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curvas, retas e esquinas

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Ensaio .© Copyright




Cada palavra pode se tornar um choro, um riso, um verso
Feliz, ou uma blasfêmia, contra aquilo que sentimos...
Às vezes, o amor pode ser, como se atirar no vazio... Feito
Um “Quasímodo”... Como se carregássemos nos ombros, o peso
 De ama às escondidas...  Cada passo pode ser uma escolha,
Entre ser ou não ser... Entre sentir, ou carregar para sempre, o
 Peso dos desejos, de um coração vazio ou de um momento carente...
A cada momento podemos nos ver nas mãos das caricias falsamente
“Inocentes”... Podemos ter um momento de um sorriso alegre,
Mas no fundo descontente... Podemos ter amores, puramente
Inconsequentes... Podemos ter, um coração vazio que se deixa
Encher da ternura aquecida de paixão... Podemos ter momentos de
Afetos vagos, da chamada desilusão. E sabemos que
Não há ar, onde existe o vácuo... E ficar sem ar no vácuo da decepção.
De veneno nada dei, de veneno nada ofereci... Sinto
Que meu reflexo reflete a imagem errada, num espelho
Distorcido por uma carente imprudência... Às vezes, nos
Sentimos assim, sem teto... Mas por outro lado , seria um bom
Estado, esse de não esperarmos nada... Um cão como
Companhia e um travesseiro velho, para encostarmos
Cabeça e  deixar que a vida siga seu curso... E um
Dia sair de debaixo da marquise para ganharmos o mundo...
Às vezes, nos refugiamos num mundo, onde a realidade
 é um sonho... E o sonho, às vezes vaga pelos caminhos
Impossíveis e  nos refugiamos nas ilustrações da vida, 
Onde imagens, são forjadas pelos desejos de querer que tudo.
Seja magico... E acordamos nas ruínas de um pesadelo... E o
Pesadelo termina,  num sonho de realidade. E a realidade, e’
Um sonho, o de almejar sempre a felicidade. Temos um céu
Para voar,  Porém às vezes, sempre alçamos voo em asas de cera...
O que precisamos mesmo às vezes, e’ um teto de uma marquise
Para nos esconder da chuva e  assobiar uma linda canção. Dormir  e
Um cão,  como  ouvinte e   para ouvir os aplausos do teatro de
Nossas vidas..
.

By betonicou

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Descompasso . © Copyright

Meus pensamentos voam, e meus pés , se prendem ao chão,
como chumbo enraizado... Minhas memorias vagam num
assombro interno de tolerância ao desejo estancado...
A alma clama um consolo, enquanto os olhos chovem o
desconsolo... O coração grita o desespero , do silencio
desfigurado... Na incerteza bate um acorde descompassado...
Porem, a minha alma será lavado pelas águas de um sossego...
É o infinito que rege este súdito momento de aconchego...
São minhas etapas da vida, são meus momentos retos  e  tortos...
São meus choros às escondidas, são minhas alegrias, onde
faço, e refaço todos os meus portos...
A vida pede proteção, e aos meus olhos uma simples  visão
de um abraço, um beijo.  Desses de deixar sem folego e aflito, 
mas que nos deixa sem a visão abstrata,  de um surto de
Delírio... Neste vago momento eu habito... São situações de
uma vida, de meus pensamentos divagantes escondidos...
E quero deixar para trás  esses momentos tolos, no passado
diluídos. A alegria pede proteção, e todos os sonhos mostram
A nudez de uma visão... O de voar pelos ares de meus sonhos,
como um anjo destemido,  e não ficar esparramado num chão
de abandono como um pássaro ferido... O espaço do infinito
clama para mim um lado desapego... A minha alma será lavada, 
pelas águas do sossego...
By betonicou

