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curvas, retas e esquinas

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Imaginario .© Copyright


Descobri um porquê ! Eu só queria vasculhar o mundo!
Eu só queria deitar sob as estrelas e dormir um sono
vagabundo. E mais uma vez eu me pego sonhando,  e
 estou cantando,  e dançando um tango. São essas estrelas
que seduzem meus sonhos,  a dançarem até um mambo.
E descobri o porquê de não poder andar sobre os trilhos
de um trem,  e  me pego pensando se por acaso,  seria  o           
culpado de estragar a viagem de alguém... E sonhando
acordado me sinto seguro.....Estou  a andar sonâmbulo
querendo  às vezes acertar meus erros,  no escuro. Sonhando
as vezes,  me pego esforçando querendo enxergar de onde
escondo-me; Ate quando? Descobri o porquê da vida balançar
na corda bamba... Descobri o porquê de minha dança ser mais
frenética que o samba. Descobri que somos presos em uma
Gaiola,  feito pássaros cantantes. Ai soltamos de nossas gargantas,  
esses ecos  de nossas almas Inquietantes... Descobri um porquê!
Eu só queria arranhar o céu!  Eu só queria ser da Alice, mais um
maluco engraçado de chapéu ! Eu só queria ser invisível,  mas tenho
um sorriso evidente. Eu só queria ser um cristal opaco, sem o
brilho transparente. Descobri o porquê de querer abraçar o mundo!
Eu só queria estender um pouco mais, cada um segundo. Eu só queria
poder dançar essa dança, sem atropelar todos os meus passos, sem
desequilibrar de vez,  toda essa incontentável balança.



By betonicou

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A cores de tudo © Copyright

Nossas montanhas são cuidados, que podem ser derrubados, 
por uma leve brisa de viver. O céu concedeu-nos a chuva,
 e nossos jeitos geram suor, para sermos um pouco de tudo...
Trazemos no peito, todo o tratado das coisas , para não esquecermos, 
pois todo o cuidado e’ pouco, para guardar de qualquer jeito, todo
um jeito de viver... Pode um caminho fazer surgir outro caminho, 
e as muralhas desabarem sobre o todo... Após, o que sobra, e’ o
Trabalho de reconstruir,  todo  um jeito de morar. Um sorriso
para dar, um jardim pra replantar, e o prazer de voltarmos a sermos
lúdicos. E quando traçamos nossos caminhos, ai, todo o cuidado
ainda e’ pouco,  para perceber  que o que move as montanhas, e’
O querer crer; Antes de dizer tudo.  Eu mesmo trago no peito o sagrado...
Todo o meu jeito resguardado de lutar... Às vezes, uma primavera pra
relembrar, um novo verão para aquecer, um novo inverno para abraçar,
um novo outono para amar, e não ser um cético desnudo. E sempre
um novo horizonte nos e’ mostrado.  É todo um novo trabalho pra lidar, 
uma nova partitura pra compor,  um novo quadro pra pintar, uma nova
paisagem para tornarmos a sermos, de novo lúcidos. As montanhas
reerguem-se, e as nuvens tocam-nos de novo,  com seus gases leves e puros.
Ai , todo amor e’ guardado, e mexemos no compasso para uma leve canção
poder de novo tocar ! A primavera,  nos ofertou suas flores para nossos
caminhos poderem calçar.   A vida, no verão nos sombreou para a
poesia de um  outono poder chegar.   O  Inverno recuou, para podermos
reviver as flores, e a beleza das cores de tudo. 
By betonicou                

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Reencontrar-se.© Copyright


Quando a névoa se esvai, e os pensamentos fluem , como
Águas de um rio tranquilo. O coração sempre nos trai,
E os pensamentos fluem pra fora trazendo á tona isso e aquilo...
 As orquídeas perderam o viço das manhãs, suas cores são
Lembranças a serem contadas no desespero dos divãs.
As águas esvaem-se, e os rios transbordam suas águas turvas...
Sinto falta do sol, do brilho renovado das manhãs, da delicadeza
Liquida das chuvas.  As torrentes caem sobre o semblante... E’ a
Vida, que ainda toca suas musicas de notas fúnebres e curvas... 
Mas ainda posso sentir o gosto doce das Frutas, e o cheiro gelado.
Das hortelãs...  Eu hoje estou em paz com minhas letras irmãs.
Estou a contar estrelas para acordar meus poemas, que
Adormeceram num canto, ao relento... Vago por ruelas escuras
Alforriando poesias que foram escravizadas num leve passar de
Tempo... Eu ando pelas ruas escuras procurando no céu o meu sol
Escondido... Eu vivo uma lembrança, e trago no peito um
Sentimento estendido... E pelos becos obscuros e apertados,
Eu esbarrei em algumas letras perdidas... Era o resto do que faltava,
Para contar numa poesia, as  histórias  escondidas... E’ o
Restante de uma saudade com cheiro de flor... Ainda resta
Um perfume de orquídea, esse cheiro que lembra amor... Eu
Ando pelas ruelas das nostalgias, querendo deixar ás margens, o
Que tento esquecer... E numa música de tema sombrio
Procuro um espaço, para uma nova harmonia poder escrever.
Pois eu procurei pelas estradas dos contentes... Para assim,
Aprender a ser alegre por dentro... E das janelas de minha
Alma observar, para novamente escrever uma nova poesia, e  

