E tudo pede que ouçamos a linda musica de nossa alma... E
fazer
Tudo que ansiamos, com toda e terna calma. E vemos a revolta
Por este mundo, com tanta ciência... os corações clamam, e pedem
Numa só voz, chega de violência! Os ventos gritam nossos ecos,
e os
Gemidos estão pelos cantos... As tempestades são esses
nossos
Rudes pesos, as chuvas choram nossas lagrimas de prantos... São
Todos os sentimentos ocultos...
são todos esses desejos reprimidos...
A vida solta os seus cães, antes acorrentados, e devidamente
escondidos...
Apesar de que, tudo se perde, diante da tola impaciência...
Tantos gestos,
Tantos gostos refletidos, nesse escuro espelho da
imprudência...
Ainda nasce do amor, essa flor, criança de pura e leve inocência.
Esse e’ o sentido da alma humana, seu real reflexo, e
aparência.
Quando a leve canção da alma ressoa, no inverno brotam flores,
e a sombra.
Ameniza todo quente verão; Tudo e’ primavera, quando aceitamos,
A nossa verdadeira, porem aprisionada condição... E tudo
pede um
Pouco mais de brilho, nesse escuro vazio, feito de uma lacuna de
razão...
E pensando que tudo se resolve com tão pouco! Só um instante
limpo
Neste extenso tempo, opaco e tão rouco... A vida pede a
prudência
Neste mundo louco... A vida pede musica leve, e alma que canta...
A vida
Pede as notas calmas
dos tempos de infância; A voz pura que encanta.
A vida apenas pede que seja nascida,e vivida, e lindamente musicada... A vida pede uma voz audível, suave, e amorosamente amplificada.




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