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Olhos de céu. © Copyright

                                                                                                                                                            Tento seguir o caminho de nossas flores,  sem

as cores do medo. Tento seguir este trilho de dois
 Amores.... Quero ouvir a canção dos namorados
No tempo de um segredo e cantar bem forte os
Nossos clamores, neste vazio do relento...
Tento seguir junto, mesmo que separados por
 Um contratempo . Tento ser este amor dos enamorados,
Para o bem do relacionamento. Tento ser nos dois,
Mesmo que seja deixado pra depois... Encontrei-te,
E foi bem antes do que pensava, e nos tornamos dois sois...
E meu coração, ouviu que forte o teu pulsava, no calor de
Nossos lençóis... Tento seguir, mesmo que ocupado,
Ate o alcance do infinito... Tento aos seus ouvidos
Um sussurro... Tento um apelo num grito! Viajo pelas
Luzes do céu, que e’ pra ver, ate aonde vai tua confiança...
Com este teu brilho incomparável, com teus olhos de céu,
Com teus olhares de doçura criança. Encontrei-te, nos
Versos que eu mesmo declamava...  Estava tão perto
A poesia, que eu tanto procurava! Nunca imaginei, que
Do outro lado estava a dança ! Vejo teu rosto estampado
Em todos os sorrisos de infância, que este meu olhar, agora
 Atento, alcança... Viajei por todos os lados desesperados... Ate
Onde pude estar... E você estava bem á frente , deste meu
Jeito vago enamorado de amar... Pois aqui do outro lado da
Cerca, fácil esta o meu olhar sem jeito... E teus olhos de céu, e
O teu semblante de anjo criança, eu não pude recusar a tempo...
Se disser ao mundo este meu amor... Diga que sou amorosamente
Suspeito... Diga que me encontrou no passar de um vento...
By betonicou


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Pele de margarida © Copyright


Eu acordei meio diferente, com pressentimentos
ruins... Acordado pela injustiça de meu juízo.
Senti a violência e senti o transtorno, das coisas
ditas pela inocente injustiça do prejuízo...
Dissecam-me e desnudam-me no mundo...
Tiram-me do singelo e  puro conforto... Estou atônito!
Deste meu eu mais belo deslocam-me...
Deste meu eu atômico tiro força das delicadas
flores margaridas. Mergulhei-me, neste espaço
branco eterno. Eu acordei com sentimentos
singelos e fui jogado aos ventos... Acordado, num
abismo profundo sentindo o frio gélido das caras
frias, dos corações de descontentamentos.
Queria poder tocar a pele branca, das pétalas.
benditas dos exaltados... E fui jogado no deserto
pelas mãos iludidas... Por corações desesperados.
Eu acordei num pesadelo, por querer o calor deste
teu eu sincero. Porém  jogado estou ás lagrimas, de
um acordar flagelo... Eu acordei num cata-vento, onde
deixei de respirar o momento. Eu ouvi uma voz dizendo:
Fique atento! Morri por um breve instante, e revivi e venci...
 Nossos momentos embalados ao vento eu senti . Quero voltar
 à tona das águas puras e benditas... Quero acordar
na tua pele branca , de pétalas de veludo, das brancas
 e puras margaridas...
By betonicou

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Poema de lapide ... © Copyright




Escrevo no sol, com raios de lua.
Quero pagar minhas dividas.
Quero pagar minhas promessas.
Quero sarar, todas as minhas feridas...
Eu quero lavar minha alma, e
Sentir, o tocar leve da brisa.
Eu quero um beijo molhado,
Com toda a doçura permitida.

Escrevo, numa lápide feita de um
Coração de mármore frio...
Escrevo na lapide que eu mesmo fiz,
Para os versos, de um coração diluído...
E estes, são versos que transcendem,
o que para mim fora escrito ... Escrevo,
Com um pincel feito dos gelos glaciais,
No sol das paixões, dos sentimentos  
Lacrimais...

Escrevo no sol, versos de letras frias...
Estas que congelam as lágrimas das
Romarias... Escrevo no deserto das
Plantações de hipocrisia... Essas dos
 Espinhos, e  das ervas daninhas...
Escrevo versos, em ramos de primavera.
Escrevo, nos gestos que transcrevem, toda
A minha longa, e cansada espera...