Ficar atento... Neste meu frágil e romântico Epicentro... By betonicou

terça-feira, 26 de agosto de 2014

percepção .© Copyright






Sempre digo um não, se e’ para o presente ou se e’ para o sempre...
Se e’ para mim mesmo, para os de perto, ou para os ausentes.
Sempre o descanso não vem; sempre à espera de alguém.
Se e’ para esquecer, ou reviver, quase sempre há nuvens nos céus.
E o sol se esconde por entre as brumas; oculto esta meu Avalon!
E as maçãs são doces, e as uvas são como beijos macios na videira...
Mas o calor se esconde por detrás das densas nevoas; escuras estão
As inspirações... E as maçãs estão insipidas, e os beijos amargos...
Mas são tudo passagens de um barco sobre o rio dos pesadelos...
E a canção vem sossegar num facho de farol sobre as águas turvas.
A inspiração vem trafegar, e o Avalon revela-se, por entre as passagens.
Límpidas do ar... E sempre digo um sim, sempre digo um viver...
 Sempre o sol se faz presente de novo, para guiar ao paraíso por detrás
Das nuvens opacas... Os caminhos são tortos, e os abismos nos convidam.
Para um mergulho sem fim; As montanhas revelam-se muralhas de
Guerra... E as asas fracas, se quebram num voo por entre ventos Insanos...  
 E são desatinos, como passos que  cambaleiam flutuantes  no ar vazio...
Sempre digo um sim, se e’ para avançar ou então retroceder... Se e’ para
Levitar, ou pesar as medidas que valem um sonho... E a inspiração vem
Para imaginar!  Sempre abaixo do sol brotam nuvens de chuva... E as
Chuvas quebram o silencio das ruas... E sempre há o sim para as verdades...
Ainda que essa se encontre escondida... E as mentiras, são como um
Não ás gotas de orvalho que umedecem com frescor todos os jardins.
Sinto as manhãs se despedindo das madrugadas... Sinto a madrugada
 Escondendo-se acabrunhada, diante do sol que amanhece... E as canções
Vem, quando a lua desponta brilhante; transpassando com raios de
Prata  a atmosfera que guarda toda a vida. Sinto que são noites e dias
Tranquilos, e na luz me abrigo nas sombras... E as canções anunciam
Um novo caminho, uma nova estrada de infinitos limites... Sempre
Digo um não, ou um sim, numa sinfonia de acordos entre os acordes...
São as horas os minutos, os segundos, onde nesse tempo a vida se revela...
E erguem se as asas brancas... Pois as negras querem descansar as armas.

De guerra... Paz ! By betonicou

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Equilibro desajustado. © Copyright

Tenha dó, essa vida não precisa correr assim. Nas pistas.
Dos desequilibrados, os tropeços são em muitos casos
Um fato que pode ocorrer, nesses jogos desajustados...
E dançamos toda essa dança de cambaleantes passos; Onde
A expressão embriagou-se, de tantos movimentos falsos...
Onde a musica pode envolver em notas de tolerâncias...
E’, A vida e’ a dança, repleta dos passos das circunstâncias...
E veja só esse tablado, onde acontecem os nossos teatros!
E as risadas que nos fazem serem todos, uns palhaços de rostos abstratos;
E nos convidam, para um baile de apenas um, ou dois passos...
Dançando nesse palco da vida, vão acontecendo os nossos casos.
E tenha dó de todos nós!  Somos Palhaços das fantásticas, e disfarçadas
Gargalhadas... Os gracejos são os ensaios de todas as lágrimas
Desajustadas... Tenha do de todos nós!  Pois não se pode sorrir, ou chorar de
 Tudo, tanto assim! A vida pede mais que uma dança... Este
Tablado e ‘pouco para mim. Ah -! E nem tudo podemos ter... Mesmo
Que tudo seja cena de teatro; E nesse teatro, apenas acontece a
Nossa cena imaginada ... Uma dança, e várias risadas, e mais uma cena desvairada...
 Um ilusório e distorcido reflexo. E o circo de um palhaço, e’ às vezes desvirtuado
Assim... Esse palco e’ louco, e faz de todos, também de louco um pouco...  Esse tablado
 De circo, e’ pequeno demais enfim! A vida pede mais, um pouco mais...

