, de um romântico, e excêntrico pop-star.
Eu ouço tudo,  todo abstrato falado atrás daquela porta.
Eu atravesso as janelas,  para pensar se devo, ou não calar-me.
Eu traguei todos as gazes asfixiantes que meu peito suporta.
Sem partir eu viajei. Sem andar eu caminhei,  e escondi-me
dentro de mim.  Ainda faço a minhas preces, para que o meu
eu tudo suporte. Pode até ser que minha canção termine assim...
Sem pensar eu falo tudo, sem importar-me, se estou de bem com a
razão... E quando vejo, meu coração esta do outro lado; não sei
explicar,  e ai eu sei que não posso parar a vinda, de tanta, e
confusa emoção. Eu pude sentir  a fragrância no ar, e esse seu perfume, de
vez acolheu-me ! Ai então eu vejo o porquê,  a tola e fugaz razão
escolheu-me... E de repente faço tudo, o que não devia a falta de
razão acolher. Eu tomo um trago daquele velho Whisky barato, 
 ou às vezes, um chá, (fino trato), que e’ para minha alma fria se aquecer...
E sem sentir  eu toco o vazio esperando encontrar o que perdi...
Mas sem sentir, tudo volta,  até minhas expressões que um dia, no peito
escondi. E sem sentir  eu  canto  o vazio, sempre esperando encontrar o que falei!
 E ai  escrevo, e  ouço. Falo nesse anseio louco, de um coração fora da lei ...



 By betonicou