 Escrevo os versos, em forma de flora,
Com odores cítricos e cores da aurora...
Escrevo, nos gases brancos deste espaço,
Antes vazio... Escrevo, no ar todas as  
Ternuras livres do cio... Escrevo, no sol  
 De minha Alma, a singeleza fria do meu
Inverno... Recolho, a poesia das lindas
Folhas vermelhas, deste meu outono
Eterno...




By betonicou

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Corda bamba .© Copyright

Vivo a sonhar pelos cantos do planeta, vivo a sorrir
As alegrias das piruetas; Soltando gritos como um
Louco desvairado, cantando a musica dos chamados tolos
Transviados... Sob a marca da ilusão, solto as mãos num
Aceno; mas o adeus, nunca deixa de ser um tolo gesto
De um esquecimento obsceno... Vivo a sonhar pelos ares
Desta esfera, onde me embriago nos gases da estratosfera...
Onde meus pensamentos divagam tolos, inconsequentes...
E meu ser, se rasga todo bobo... Iludido pelos gestos das ruas,
Dos transeuntes ausentes... Vivo a sorver todas as bebedices
 E asneiras, que esse mundo verte... Vivo a colher os frutos
Que este meu mundo carece... São tantas idas e vindas, e
Este meu ser se afoga em tantos burburinhos... São asas
Fracas para este meu desastrado voo, de descanso aos ninhos...
Vivo a divagar por entre as questões múltiplas de minhas
Dimensões... Meu mundo esvai-se pelos poros, e minha
Alma passeia pelas trilhas de minhas emoções... Vivo a
Vagar pela oficina de meus pensamentos... Vivo a reviver
Cenas, que passeiam divagantes, no mundo tolo dos
 Esquecimentos... Vivo a pular de salto em salto, sob os
Céus desta esfera... Vivo a colher, todos os sabores e
Cores da primavera... Vivo a sorrir sorrisos de esperança...
E vivo a fazer das idas e vindas, passos ensaiados de
Dança... Vivo a viver as situações que esta vida tanto grita
Em minha alma... Vivo a quebrar num grito, os cristais
Frágeis de minha calma... Vivo a consertar as mazelas da
Vida... Os atos intransigentes...Vivo a sorrir de todas as tolas
Quimeras... Deste mundo dos insanos e dementes.
Vivo a soltar todos os pássaros presos e descontentes ...

Bybetonicou

sábado, 31 de agosto de 2013

Entrega .© Copyright

E’ inverno, e os ventos choram seus ares gelados.
E essas mãos amigas dão-me o toque de sossego.
E’ interno esse toque, e batuque, agora acelerados.
Esta rosa me intriga, cravando em meu peito seus espetos...

Este retumbar de tambor que bate forte no coração
São as ondas que vagam na minha intenção de dizer não
Se e’ alegria, ou tristeza, que trago outra vez na incerteza,
Ou nesta vida, numa bandeja, seja outra vez a minha questão...

E’ inverno, e o vento gelado, bate mais uma vez nas minhas sensações...
 Porem, teus abraços trazem outra vez ,o calor das recordações.
Tuas flores guardadas... Desabrocham em desejos outra vez, trazendo
 À tona, todos aqueles desejos das quentes estações...

Desatino o meu jeito de ser nas certezas de ter... Quando desabo
No teu jeito "Eva" de ser... Isso se impõe a todas as minhas razões...
São espinhos de gelo ... Porem, são flores vermelhas das paixões...
E’ estação do gelo, mesclada na tua primavera de mulher...
São ventos de inverno, sussurrando aos ouvidos de quem quer...

E’ vento gelado, soprando mais uma vez nesta faceta  de ilusão...
Se e’ mentira ou verdade, talvez...  Essa falsa, ou verdadeira,
Corrente de amor... Se nesses rios negros  navego outra vez, com certeza , 
 Na intenção de tua estação... Não quero mais o naufrágio, seja para
O teu ou meu agrado... Seja para onde eu for.




By betonicou