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curvas, retas e esquinas

domingo, 21 de julho de 2013

Memorias divagantes .© Copyright

Estou  vivendo os caminhos, deste mundo agora...
Caminhando nos rumos e  deixando os lados de fora.
Festejando os momentos que são levados aos ventos e 
Alegrando os momentos de dor,  ou remoendo  as causas do amor...

 Queria chegar aos destinos com  cheiros de flora...  Poder fazer
De cores os meus caminhos, pelo mundo todo  afora...
Poderia celebrar um só momento...  Mesmos que símplice e singelo.
Queria poder renascer, como uma forma de amor eterno.

Estou sentado neste chão  revivendo este meu mundo, todo atento...
Um filme de cenas aquarelas, mas ainda,  com um leve tom de cinza  que 
Estraga por dentro... Eu queria festejar as festas,  com rojões ao invés de gritar
O tolo eco do silencio!  Eu queria poder navegar, numa onda calma de vento...

Cá está este meu eu remoendo, as nostalgias que o tempo traz as minhas vistas...
La vai cavalgando o meu eu, nas brisas nostálgicas de emoções idealistas.
Cá estou  eu fazendo, desses devaneios, um passo alegre de muitas danças.

Trago no meu peito, todo este eu, de preciosas e emotivas lembranças.
By betonicou

domingo, 14 de julho de 2013

Vitrine ...© Copyright

Contemplo os corações dilacerados, e as águas  estagnadas da alma.
Vejo os mundos embaçados de uma vida sem o ar da calma...
Choro as tristezas da amargura alheia... Fito os olhos vazios,
Nos semblantes que o choro rodeia...

Uma flor que murcha, ao fedido cheiro de latrinas.
Um luar sem poesia, um negro sol de tortuosas esquinas...
Há caminhos que levam aos abismos profundos...
Choro pelas lagrimas escuras, de uns vivos mortos; moribundos.

Os tons da linda melodia ferem os ouvidos surdos, como chiados.
cruciantes... A explosão dos sentidos, agora são torturas incessantes...
Os olhares que saltam de embaçadas retinas... sofrem na visão
Sem alma, sem cor, das opacas rotinas...

Contemplo as almas que vagueiam sem rumo, sem causa, sem vida...
Uma sombra negra, e esfumaçada de vidas esquecidas... Acinzentaram  as flores ,
Antes belas, e coloridas... Agora, tateiam as tênues paredes desgastadas.
E esmorecidas... O anseio de querer encontrar, os rumos certos das saídas...

As mãos que procuram no escuro  tateiam nas névoas turvas...
Os pés descalços que procuram as linhas retas nas curvas...
Os lábios que proferem a oração, afim  de poder transcender...
Os olhos que descortinam os símplices mistérios de poder ver...

Contemplo as almas redimidas ...
Bybetonicou

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Descoberta © Copyright


Sentindo medo ... o frio dessas nuvens que
Sufocam meu respirar de sossego...
Nestas bêbadas ondas, navego nas velas
Sem direção, neste mar todo sôfrego...
Em velas tremulas pelos ventos, perco o ar
Da direção, à utopia dos meus anseios...
Navego nas lembranças injustas... Pois
Estas são alegrias tiradas de beijos alheios...
Na densidade deste frio, carrego-me todo  
De desejar teu calor; Nas nuvens enegrecidas,
Procuro por nuvens brancas... Estas tuas alvas
Nuvens de amor. Pois eu sei que este mar de
Nuvem , desassossega o meu leito com um
Tempo triste... Também sei, que por detrás da
Tempestade esfumaçada, o sol ainda existe;
O amor ainda persiste!
Sentindo o frio que as lembranças , congelam  
Em nossas mentes todos os nossos defeitos...
Caminho pelas montanhas, e vales dos tempos...
Pois são os altos e baixos, dos nossos jeitos...
Nos caminhos tortos, cambaleamos nas sofridas
Paixões de nos dois... E a retidão dos caminhos
De flores de amor, sempre deixamos pra depois...
Por que nestes ventos, navegamos sempre com
Velas quebradas...
Este ar que sufoca, respira por detrás de nossas
Vontades ilhadas... Ao redor são sempre
Ondas eriçadas... Hoje eu sei, que os caminhos
De sombra e luz, se bifurcam nas idéias escondidas...
Hoje descobri, que desta vez navegamos por entre
Nuvens doces e coloridas... Também sei que neste
Mar, nesta imensidão que sufoca...  Existe poesia
Nestas ondas ébrias, que embalam a nau, que