 Tenha dó de todos nós, tenha dó de mim!


 By betonicou


terça-feira, 17 de junho de 2014

Coisas da gente... © Copyright

Nem tudo e’ sol e flor, nem tudo e’ tudo... Às vezes
é mais do que somos,  mas tudo pode ser verdade,  sem
as contradições... Nem tudo faz ser, o que somos hoje.
Nem tudo domina,  Porque,  nem sempre somos o que
Somos... Às vezes somos mesmo uns esquecidos, dentro
de nós mesmos... Nada brilha, quando desacreditamos, e
 Nem tudo brilha se acreditamos... Nem tudo e’ dor, mas às
 vezes tudo dói,  quando complicamos... Somos quase sempre
o que procuramos ser,  e somos o que somos, foi o que
procuramos da vida fazer... Às vezes as dores curam-se,  e
às vezes permanecem para as lembranças. Dores,  às vezes
contorcem-se dentro de nós, para aprendermos a ter,  nem
que seja um breve instante de tolerância... Porem, nem tudo
é tudo quando se encontra alguém, e nem alguém e’ tudo
Aquilo, quando este não e´ de ninguém... Sempre imaginamos
um por do sol lindo pelas montanhas do horizonte... Às vezes,
as montanhas desabam-se, e o por do sol continua lindo,  porém,
um lindo  quadro  sem moldura... Nem sempre há boa musica por
detrás de um riso... Pode ser que o riso esteja a zombar de nossa.
melodia desafinada,   e às vezes desafinamos, bem  desajeitados...
Um falso riso às vezes encanta, e às vezes precisamos
mesmo falso  alguém sorria, para nos fazer sorrir... Precisamos de
um porto seguro, nem que seja para encourarmos nossas inseguranças
por um breve momento. E sempre o sol se põe, pois a noite quer chegar.
Sempre as manhãs pedem sol, mas se não vier, que venham as chuvas, 
pois sempre precisamos, ao menos de algumas gotas de ternura.
Às vezes o abraço e’ quente, às vezes o abraço e’ frio... Nem tudo e’
só verão, e nem tudo e ‘só inverno; As estações pedem ações... Frio
para aliviar o calor, e o calor para aquecer o frio... E as flores da
primavera enfeita-nos lindamente,  ate no leito de morte... E o outono
impele-nos,  sempre a querer um ato de poesia... "Direcionamos  os nossos                                           rostos,  como velas ao vento"! ...
By betonicou

terça-feira, 13 de maio de 2014

Reviver ...© Copyright

Esses amores sem direção, sem terra firme pra pousar.
Olham-se as estrelas , estendem  as mãos, querendo nelas
Poder tocar. Esses corações, sempre na contramão,                                                             
Avançando sempre os sinais... E os vermelhos, sempre
Estão marcando todos esses temporais... E esse pulsar
Sem marcação, sem o compasso exato da canção...
Desafina desde então, em todo esse coração de saber
Amar... E as cruéis incertezas, são todas as asas que.
Não podem voar... Essas paixões sempre atemporais,
Pisam, em terrenos, e se perdem nos vendavais... Mas
Ainda, há sonhos quando se olha as estrelas!  Ainda,
Sente-se o perfume, sem os espinhos dos roseirais...
Essas paixões sem direção; trazem os exageros á noção...
Ainda pode-se ver uma luz lá no fundo... Trazendo brilho,
A lúgubre escuridão... Ainda, nota-se, a beleza das luzes dos
Vagalumes, numa noite fria, úmida, sem o brilho do luar.
As incertezas são frias confissões, sacrifícios mornos,
 Para um vazio, falso, e mal erguido altar...  Se não
Pecássemos tanto assim, em amar os falsos sonhos... Se
Não apegássemos tanto assim, aos ilusórios rostos risonhos...
Dentro de nos sempre seria, chuva calma de emoções... Porem,
Precisa ser assim, para amanhecer de novo, e de novo a
Nossa renascida forma das canções...  Hoje li as estrelas, e
Descobri que posso amar!  Vi tudo sobre as incertezas! E vi,
Que essas são sementes vazias, que não devem germinar...
E as certezas, com certeza, são nossas asas coloridas de poesia,
E sonhos, Plainando num lindo verso no ar... São asas brancas de
Um poder de amar... E descobri que as sensações, também
São asas ao vento!  São sonhos, que para voar precisam do seu
Devido tempo... “E tenho que estar atento”! Todos esses erros,
 São marcos, que marcam um recomeço... São sinais, que a vida,
Sempre pode ter um novo e pleno endereço...
By betonicou