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curvas, retas e esquinas

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Reencontrar-se.© Copyright


Quando a névoa se esvai, e os pensamentos fluem , como
Águas de um rio tranquilo. O coração sempre nos trai,
E os pensamentos fluem pra fora trazendo á tona isso e aquilo...
 As orquídeas perderam o viço das manhãs, suas cores são
Lembranças a serem contadas no desespero dos divãs.
As águas esvaem-se, e os rios transbordam suas águas turvas...
Sinto falta do sol, do brilho renovado das manhãs, da delicadeza
Liquida das chuvas.  As torrentes caem sobre o semblante... E’ a
Vida, que ainda toca suas musicas de notas fúnebres e curvas... 
Mas ainda posso sentir o gosto doce das Frutas, e o cheiro gelado.
Das hortelãs...  Eu hoje estou em paz com minhas letras irmãs.
Estou a contar estrelas para acordar meus poemas, que
Adormeceram num canto, ao relento... Vago por ruelas escuras
Alforriando poesias que foram escravizadas num leve passar de
Tempo... Eu ando pelas ruas escuras procurando no céu o meu sol
Escondido... Eu vivo uma lembrança, e trago no peito um
Sentimento estendido... E pelos becos obscuros e apertados,
Eu esbarrei em algumas letras perdidas... Era o resto do que faltava,
Para contar numa poesia, as  histórias  escondidas... E’ o
Restante de uma saudade com cheiro de flor... Ainda resta
Um perfume de orquídea, esse cheiro que lembra amor... Eu
Ando pelas ruelas das nostalgias, querendo deixar ás margens, o
Que tento esquecer... E numa música de tema sombrio
Procuro um espaço, para uma nova harmonia poder escrever.
Pois eu procurei pelas estradas dos contentes... Para assim,
Aprender a ser alegre por dentro... E das janelas de minha
Alma observar, para novamente escrever uma nova poesia, e  

Ficar atento... Neste meu frágil e romântico Epicentro... By betonicou

terça-feira, 26 de agosto de 2014

percepção .© Copyright






Sempre digo um não, se e’ para o presente ou se e’ para o sempre...
Se e’ para mim mesmo, para os de perto, ou para os ausentes.
Sempre o descanso não vem; sempre à espera de alguém.
Se e’ para esquecer, ou reviver, quase sempre há nuvens nos céus.
E o sol se esconde por entre as brumas; oculto esta meu Avalon!
E as maçãs são doces, e as uvas são como beijos macios na videira...
Mas o calor se esconde por detrás das densas nevoas; escuras estão
As inspirações... E as maçãs estão insipidas, e os beijos amargos...
Mas são tudo passagens de um barco sobre o rio dos pesadelos...
E a canção vem sossegar num facho de farol sobre as águas turvas.
A inspiração vem trafegar, e o Avalon revela-se, por entre as passagens.
Límpidas do ar... E sempre digo um sim, sempre digo um viver...
 Sempre o sol se faz presente de novo, para guiar ao paraíso por detrás
Das nuvens opacas... Os caminhos são tortos, e os abismos nos convidam.
Para um mergulho sem fim; As montanhas revelam-se muralhas de
Guerra... E as asas fracas, se quebram num voo por entre ventos Insanos...  
 E são desatinos, como passos que  cambaleiam flutuantes  no ar vazio...
Sempre digo um sim, se e’ para avançar ou então retroceder... Se e’ para
Levitar, ou pesar as medidas que valem um sonho... E a inspiração vem
Para imaginar!  Sempre abaixo do sol brotam nuvens de chuva... E as
Chuvas quebram o silencio das ruas... E sempre há o sim para as verdades...
Ainda que essa se encontre escondida... E as mentiras, são como um
Não ás gotas de orvalho que umedecem com frescor todos os jardins.
Sinto as manhãs se despedindo das madrugadas... Sinto a madrugada
 Escondendo-se acabrunhada, diante do sol que amanhece... E as canções
Vem, quando a lua desponta brilhante; transpassando com raios de
Prata  a atmosfera que guarda toda a vida. Sinto que são noites e dias
Tranquilos, e na luz me abrigo nas sombras... E as canções anunciam
Um novo caminho, uma nova estrada de infinitos limites... Sempre
Digo um não, ou um sim, numa sinfonia de acordos entre os acordes...
São as horas os minutos, os segundos, onde nesse tempo a vida se revela...
E erguem se as asas brancas... Pois as negras querem descansar as armas.