Que o verdadeiro amor transporta... Agora sei...
Bybetonicou

sábado, 1 de junho de 2013

Dissonâncias de Apia ...© Copyright

Cantam-se os lindos versos de poesia.
Canta-se em timbres baixos de agonia...
Cantam-se acordes plenos na liturgia...
Canta o belo soprano de Maria.
Cantam-se nos umbrais, acordes de
Boas vindas... Cantam-se no altar os
Cânticos das romarias... Cantam-se,
Remédios para todos os sons profanos...
Versos evocam as alegrias, na canção
Dos diáfanos... Via Apia, e seus cânticos de
Guerra... Via láctea, acima da atmosfera...
Mas há caminhos para os tons ,  e os acordes  
Suaves ,das flores de Primavera...

Cantam os choros das crianças, agora
 Adormecidas. Cantam os brotos, que
Adentraram suas vidas... Cantam as
Sementes que brotaram um dia. Cantam
 Os bendizentes, que voam nas asas das
 Das calmarias... Canta este ar, embargado
 De nostalgias... Cantam as matas em gorjeios,
Que se derretem em lagrimas pelas colinas... 
  Cantam as vozes das melancolias... Cantam
As vozes roucas nos canteiros... Roucas de
 Chorar a miséria... Entoam seus timbres os
Corais, esses faceiros... Onde as vozes
Navegam em velas singelas...

Vertem as águas para os ribeiros, nascem
Os jorros dos riachos ligeiros... Que se
Desafogam, nestes mares de todos os
Marinheiros. Cantam as flores que são
Tocadas pelo vento... Cantam as estrelas,
Que desabrocham no firmamento.
Canta de alegria, mesmo a criança sem
Alimento... Cantam todas as vozes de colo... 
No doce colo de acalento... Canta este mundo,
Tanto na fartura, ou na miséria... Cantam todas
As alegrias pintadas, nas coloridas, ou negras
Aquarelas... Cantam todas as vidas, a espera da
Morte... Nascem todos os cânticos, nas vozes
Sopranos, ou baixas da sorte...
 Bybetonicou

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Flores de Hiroshima...© Copyright



Não esquecer uma paz que se foi um dia...
Brotaram flores nos campos minados...
Minaram as águas das vertentes, que secaram
Na lida... Soltaram as correntes, que abraçaram  
Numa tenaz o amor... Fizeram a paz nesta guerra,
Em forma explosiva de flor...
Há muito que rever no que foi esquecido um dia...
Momentos velhos, que abrilhantaram vidas esquecidas...
Germinaram as sementes na terra... Brotaram flores
Que cheiraram os ares desta atmosfera...
Do passado de nostalgias, fizeram-se presentes
Sentimentos de liturgia... um sagrado campo de ervas
Floridas... Um consagrado de poesias coloridas...
Os girassóis fervem nos campos de nossas vidas...
Os ventos rugem enquanto dão seus açoites...
Os raios de sol urgem, e aquecem as vidas na sorte...
Voltar a viver a vida, nos campos das explosões...
Beber o que verte das vertentes, águas claras dos
Ribeirões... Brilhar alem das sombras...pulsar como
As majestosas estrelas das constelações...
Bybetonicou

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Sonhos gravitacionais © Copyright



Quero as chaves de um apartamento, pois  quero guardar
umas tranqueiras esquisitas . Quero um canto, para
para cantar e ouvir as saudades remexidas.
Uma Janela para atirar emoções... Olhar o céu e  observar as
multidões enlouquecidas... Quero um cômodo, de um
barracão.  Quero um samba, um rock do Raul ao violão.
Quero ouvir de novo na vitrola, o vinil todo arranhado, 
mas que ainda toca as canções, de um ser enamorado...
Quero as chaves  de um quartinho de  pensão, com
luz neon . Quero ouvir, no juckeBox, um vinil do Milton  e
nas paredes poder ler, um poema gravitacional de Newton.