De guerra... Paz ! By betonicou

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Equilibro desajustado. © Copyright

Tenha dó, essa vida não precisa correr assim. Nas pistas.
Dos desequilibrados, os tropeços são em muitos casos
Um fato que pode ocorrer, nesses jogos desajustados...
E dançamos toda essa dança de cambaleantes passos; Onde
A expressão embriagou-se, de tantos movimentos falsos...
Onde a musica pode envolver em notas de tolerâncias...
E’, A vida e’ a dança, repleta dos passos das circunstâncias...
E veja só esse tablado, onde acontecem os nossos teatros!
E as risadas que nos fazem serem todos, uns palhaços de rostos abstratos;
E nos convidam, para um baile de apenas um, ou dois passos...
Dançando nesse palco da vida, vão acontecendo os nossos casos.
E tenha dó de todos nós!  Somos Palhaços das fantásticas, e disfarçadas
Gargalhadas... Os gracejos são os ensaios de todas as lágrimas
Desajustadas... Tenha do de todos nós!  Pois não se pode sorrir, ou chorar de
 Tudo, tanto assim! A vida pede mais que uma dança... Este
Tablado e ‘pouco para mim. Ah -! E nem tudo podemos ter... Mesmo
Que tudo seja cena de teatro; E nesse teatro, apenas acontece a
Nossa cena imaginada ... Uma dança, e várias risadas, e mais uma cena desvairada...
 Um ilusório e distorcido reflexo. E o circo de um palhaço, e’ às vezes desvirtuado
Assim... Esse palco e’ louco, e faz de todos, também de louco um pouco...  Esse tablado
 De circo, e’ pequeno demais enfim! A vida pede mais, um pouco mais...

 Tenha dó de todos nós, tenha dó de mim!


 By betonicou


terça-feira, 17 de junho de 2014

Coisas da gente... © Copyright

Nem tudo e’ sol e flor, nem tudo e’ tudo... Às vezes
é mais do que somos,  mas tudo pode ser verdade,  sem
as contradições... Nem tudo faz ser, o que somos hoje.
Nem tudo domina,  Porque,  nem sempre somos o que
Somos... Às vezes somos mesmo uns esquecidos, dentro
de nós mesmos... Nada brilha, quando desacreditamos, e
 Nem tudo brilha se acreditamos... Nem tudo e’ dor, mas às
 vezes tudo dói,  quando complicamos... Somos quase sempre
o que procuramos ser,  e somos o que somos, foi o que
procuramos da vida fazer... Às vezes as dores curam-se,  e
às vezes permanecem para as lembranças. Dores,  às vezes
contorcem-se dentro de nós, para aprendermos a ter,  nem
que seja um breve instante de tolerância... Porem, nem tudo
é tudo quando se encontra alguém, e nem alguém e’ tudo
Aquilo, quando este não e´ de ninguém... Sempre imaginamos
um por do sol lindo pelas montanhas do horizonte... Às vezes,
as montanhas desabam-se, e o por do sol continua lindo,  porém,
um lindo  quadro  sem moldura... Nem sempre há boa musica por
detrás de um riso... Pode ser que o riso esteja a zombar de nossa.
melodia desafinada,   e às vezes desafinamos, bem  desajeitados...
Um falso riso às vezes encanta, e às vezes precisamos
mesmo falso  alguém sorria, para nos fazer sorrir... Precisamos de
um porto seguro, nem que seja para encourarmos nossas inseguranças
por um breve momento. E sempre o sol se põe, pois a noite quer chegar.
Sempre as manhãs pedem sol, mas se não vier, que venham as chuvas, 
pois sempre precisamos, ao menos de algumas gotas de ternura.
Às vezes o abraço e’ quente, às vezes o abraço e’ frio... Nem tudo e’
só verão, e nem tudo e ‘só inverno; As estações pedem ações... Frio
para aliviar o calor, e o calor para aquecer o frio... E as flores da
primavera enfeita-nos lindamente,  ate no leito de morte... E o outono
impele-nos,  sempre a querer um ato de poesia... "Direcionamos  os nossos                                           rostos,  como velas ao vento"! ...
By betonicou

terça-feira, 13 de maio de 2014

Reviver ...© Copyright

Esses amores sem direção, sem terra firme pra pousar.
Olham-se as estrelas , estendem  as mãos, querendo nelas
Poder tocar. Esses corações, sempre na contramão,                                                             
Avançando sempre os sinais... E os vermelhos, sempre
Estão marcando todos esses temporais... E esse pulsar
Sem marcação, sem o compasso exato da canção...
Desafina desde então, em todo esse coração de saber
Amar... E as cruéis incertezas, são todas as asas que.
Não podem voar... Essas paixões sempre atemporais,
Pisam, em terrenos, e se perdem nos vendavais... Mas
Ainda, há sonhos quando se olha as estrelas!  Ainda,
Sente-se o perfume, sem os espinhos dos roseirais...
Essas paixões sem direção; trazem os exageros á noção...
Ainda pode-se ver uma luz lá no fundo... Trazendo brilho,
A lúgubre escuridão... Ainda, nota-se, a beleza das luzes dos
Vagalumes, numa noite fria, úmida, sem o brilho do luar.
As incertezas são frias confissões, sacrifícios mornos,
 Para um vazio, falso, e mal erguido altar...  Se não
Pecássemos tanto assim, em amar os falsos sonhos... Se
Não apegássemos tanto assim, aos ilusórios rostos risonhos...
Dentro de nos sempre seria, chuva calma de emoções... Porem,
Precisa ser assim, para amanhecer de novo, e de novo a
Nossa renascida forma das canções...  Hoje li as estrelas, e
Descobri que posso amar!  Vi tudo sobre as incertezas! E vi,
Que essas são sementes vazias, que não devem germinar...
E as certezas, com certeza, são nossas asas coloridas de poesia,
E sonhos, Plainando num lindo verso no ar... São asas brancas de
Um poder de amar... E descobri que as sensações, também
São asas ao vento!  São sonhos, que para voar precisam do seu
Devido tempo... “E tenho que estar atento”! Todos esses erros,
 São marcos, que marcam um recomeço... São sinais, que a vida,
Sempre pode ter um novo e pleno endereço...
By betonicou


domingo, 11 de maio de 2014

Motivos .© Copyright



Ponho-me a cantar, dentre todos os sorrisos, esse e’ o que
Encanta mais! Faço minhas preces, neste vale antes de tristes
Sombras... Expresso em canção, tudo que me carece, minha oração...
Vejo-me sempre mais forte, diante as incertezas de querer demais,
De querer ser capaz, sempre a refletir... Fico de joelhos diante das
 Ansiedades... Faço das minhas preces, meu desejo de felicidade;
Faço brilhar  em todas as sombras de minhas necessidades... Vejo
Diante de meus olhos, todos os rostos sofridos; porem eles, tem
Sorrisos de criança! Toda a infelicidade, não pode acorrentar os
Desejos de querer inocência! Vejo em tantos rostos risonhos, toda
A capacidade de enfrentar as guerras, de todos nossos desejos insanos...
Vivo a cantar todas as notas nessa minha prece, sem as lamentações
 Daquilo que sofremos... Esses meus olhos cansados, de chorar demais...
Toda a essa inquietude, desta juventude de querer sempre mais, de
Sonhar a mais... Ergo a minha visão para dizer então, que esta e’ a minha
Minha canção de viver... Sempre vivi pelos meus olhos, pois sempre vi,  
Tudo que este ser pode querer... Vivo devagar , pois toda a minha pressa
Chegou ao fim... Toda a calma transborda no meu eu todo, enfim...
Antes desiludido com a vida chego aqui simplesmente, através de uma fé, de
Seguir sempre em frente... Carregando toda a estrada que estes olhos viram,
E veem...  Navegando todas as águas, deste sempre meu querer, ou cortando
Do meu jardim todos os espinhos , que teimam em arranhar, essas minhas
Vestes, deste então, já sóbrio espirito na mansidão... Conhecendo as fases
De todas as minhas estações... Sendo simplesmente, frio ou quente... Vou
tecendo a partitura de uma nova, e terna canção... Conhecendo todas
As necessidades desta jornada... Recolho todos os frutos felizes, também
Existentes nessa estrada. Canto os meus dias, nesta minha manhã de preces
Exaltadas!  Vejo toda a minha vida correr mansamente, mostrando os caminhos.
Antes ausentes...  Carrego ainda sobre os meus ombros, parte desta caminhada...
Ainda há um peso a descarregar nos meus dias... Ponho-me a cantar pelos cantos,
Antes de querer chorar mais uma vez mais... Que toda a minha musical prece
Chegue ao teu altar, e que eu reflita , o que quero mesmo deste meu eu ... Toda a
Minha prece leva simplesmente, a minha caminhada... Toda a minha ansiedade,
Será Lavada... pois sei que sempre cuidou, e ainda cuidas de mim... Vivo a cantar
 Toda a minha esperança, e sobre os teus ombros apodero-me, de tua leve

 E certa herança enfim... By betonicou

domingo, 27 de abril de 2014

Somos dementes ... © Copyright




  Debaixo do sol e distante da lua vaga acordado e sonhando pela rua. Distante de tudo, nos bailes dos bares minguante, e andando lado a lado, com a presença das ilusões sempre constantes.  Longe de tudo, neste vazio infinito, onde lábios vorazes gritam um delírio restrito. Prosas entre pessoas incertas, breves versos poéticos nas cenas mais certas... vivendo acordado nos sonhos de alertas, ou desmontando os palcos destes ensaios de sonhadores itinerantes. É a vida, que acordada a todas as cenas vigentes, e mesmo assim cambaleia diante de tantos arcaicos e pendentes. Diante da mordaça de laços toscos afrouxados soltam-se os gemidos, nos gritos dos tolos navegantes Afogados. Andando pelas ruas, por entre sonhos de utopia dos delírios desvairado, e deste ar de quimeras, onde a mente vazia alucina, com um pobre perfume almiscarado, que a todo corpo impregna. Mesmo assim, vivendo essa vida de loucuras alucinadas vagueiam nossos versos diante de todas as cenas transloucadas. Divagando acordado, e delirando sonhos de rua. Dissecando as falas, com as mariposas desbotadas; essas amantes sacerdotisas da lua. Nos devaneios tolos das alucinações escondidas dançam-se melodia das loucas dançarinas vendidas.  Longe de casa, em todos os dementes contidos vagam as mentes solitárias, com todos mórbidos sonhos escondidos, e ainda nos assombram os fantasmas, de todos os sonhos roubados e vendidos.



...By betonicou