Quero as chaves de corações bagunçados , pois quero varrer
as amarguras e abraçar esses sentimentos assustados.
Quero noites iludidas, pelas canções de ritmos acelerados.
Uma balada, um furacão e talvez, as chaves de um bar, um
copo de cuba libre, com fatias de limão.
Quero guardar num armário, todas as tolas  feridas.
Quero ouvir e dançar num baile e  viver esse desatino das
noites perdidas...
Quero as chaves de um convento,  da ordem das carmelitas e
enclausurar-me em umas das celas ouvindo do Gregório,
uma dessas musicas sacras benditas.
Quero ouvir as canções, dessas rádios  eruditas e quero um jardim
de flores coloridas, rodeado de pedras ametistas.

Quero as chaves de um lugar secreto, para esconder-me, todo por
completo... Não quero os sussurros das multidões !  De toda  
poesia da  canção poder estar repleto... Não quero acordes negros e
quero teclar a melodia nos acordeões !  Quero correr,  nessa
pista dos equilibrados... Não quero mais sofrer,  na  tosca corrida dos
desajustados. Quero as chaves de um quarto, um cigarro e um
Trago barato de Bourbon. Quero ouvir  a poesia lírica das “Águas
De março" do Tom! Quero estar  sentado  em uma varanda de pensão ouvindo 
as buzinas, de tônicas estridentes!  Ouvir, ao fundo daquela
Vitrola, as melodias dos sonhos latentes. Ouvir a canção dos
amantes diurnos e chorar a emoção,  dos noturnos inconsequentes.
Bybetonicou

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Prelúdio ...© Copyright



Estou neste escuro do universo, deitado meio turvo perplexo...
Em meio às águas escuras, sem reflexo... Ouço um bater de
Tambor, neste espaço do tempo...
Á uma corda bamba de vida, encontro-me anexo... Estou nesta
Sala de espera ate que a luz externa me descubra... Espero que
Alem dessa poça, de uma luz  o meu ser todo se cubra.
Ainda, que não possa falar ou cantar... Ou ser... Ate que eu
Amanheça... Aqui, o meu eu descansa; Ate que a externa luz
Apareça...  Se em todo o universo, existir espelhos, que possam
Refletir... Que reflitam, este meu desejo de ver, o que posso ouvir...
 Ainda que acolhido esteja neste mundo negro... Onde segurado
Esta o meu medo...
Antes da hora, do eu poder ir... No meu tempo, ainda e’ cedo...
Todos os espelhos são turvos, antes que o eu aconteça...
Todos os reflexos são escuros, antes que minha luz amanheça...
Estou neste mundo negro, neste lado de um tênue véu... Ouço
Sons fora deste meu céu... E se isso e’ céu... Imagino o que seria,
Alem deste templo de água morna.
Estou a centímetros, no macio véu... Julgo o que seria, alem da poça ...
Se eu cresço, ela entorna...
Concebo onde estou...  Se esse e’ um universo, onde repousa meus
Sonhos... Fantasio o que sou !  Vivo neste sonho de dormência...
Ansiando nascer, e proceder minha evidência... Estou aqui incrustado,
Ainda que desafogado... Ainda que confortável... Ainda que nas águas
Mansas, esteja este meu eu mergulhado...
Vejo-me aqui coberto de incertezas... Porem, embalado pela canção
De pulsares compassados ,  sei que minha hora vai chegar, sei que
 Verei reflexos ate nos espelhos, antes embaçados...
Sei que alem da escuridão, ira brilhar o amanhecer... Por que aqui,
Apenas vejo raios delicados de tons vermelhos, presentes nessas
Paredes que por hora, são os meus espelhos.
Estou aqui, deitado em águas mornas... À espera da lida, e querendo
Anseios... Estou aqui, embalado por um coração de canções de risos e
Gracejos. Ainda que o choro venha antes de qualquer sorriso, e de
Qualquer beleza que possa ver... Estou aqui à espera de um beijo,
Uma razão para o meu nascer.
Aqui no escuro, as vidraças não transpassam o que há , alem das
Águas mornas...
Aqui no escuro, ouço o compasso de minha vida dividida... Aqui no
Escuro, minha musica e’ toda nessa água benta diluída...
Bybetonicou